{"id":30612,"date":"2016-05-05T09:12:12","date_gmt":"2016-05-05T12:12:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=30612"},"modified":"2016-05-05T09:12:56","modified_gmt":"2016-05-05T12:12:56","slug":"zika-deve-se-tornar-endemico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/zika-deve-se-tornar-endemico\/","title":{"rendered":"Zika deve se tornar end\u00eamico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Assim como a dengue, o v\u00edrus zika e a febre chikungunya dever\u00e3o se tornar recorrentes no Brasil, segundo pesquisadores da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade que estiveram em Pernambuco para analisar a situa\u00e7\u00e3o das arboviroses no Estado. De acordo com informa\u00e7\u00f5es preliminares, devido \u00e0s suas semelhan\u00e7as e \u00e0 presen\u00e7a do mesmo transmissor da dengue, as doen\u00e7as dever\u00e3o permanecer entre a popula\u00e7\u00e3o e apresentar per\u00edodos de surto intercalados com baixas nas notifica\u00e7\u00f5es. Segundo o diretor do Departamento de Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis e An\u00e1lises de Sa\u00fade da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS), o porto-riquenho Marcos Espinal, s\u00e3o grandes as chances das arboviroses se tornarem end\u00eamicas no Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe o Pa\u00eds n\u00e3o controlou a dengue e percebe que recorrentemente, em algumas \u00e9pocas do ano, as notifica\u00e7\u00f5es sofrem um aumento significante, o mesmo vai acontecer com essas outras doen\u00e7as.\u201d \u201cO Brasil \u00e9 muito grande e quando estanca o problema num estado observa o surgimento do mesmo problema em outro estado. \u00c9 o que est\u00e1 acontecendo agora. Podemos observar uma diminui\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros de notifica\u00e7\u00f5es aqui em Pernambuco, mas est\u00e1 come\u00e7ando a se intensificar o problema na regi\u00e3o sul\u201d, continuou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gestor alerta, entretanto, que apesar da recorr\u00eancia que poder\u00e1 ter, as notifica\u00e7\u00f5es poder\u00e3o diminuir entre um ano e outro. \u201cAcredito que, anualmente, o Brasil passar\u00e1 por temporadas de surto, mas os n\u00fameros poder\u00e3o diminuir se as medidas de controle forem implantadas. Se tomarem as devidas provid\u00eancias e diminu\u00edrem a popula\u00e7\u00e3o do mosquito, a transmiss\u00e3o pelo Aedes ser\u00e1 menor e, al\u00e9m disso, uma pes\u00adsoa n\u00e3o contrai essa mes\u00adma doen\u00e7a duas vezes\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diretor do Escrit\u00f3rio de Estrat\u00e9gias da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o m\u00e9dico americano Christopher Dye, concorda sobre a situa\u00e7\u00e3o de endemia no Pa\u00eds. \u201cEstamos vendo que o problema come\u00e7a a diminuir em alguns lugares, mas no Pa\u00eds como um todo, ele ainda tende a aumentar. Isso \u00e9, as arboviroses ainda n\u00e3o atingiram seu pico de notifica\u00e7\u00f5es e, antes de serem controladas, ainda deve piorar\u201d, avaliou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele explica o que a OMS tem feito. \u201c\u00c9 para antecipar as suas consequ\u00eancias e tentar evitar alguns problemas que estamos tentando fazer um mapa aqui no Brasil para entender o que est\u00e1 sendo feito em cada estado e como essas a\u00e7\u00f5es podem ser maximizadas.\u201d A comitiva deve seguir para o estado da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Bact\u00e9ria para combater o Aedes<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO (FolhaPress) &#8211; Uma bact\u00e9ria que infecta boa parte das esp\u00e9cies de insetos do planeta pode ser usada para \u201cvacinar\u201d o mosquito Aedes aegypti, diminuindo muito ou mesmo eliminando o risco de que ele transmita o v\u00edrus zika, demonstraram pesquisadores brasileiros. Se a ideia tiver sucesso em testes de larga escala, o combate \u00e0s doen\u00e7as transmitidas pelo vetor finalmente deixar\u00e1 de depender de m\u00e9todos trabalhosos e ineficientes, como a elimina\u00e7\u00e3o de criadouros e o uso de inseticidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda n\u00e3o se sabe exatamente como a bact\u00e9ria Wolbachia atrasa a vida do zika e de outros v\u00edrus semelhantes, como o da dengue. O certo \u00e9 que o micr\u00f3bio evoluiu para se tornar um especialista na manipula\u00e7\u00e3o do organismo de insetos, direcionando a reprodu\u00e7\u00e3o deles para seus pr\u00f3prios fins. Embora afete cerca de 40% dos insetos do mundo, a Wolbachia normalmente n\u00e3o \u201cmora\u201d no organismo do Aedes. Por isso, os pesquisadores do Centro de Pesquisas Ren\u00e9 Rachou, da Fiocruz\u00a0 de Belo Horizonte, precisaram, em primeiro lugar, criar uma popula\u00e7\u00e3o que carregasse o micr\u00f3bio. \u201cOs efeitos sobre o mosquito dependem da cepa da bact\u00e9ria\u201d, explica Luciano Andrade Moreira, coordenador do estudo. \u201cNo nosso caso, soltamos tanto machos quanto f\u00eameas com a Wolbachia. O macho infectado que cruza com a f\u00eamea que n\u00e3o tem a bact\u00e9ria faz com que ela fique est\u00e9ril. J\u00e1 a f\u00eamea com Wolbachia \u00e9 f\u00e9rtil e transmite a bact\u00e9ria a todos os seus descendentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como a dengue, o v\u00edrus zika e a febre chikungunya dever\u00e3o se tornar recorrentes no Brasil, segundo pesquisadores da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade que estiveram em Pernambuco para analisar a situa\u00e7\u00e3o das arboviroses no Estado. 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