{"id":31842,"date":"2016-07-11T07:08:26","date_gmt":"2016-07-11T10:08:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=31842"},"modified":"2016-07-11T07:08:26","modified_gmt":"2016-07-11T10:08:26","slug":"alerta-para-a-dor-do-crescimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/alerta-para-a-dor-do-crescimento\/","title":{"rendered":"Alerta para a dor do crescimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Dor \u00e9 um alerta de que algo no organismo est\u00e1 errado. Por\u00e9m, nem toda sensa\u00e7\u00e3o dolorosa possui um curso de evolu\u00e7\u00e3o maligno. \u00c9 o caso da chamada dor do crescimento, uma condi\u00e7\u00e3o musculoesquel\u00e9tica que acomete crian\u00e7as, sobretudo dos 3 aos 6 anos de idade. N\u00e3o \u00e9 bem uma doen\u00e7a, tampouco trar\u00e1 sequelas ao paciente. Com causas desconhecidas, o \u00fanico risco dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 mascarar outros problemas de sa\u00fade mais graves. De acordo com o ortopedista pedi\u00e1trico do Hospital das Cl\u00ednicas (HC) Luiz Felipe Falc\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre crescer e sentir a dor do crescimento, apesar da nomenclatura. Trata-se de uma s\u00edndrome dolorosa n\u00e3o inflamat\u00f3ria que pode estar ligada tanto a fatores anat\u00f4micos, quanto psicol\u00f3gicos. Segundo Felipe, a hiperfrouxid\u00e3o ligamentar, altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que deixa o indiv\u00edduo mais flex\u00edvel; e a condi\u00e7\u00e3o do p\u00e9 chato, deformidade oriunda do achatamento de um ou mais arcos do p\u00e9; podem contribuir para a causa. \u201cAlgumas pessoas t\u00eam um limiar para dor mais baixo. Ou seja, s\u00e3o mais sens\u00edveis. Os dist\u00farbios emocionais, como conflitos na fam\u00edlia, tamb\u00e9m podem influenciar bastante\u201d, explicou. Como quadro cl\u00ednico, o\u00a0que chama aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as dores nos membros inferiores, principalmente nas coxas e nas panturrilhas. Sem tempo de dura\u00e7\u00e3o determinado, o desconforto acontece mais comumente \u00e0 noite. Em algumas situa\u00e7\u00f5es mais graves, podendo despertar a crian\u00e7a do seu sono. Segundo o especialista em ortopedia infantil, as crian\u00e7as n\u00e3o conseguem dizer o local da dor com exatid\u00e3o, porque ela n\u00e3o se manifesta em um ponto espec\u00edfico. \u201cAlgumas pessoas tendem a confundir essa dor com c\u00e2imbra, mas \u00e9 muito diferente. C\u00e2imbra n\u00e3o d\u00e1 em toda a extens\u00e3o da perna, al\u00e9m de ser muito r\u00e1pida\u201d, acrescentou. Outro motivo que pode ocasionar o inc\u00f4modo nas pernas \u00e9 o excesso da pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas. Por\u00e9m, o tratamento deve ser adequado \u00e0 realidade infantil, de acordo com o m\u00e9dico do HC. \u201cN\u00e3o adianta pedir para uma crian\u00e7a parar de brincar, de correr, de pular. A forma de tratamento mais comum que a gente orienta \u00e9 uma massagem. Poucos casos s\u00e3o tratados com medica\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Para ele, em algumas situa\u00e7\u00f5es, alongar a musculatura das coxas e das pernas tamb\u00e9m \u00e9 uma medida eficaz. \u201cO acompanhamento com um pediatra facilita muito o nosso trabalho. \u00c9 preciso ter uma hist\u00f3ria bem colhida para analisar o problema\u201d. Ainda que atinja mais as crian\u00e7as no primeiro pico do crescimento, adolescentes tamb\u00e9m podem apresentar a s\u00edndrome. \u00c9 o caso de Let\u00edcia Assef, de 12 anos, que sentiu a dor pela primeira vez aos tr\u00eas anos e, at\u00e9 hoje, sofre com esse problema. \u201cMinha dor \u00e9 embaixo do joelho. \u00c9 muito ruim e, \u00e0s vezes, dura horas\u201d, contou ao ressaltar que coloca um travesseiro embaixo das pernas para aliviar o desconforto. Segundo a m\u00e3e de Let\u00edcia, muitas vezes ela fazia massagens na filha com um creme pr\u00f3prio e, em momentos de crise, dava analg\u00e9sicos. \u201cHoje em dia ela sente menos do que quando era menor. Mas colocar as pernas para cima sempre melhora a condi\u00e7\u00e3o\u201d. O diagn\u00f3stico para dor do crescimento n\u00e3o apresenta perturba\u00e7\u00f5es nos exames cl\u00ednicos laboratoriais de triagem. Os resultados s\u00e3o normais. Se houver um curso de evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel, por exemplo, se a crian\u00e7a est\u00e1 tendo febre, perdendo peso, ficando fraca ou piorando no estado geral, significa que o problema \u00e9 outro. De acordo com o m\u00e9dico, o in\u00edcio do quadro de um tumor \u00f3sseo pode mimetizar um quadro de dor do crescimento. \u201cSe faz necess\u00e1rio excluir qualquer condi\u00e7\u00e3o grave ou amea\u00e7adora, como infec\u00e7\u00f5es ou artrite reumatoide, que inicialmente poderiam se manifestar da mesma maneira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dor \u00e9 um alerta de que algo no organismo est\u00e1 errado. Por\u00e9m, nem toda sensa\u00e7\u00e3o dolorosa possui um curso de evolu\u00e7\u00e3o maligno. \u00c9 o caso da chamada dor do crescimento, uma condi\u00e7\u00e3o musculoesquel\u00e9tica que acomete crian\u00e7as, sobretudo dos 3 aos 6 anos de idade. 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