{"id":31141,"date":"2016-05-27T11:18:42","date_gmt":"2016-05-27T14:18:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=31141"},"modified":"2016-05-27T11:18:42","modified_gmt":"2016-05-27T14:18:42","slug":"indice-de-nascimentos-no-df-cai-31-entre-2000-e-2014-diz-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/indice-de-nascimentos-no-df-cai-31-entre-2000-e-2014-diz-relatorio\/","title":{"rendered":"\u00cdndice de nascimentos no DF cai 31% entre 2000 e 2014, diz relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de nascimentos no Distrito Federal caiu 31% entre 2000 e 2014, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira pela Secretaria de Sa\u00fade. Em 14 anos, a taxa passou de 22,8 para 15,7 nascimentos a cada 1 mil habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados foram retirados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Nascidos Vivos (Sinasc), banco que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es de todo o pa\u00eds. No per\u00edodo analisado, a taxa de natalidade n\u00e3o cresceu nenhuma vez e ficou est\u00e1vel apenas entre 2012 e 2013. Em todos os outros per\u00edodos, houve redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tabelas mostram que a taxa de natalidade se comporta de modo diferente em cada regi\u00e3o administrativa. Nos lagos Norte e Sul, por exemplo, a taxa em 2014 ficou entre 9,2 e 9,4 nascidos vivos a cada 1 mil habitantes. No Itapo\u00e3 e na Estrutural, o \u00edndice atingiu 22 por 1 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dado geral do DF \u00e9 levemente superior \u00e0 media registrada em todo o pa\u00eds, que ficou em 14,47 nascimentos por 1 mil habitantes em 2014 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A queda na s\u00e9rie hist\u00f3rica do DF acompanhou a redu\u00e7\u00e3o de nascimentos em n\u00edvel nacional, que foi de 30,6%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fecundidade<br \/>\nO relat\u00f3rio da Secretaria de Sa\u00fade tamb\u00e9m mostra redu\u00e7\u00e3o forte na taxa de fecundidade, n\u00famero que indica a quantidade de filhos por mulher em idade f\u00e9rtil. A queda em 14 anos foi de 27%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2000, as moradoras do DF chegavam \u00e0 menopausa com m\u00e9dia de 2,2 filhos. Em 2014, o n\u00famero tinha ca\u00eddo para 1,62. O \u00edndice \u00e9 inferior aos 2,1 da chamada &#8220;taxa m\u00ednima de renova\u00e7\u00e3o&#8221;, valor necess\u00e1rio para que o total de habitantes permane\u00e7a est\u00e1vel, sem decr\u00e9scimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pediatra da Secretaria de Sa\u00fade e membro da Rede Cegonha Mirian Santos diz que a forte migra\u00e7\u00e3o de outras regi\u00f5es rumo ao DF ajuda a &#8220;refor\u00e7ar&#8221; os n\u00fameros, evitando que a popula\u00e7\u00e3o local diminua. A redu\u00e7\u00e3o das taxas de fecundidade e natalidade, segundo ela, tem a ver com um maior planejamento familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A nossa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 envelhecendo, cada vez v\u00e3o nascer menos crian\u00e7as. As mulheres est\u00e3o deixando para ter os beb\u00eas mais tarde, depois que se formam, estudam, come\u00e7am a trabalhar&#8221;, diz Mirian.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2000, 19,8% das novas m\u00e3es do Distrito Federal tinham menos de 20 anos, e 23,6%, mais de 30 anos. Em 2014, o \u00edndice de m\u00e3es adolescentes caiu para 13,2%, enquanto as mulheres com 30 ou mais passaram a representar 41,1% das gestantes. A mudan\u00e7a tamb\u00e9m teve um &#8220;recorte financeiro&#8221;: quanto maior a renda e a escolaridade da m\u00e3e, maior o adiamento da gravidez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhamento<br \/>\nO estudo tamb\u00e9m mostra que, em 2014, quase 70% das gestantes do DF passaram por sete ou mais consultas de pr\u00e9-natal, n\u00famero recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). O \u00edndice aumentou, mas a informa\u00e7\u00e3o de que 3 em cada 10 m\u00e3es n\u00e3o t\u00eam o acompanhamento necess\u00e1rio ainda preocupa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando a gente v\u00ea uma popula\u00e7\u00e3o mais jovem ou com menos escolaridade, elas ainda n\u00e3o t\u00eam esse n\u00famero. Muitas vezes, relatam que j\u00e1 fizeram pr\u00e9-natal do filho anterior, ent\u00e3o n\u00e3o precisariam. Falta essa consci\u00eancia, mesmo com tanta informa\u00e7\u00e3o e recurso dispon\u00edvel todos os postos de sa\u00fade&#8221;, declara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados de natalidade e fecundidade tamb\u00e9m s\u00e3o usados pelo DF para planejar as a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade em m\u00e9dio e longo prazo. &#8220;No Lago Sul e no Lago Norte, por exemplo, a gente pode acabar percebendo que a estrutura de pediatria hoje j\u00e1 \u00e9 &#8216;suficiente&#8217;, porque n\u00e3o vai aumentar tanto a demanda. Em outras regi\u00f5es, pode haver previs\u00e3o de aumentar os m\u00e9dicos de fam\u00edlia, os pediatras.&#8221;<\/p>\n<div id=\"materia-letra\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p>Mudan\u00e7as<br \/>\nOs dados a serem consolidados de 2015 e 2016 podem guardar mudan\u00e7as ainda mais bruscas no quadro de nascimentos do DF e de outras regi\u00f5es do pa\u00eds. O surgimento do v\u00edrus da zika e a correla\u00e7\u00e3o com o aumento dos casos de microcefalia fizeram com que fam\u00edlias adiassem os planos de gravidez e redobrassem os cuidados com o planejamento familiar.<\/p>\n<p>&#8220;Por enquanto, os dados mais recentes s\u00e3o provis\u00f3rios e \u00e9 dif\u00edcil cravar uma diminui\u00e7\u00e3o. \u00c9 l\u00f3gico que houve uma grande preocupa\u00e7\u00e3o, especialmente a partir de outubro do ano passado. Se houver mudan\u00e7a na curva de natalidade, pode ser que ela apare\u00e7a em alguns anos&#8221;, diz a pediatra.<\/p>\n<p>Enquanto os dados n\u00e3o se confirmam, o GDF enfrenta o desafio de ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre m\u00e9todos contraceptivos, planejamento familiar e acompanhamento gestacional, sobretudo entre os mais jovens e mais pobres. Gravidezes n\u00e3o-planejadas costumam ser &#8220;mais caras&#8221; para o estado, com impactos na rede p\u00fablica de sa\u00fade e na assist\u00eancia social.<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma \u00e1rea t\u00e9cnica da secretaria voltada para a sa\u00fade do adolescente e da pessoa jovem. A quest\u00e3o de as pessoas n\u00e3o valorizarem a import\u00e2ncia do planejamento \u00e9 algo que precisa mudar, com a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e a disponibiliza\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0s pessoas. Todas as unidades de sa\u00fade oferecem [informa\u00e7\u00e3o e m\u00e9todos contraceptivos, mas precisamos que as pessoas aprendam a buscar.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de nascimentos no Distrito Federal caiu 31% entre 2000 e 2014, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira pela Secretaria de Sa\u00fade. Em 14 anos, a taxa passou de 22,8 para 15,7 nascimentos a cada 1 mil habitantes. 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