{"id":30629,"date":"2016-05-05T10:16:18","date_gmt":"2016-05-05T13:16:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=30629"},"modified":"2016-05-05T10:16:18","modified_gmt":"2016-05-05T13:16:18","slug":"bacteria-pode-ser-solucao-contra-o-zika-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/bacteria-pode-ser-solucao-contra-o-zika-2\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9ria pode ser solu\u00e7\u00e3o contra o zika"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) comprovaram que a bact\u00e9ria Wolbachia, quando presente no Aedes aegypti, \u00e9 capaz de reduzir a transmiss\u00e3o do v\u00edrus zika. Publicado ontem, na revista cient\u00edfica Cell Host&amp;Microbe, o estudo integra o projeto \u201cEliminar a Dengue: Desafio Brasil\u201d, que investiga a infec\u00e7\u00e3o do mosquito pela bact\u00e9ria como estrat\u00e9gia para impedir a multiplica\u00e7\u00e3o de v\u00edrus no Aedes. A pesquisa mostra ainda que a Wolbachia, presente em 70% dos insetos na natureza, tamb\u00e9m reduz a replica\u00e7\u00e3o do zika no organismo do mosquito.<br \/>\nO estudo usou dois grupos de mosquitos Aedes aegypti: um com Wolbachia, criado em laborat\u00f3rio pela equipe do projeto, e outro sem a bact\u00e9ria, coletado no Rio de Janeiro. Eles foram alimentados com sangue humano contendo cepas de zika isoladas em S\u00e3o Paulo e em Pernambuco.<\/p>\n<p>Depois de 14 dias, os pesquisadores coletaram amostras da saliva desses mosquitos e infectaram novos mosquitos, que nunca tinham tido contato com o v\u00edrus zika. Dos mosquitos que receberam saliva de Aedes com Wolbachia, nenhum se infectou com o zika. J\u00e1 no grupo que recebeu a saliva dos mosquitos sem a bact\u00e9ria, 85% dos insetos ficaram \u201caltamente infectados\u201d.<\/p>\n<p>Em outra etapa, os mosquitos que receberiam a saliva contaminada pelo zika \u00e9 que foram divididos entre os infectados com Wolbachia e os sem a bact\u00e9ria. Quatorze dias depois, per\u00edodo em que o v\u00edrus j\u00e1 teria se espalhado pelo organismo do inseto e chegado \u00e0 gl\u00e2ndula salivar, 45% dos mosquitos com Wolbachia tinham o v\u00edrus, ante 100% do outro grupo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores se questionaram se esse v\u00edrus encontrado na saliva estava ativo e se o mosquito seria capaz de transmiti-lo. \u201cFizemos um modelo em laborat\u00f3rio para mostrar o que aconteceria na natureza: injetamos essa saliva entre 8 e 14 mosquitos que nunca viram o v\u00edrus. Depois de cinco dias, a gente fez o teste para ver se eles se tornaram infectados\u201d, contou Luciano Moreira, coordenador do Eliminar a Dengue e pesquisador do Centro de Pesquisa Ren\u00e9 Rachou, unidade da Fiocruz em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>\u201cA gente descobriu que, quando a saliva vem de mosquito que n\u00e3o tem Wolbachia, 100% foram capazes de transmitir o v\u00edrus. Quando veio de mosquito com Wolbachia, houve bloqueio da transmiss\u00e3o\u201d. Moreira ressalta que, na natureza, n\u00e3o h\u00e1 essa contamina\u00e7\u00e3o de um mosquito para o outro.<\/p>\n<p>Os pesquisadores estudaram ainda como o zika se dissemina pelos tecidos do inseto contaminado por Wolbachia. Sete dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o do sangue infectado com a cepa de Pernambuco, houve redu\u00e7\u00e3o de 35% na replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no abd\u00f4men, e 100% na cabe\u00e7a\/t\u00f3rax do mosquito que tinha a bact\u00e9ria, em rela\u00e7\u00e3o ao mosquito sem Wolbachia. Quatorze dias depois, as redu\u00e7\u00f5es foram de 65% e 90%, respectivamente.<\/p>\n<p>J\u00e1 com a cepa de S\u00e3o Paulo, as redu\u00e7\u00f5es, nos primeiros sete dias foram de 67% e 95%, no abd\u00f4men e na cabe\u00e7a\/t\u00f3rax. Ap\u00f3s 14 dias, os \u00edndices ca\u00edram para 68% e 74% na compara\u00e7\u00e3o com os mosquitos sem bact\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados para zika se comparam aos melhores resultados para dengue. Essa estrat\u00e9gia se mostra bem promissora\u201d, afirmou Moreira. \u201cN\u00e3o quero dizer que a Wolbachia \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia. Tem que ter integra\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que v\u00e3o enfrentar o problema, seja o uso de inseticida, o de vacinas, quando forem criadas, e campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para reduzir focos\u201d.<br \/>\nO projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil \u00e9 uma iniciativa sem fins lucrativos, que teve in\u00edcio no pa\u00eds em 2012. Houve libera\u00e7\u00e3o de mosquitos com bact\u00e9ria Wolbachia na Ilha do Governador, no Rio, e em Niter\u00f3i, no Grande Rio. O estudo tamb\u00e9m \u00e9 feito na Austr\u00e1lia, Indon\u00e9sia, Col\u00f4mbia e Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cTemos conversado com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre a poss\u00edvel expans\u00e3o do projeto e com financiadores internacionais. Mas ainda n\u00e3o podemos dizer nem onde seria nem quando ocorreria essa expans\u00e3o. Acredito que, com mais esse efeito de bloqueio contra o v\u00edrus zika, o projeto se mostre ainda mais promissor\u201d, afirmou Moreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) comprovaram que a bact\u00e9ria Wolbachia, quando presente no Aedes aegypti, \u00e9 capaz de reduzir a transmiss\u00e3o do v\u00edrus zika. 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