{"id":31786,"date":"2016-07-07T12:28:44","date_gmt":"2016-07-07T15:28:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=31786"},"modified":"2016-11-30T10:08:24","modified_gmt":"2016-11-30T13:08:24","slug":"no-para-hospital-de-clinicas-acolhe-pacientes-e-da-exemplo-de-atendimento-humanizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/no-para-hospital-de-clinicas-acolhe-pacientes-e-da-exemplo-de-atendimento-humanizado\/","title":{"rendered":"No Par\u00e1: Hospital de Cl\u00ednicas acolhe pacientes e d\u00e1 exemplo de atendimento humanizado"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_31787\" aria-describedby=\"caption-attachment-31787\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Para.jpg\"><img class=\"size-medium wp-image-31787\" src=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Para-300x160.jpg\" alt=\"A pequena ind\u00edgena Alciane Saw Munduruku, de apenas 10 meses, estava internada no Hospital das Cl\u00ednicas Gaspar Viana desde o dia 14 de junho para tratar uma cardiopatia. Ela n\u00e3o conseguia dormir no leito, e o choro tamb\u00e9m colocava em risco o sono dos vizinhos de UTI. Foi quando a t\u00e9cnica em enfermagem Deusiane Costa teve a iniciativa de improvisar uma pequena rede (foto) com um len\u00e7ol armado sobre a cama. N\u00e3o demorou muito para Alciane se acalmar, relembrar o conforto de casa e dormir. O ato \u00e9 um dos exemplos do tratamento humanizado oferecido pelos hospitais estaduais. FOTO: ASCOM \/ HOSPITAL GASPAR VIANA. DATA: 05.07.2016 BEL\u00c9M - PAR\u00c1\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Para-300x160.jpg 300w, https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Para.jpg 880w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31787\" class=\"wp-caption-text\">A pequena ind\u00edgena Alciane Saw Munduruku, de apenas 10 meses, estava internada no Hospital das Cl\u00ednicas Gaspar Viana desde o dia 14 de junho para tratar uma cardiopatia. Ela n\u00e3o conseguia dormir no leito, e o choro tamb\u00e9m colocava em risco o sono dos vizinhos de UTI. Foi quando a t\u00e9cnica em enfermagem Deusiane Costa teve a iniciativa de improvisar uma pequena rede (foto) com um len\u00e7ol armado sobre a cama. N\u00e3o demorou muito para Alciane se acalmar, relembrar o conforto de casa e dormir. O ato \u00e9 um dos exemplos do tratamento humanizado oferecido pelos hospitais estaduais.<br \/>FOTO: ASCOM \/ HOSPITAL GASPAR VIANA.<br \/>DATA: 05.07.2016<br \/>BEL\u00c9M &#8211; PAR\u00c1<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pequena ind\u00edgena Alciane Saw Munduruku, de apenas 10 meses, estava internada no Hospital de Cl\u00ednicas Gaspar Vianna desde o dia 14 de junho para tratar uma cardiopatia. Ela n\u00e3o conseguia dormir no leito, e o choro tamb\u00e9m colocava em risco o sono dos vizinhos de UTI. Foi quando a t\u00e9cnica em enfermagem Deusiane Costa teve a iniciativa de improvisar uma pequena rede com um len\u00e7ol armado sobre a cama. N\u00e3o demorou muito para Alciane se acalmar, relembrar o conforto de casa e dormir. O ato \u00e9 um dos exemplos do tratamento humanizado oferecido pelos hospitais estaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alciane \u00e9 natural do munic\u00edpio de Jacareacanga, no oeste do Par\u00e1, a quase um dia de dist\u00e2ncia da capital. Ela estava internada em Santar\u00e9m quando foi transferida para o Hospital de Cl\u00ednicas, refer\u00eancia em cardiologia infantil no Estado. A beb\u00ea apresentava cardiopatia cong\u00eanita cian\u00f3tica grave e corria risco de vida. Ap\u00f3s receber os procedimentos necess\u00e1rios, foi estabilizada e em tr\u00eas dias estava fora de perigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pais, Jo\u00e3o Saw Munduruku e Aln\u00edsia Akai Munduruku, comemoram a melhora da filha, que retornar\u00e1 ao hospital em um ano para uma nova cirurgia no cora\u00e7\u00e3o. \u201cFicamos felizes de ver como ela foi tratada. Passamos quase um m\u00eas em Santar\u00e9m e conseguimos uma vaga aqui. Foi muito bom ver a minha filha na rede e o cuidado das enfermeiras com ela\u201d, conta Jo\u00e3o, que em breve enfrentar\u00e1 as quase 24 horas de jornada at\u00e9 a aldeia em Jacareacanga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pr\u00e1tica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crian\u00e7a ind\u00edgena n\u00e3o foi a primeira a ser atendida desta forma e dormir em uma pequena rede. Outras tiveram o mesmo cuidado e receberam, al\u00e9m das medica\u00e7\u00f5es, m\u00e1quinas, agulhas e soros, carinho e empatia da equipe do hospital. \u201cEssa abordagem \u00e9 feita por toda a equipe da UTI, que \u00e9 formada por m\u00e9dicos, enfermeiros, t\u00e9cnicos e fisioterapeutas, entre outros. N\u00f3s nos preocupamos \u2013 quando h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es \u2013 em tirar a crian\u00e7a do leito, caminhar com ela, conversar, faz\u00ea-la rir, brincar, criar jogos que estimulem a mem\u00f3ria e a comunica\u00e7\u00e3o. Ao final temos a diminui\u00e7\u00e3o do estresse, do trauma de estar internado e afastado dos pais. A crian\u00e7a consegue se sentir bem, responde mais r\u00e1pido ao tratamento e fica menos tempo internada\u201d, explica a pediatra Maria Jos\u00e9 Le\u00e3o Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da crian\u00e7a ind\u00edgena, a funcion\u00e1ria teve sensibilidade e percebeu o motivo do desconforto, colocando-a na rede sabendo que essa era a maneira tradicional da pequena Munduruku dormir. Entre um procedimento e outro, Deusiane se dedica tamb\u00e9m a acompanhar, brincar e desenhar com outras crian\u00e7as que est\u00e3o internadas nos oito leitos da UTI. \u201cNos tratamentos sempre imaginando como n\u00f3s gostar\u00edamos de ser tratados ou como gostar\u00edamos que um filho nosso fosse tratado. Somos todas um pouco m\u00e3es deles aqui. Isso se estende a todos da equipe. A gente acaba se vendo um pouquinho em cada paciente e se dedica sempre para fazer o melhor\u201d, explica a enfermeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adapta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dar a aten\u00e7\u00e3o adequada \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 necess\u00e1rio levar em considera\u00e7\u00e3o as individualidades de cada uma. \u00c9 importante saber, por exemplo, as regi\u00f5es de onde elas vieram e conhecer os pais e a cultura para oferecer o melhor atendimento. Algumas s\u00e3o muito t\u00edmidas, n\u00e3o falam ou falam outra l\u00edngua (como \u00e9 o caso dos ind\u00edgenas) e h\u00e1 ainda aquelas que t\u00eam muita dificuldade em se expressar. Nesse sentido, o setor de psicologia trabalha junto \u00e0 equipe m\u00e9dica para abordar de maneira mais precisa cada caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 necess\u00e1rio levarmos em considera\u00e7\u00e3o a individualidade de cada crian\u00e7a que chega. Amenizar os efeitos negativos, trabalhar o medo, a fantasia e a capacidade de se comunicar, que \u00e9 melhorada com jogos e cultura. Fizemos at\u00e9 mesmo um campeonato de jogo da mem\u00f3ria para estimular as crian\u00e7as. Muitas chegam com medo, sentem-se abandonadas porque os pais n\u00e3o est\u00e3o na UTI, mas depois elas se sentem acolhidas e algumas gostam tanto que n\u00e3o querem ir para enfermaria para n\u00e3o se afastar da equipe\u201d, relata a psic\u00f3loga Fl\u00e1via Vieira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que o trabalho se desenvolva em sintonia com toda a equipe \u00e9 necess\u00e1ria a integra\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios setores que fazem o atendimento dos oito leitos UTI e 20 da enfermaria. \u201cN\u00f3s nos esfor\u00e7amos para fazer o melhor pelas crian\u00e7as e, para isso, a integra\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo da equipe \u00e9 fundamental, pois ningu\u00e9m aqui trabalha sozinho. Por exemplo, ap\u00f3s a cirurgia card\u00edaca, quando a crian\u00e7a come\u00e7a a se movimentar, j\u00e1 conversamos com a fisioterapia para fazemos atividades fora do leito, criamos jogos e, assim, al\u00e9m da melhora f\u00edsica, vemos o bem estar das crian\u00e7as a cada brincadeira e sorriso\u201d, detalha a chefe de Enfermagem do hospital, Dine de P\u00e1dua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de usar redes para amenizar o desconforto durante a interna\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi adotada no Hospital Regional P\u00fablico do Maraj\u00f3, em Breves, onde os acompanhantes dos pacientes internados podem se acomodar nas redes instaladas nos quartos das cl\u00ednicas integradas. No caso, m\u00e3es e filhos podem compartilhar, por exemplo, o momento da amamenta\u00e7\u00e3o durante o embalo suave que lembra um momento de descanso em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi implantado pelo Grupo de Trabalho de Humaniza\u00e7\u00e3o, que h\u00e1 um m\u00eas foi implantado no quarto da Pediatria. A ideia deixa o ambiente mais humanizado durante a estadia no hospital e leva em considera\u00e7\u00e3o a realidade da regi\u00e3o, pois as redes s\u00e3o culturalmente o modo mais usado pelos ribeirinhos para descansar e dormir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Par\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pequena ind\u00edgena Alciane Saw Munduruku, de apenas 10 meses, estava internada no Hospital de Cl\u00ednicas Gaspar Vianna desde o dia 14 de junho para tratar uma cardiopatia. Ela n\u00e3o conseguia dormir no leito, e o choro tamb\u00e9m colocava em risco o sono dos vizinhos de UTI. 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