{"id":31900,"date":"2016-07-13T08:03:50","date_gmt":"2016-07-13T11:03:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=31900"},"modified":"2016-07-13T08:03:50","modified_gmt":"2016-07-13T11:03:50","slug":"entenda-como-a-crise-impacta-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/entenda-como-a-crise-impacta-a-saude\/","title":{"rendered":"Entenda como a crise impacta a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A recess\u00e3o que o Brasil enfrenta causa um enorme impacto na sa\u00fade dos brasileiros. Com o desemprego em alta, cresce o estresse gerado pelas dificuldades enfrentadas para pagar a conta de hospitais privados e planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levantamento da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) mostra que 1,3 milh\u00e3o de brasileiros deixaram de ter planos de assist\u00eancia m\u00e9dica no \u00faltimo ano, 617 000 s\u00f3 no primeiro trimestre deste ano. O subsegmento mais impactado \u00e9 o de planos coletivos empresariais, devido ao fechamento de vagas de emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram fechados quase 2 milh\u00f5es de postos de trabalho no \u00faltimo ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia Social. Muitos se veem em uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dif\u00edcil e cortar o plano de sa\u00fade acaba sendo uma op\u00e7\u00e3o para reduzir as despesas mensais. A sa\u00edda ent\u00e3o \u00e9 recorrer ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA realidade \u00e9 igualmente ruim para a sa\u00fade suplementar e para o setor p\u00fablico. De um lado, h\u00e1 uma perda expressiva do n\u00famero de benefici\u00e1rios. De outro, o SUS fica ainda mais sobrecarregado e incapaz de atender \u00e0 demanda da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Francisco Balestrin, presidente do Conselho Administrativo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). Esse cen\u00e1rio impacta o acesso e a qualidade do atendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil tornou-se o pa\u00eds das Am\u00e9ricas que menos investe no sistema de sa\u00fade, mostra levantamento feito neste ano pela ONG Contas Abertas, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). \u201cH\u00e1 alguns anos, o governo federal tem uma posi\u00e7\u00e3o de muita restri\u00e7\u00e3o ao gasto em sa\u00fade\u201d, diz Geraldo Biasoto Junior, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os governos federal, estadual e municipal gastam por dia 3,89 reais por habitante para cobrir as despesas p\u00fablicas com sa\u00fade de mais de 204 milh\u00f5es de brasileiros. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), esse valor est\u00e1 70% abaixo da m\u00e9dia registrada nas Am\u00e9ricas. \u201cO valor gasto por pessoa tem ca\u00eddo duplamente, porque agora h\u00e1 mais pessoas para dividir o or\u00e7amento\u201d, afirma Biasoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa da Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar (FenaSa\u00fade) \u00e9 que o setor recupere as perdas at\u00e9 o fim de 2016. \u201cA retomada da confian\u00e7a na pol\u00edtica e na economia brasileira \u00e9 un\u00e2nime entre os setores da economia. Somente dessa forma reverteremos a queda vivida pelo pa\u00eds nos \u00faltimos anos\u201d, afirma Balestrin, da ANAHP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como escapar da crise com mais efici\u00eancia?<br \/>\n\u00c9 consenso entre os especialistas que as empresas n\u00e3o devem parar de investir, apesar do momento dif\u00edcil. Segundo Biasoto, da Unicamp, para que os prestadores de servi\u00e7o possam sair da recess\u00e3o mais rapidamente, \u00e9 preciso modernizar a estrutura de atendimento, principalmente na gest\u00e3o de custos e de recursos humanos. \u201cQuando vivemos um momento econ\u00f4mico como o atual, as empresas buscam rever seus processos e infraestrutura em busca de maior efici\u00eancia. A tecnologia pode ser uma aliada importante, seja com o intuito de otimizar os processos, seja para reduzir eventuais custos\u201d, afirma Balestrin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O investimento em tecnologia resulta no aperfei\u00e7oamento do controle e da qualidade das informa\u00e7\u00f5es. Solange Palheiro Mendes, presidente da FenaSa\u00fade, afirma que nesse cen\u00e1rio de instabilidade \u00e9 importante focar ainda mais na gest\u00e3o equilibrada dos recursos e sobretudo na avalia\u00e7\u00e3o criteriosa dos riscos. \u201c\u00c9 justamente em momentos de incerteza econ\u00f4mica que as empresas s\u00e3o mais testadas e exigidas pelos consumidores\u201d, diz Solange.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sistemas de gest\u00e3o de dados podem otimizar processos e reduzir custos no m\u00e9dio e longo prazo. \u201cEssa \u00e9 uma iniciativa importante na busca por mais efici\u00eancia e resultados que, consequentemente, melhoram o uso dos recursos\u201d, afirma Solange. Softwares s\u00e3o capazes de reduzir os erros em testes de laborat\u00f3rio e ainda oferecer o resultado com mais rapidez. Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel investir em big data e modelos preditivos. \u201cA base de dados permite um olhar muito mais adequado sobre a sa\u00fade dos benefici\u00e1rios. As operadoras devem se preparar para esse novo cen\u00e1rio\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Investir em diagn\u00f3stico tamb\u00e9m \u00e9 essencial. A Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP), por exemplo, comprou, em 2015, uma s\u00e9rie de equipamentos para compor um inovador laborat\u00f3rio de aut\u00f3psias, com 400 metros quadrados, onde bisturis foram substitu\u00eddos por m\u00e1quinas que realizam exames de imagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as aquisi\u00e7\u00f5es do laborat\u00f3rio est\u00e1 um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica de 7 tesla que custou 7,6 milh\u00f5es de d\u00f3lares e \u00e9 o primeiro da Am\u00e9rica Latina capaz de analisar o corpo inteiro. O estudo dos mortos ajuda os vivos ao permitir avan\u00e7os significativos em diagn\u00f3stico e na compreens\u00e3o de doen\u00e7as neurol\u00f3gicas e degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, entre outras que atingem \u00f3rg\u00e3os dif\u00edceis de estudar, uma vez que a retirada de tecidos \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o arriscada para o paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara evitar que o paciente chegue ao ponto de ser internado, uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as precisa acontecer no nosso modelo de assist\u00eancia. Devemos investir mais na preven\u00e7\u00e3o. Hoje, infelizmente, nosso modelo de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 focado na doen\u00e7a\u201d, diz Balestrin, da ANAHP. Resta ao Brasil, entre outros esfor\u00e7os, melhorar a estrutura de diagn\u00f3stico, um caminho que o mundo inteiro j\u00e1 vem trilhando h\u00e1 algum tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A recess\u00e3o que o Brasil enfrenta causa um enorme impacto na sa\u00fade dos brasileiros. Com o desemprego em alta, cresce o estresse gerado pelas dificuldades enfrentadas para pagar a conta de hospitais privados e planos de sa\u00fade. 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