{"id":32759,"date":"2016-08-23T07:36:33","date_gmt":"2016-08-23T10:36:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=32759"},"modified":"2016-08-23T07:36:33","modified_gmt":"2016-08-23T10:36:33","slug":"taxa-de-doadores-efetivos-de-orgaos-aumenta-mas-ainda-esta-longe-do-ideal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/taxa-de-doadores-efetivos-de-orgaos-aumenta-mas-ainda-esta-longe-do-ideal\/","title":{"rendered":"Taxa de doadores efetivos de \u00f3rg\u00e3os aumenta, mas ainda est\u00e1 longe do ideal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de doadores efetivos de \u00f3rg\u00e3os no Brasil subiu de 13,1 por milh\u00e3o de habitantes para 14 por milh\u00e3o no segundo trimestre deste ano, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Transplante de \u00d3rg\u00e3os (ABTO). \u201cEssa taxa de doadores efetivos vinha caindo ao longo de 2015, se estabilizou no primeiro trimestre de 2016 e come\u00e7ou a subir agora, no segundo trimestre deste ano\u201d, disse hoje o coordenador da Comiss\u00e3o de Remo\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os da ABTO, Jos\u00e9 Lima Oliveira J\u00fanior.<\/p>\n<p>Apesar do aumento, o n\u00famero de doadores efetivos ficou abaixo do esperado para o per\u00edodo, de 16 por milh\u00e3o de habitantes, e longe do considerado ideal. Al\u00e9m disso, os transplantes feitos ca\u00edram no segundo trimestre, assim como o total de potenciais doadores, principalmente nos estados mais populosos do pa\u00eds (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). Os dados s\u00e3o levantados pela ABTO e pelo Sistema Nacional de Transplantes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>O n\u00famero de brasileiros na fila aguardando um \u00f3rg\u00e3o aumentou este ano em compara\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2015, de 32 mil pessoas para 33.199. Em n\u00fameros absolutos, a maior fila \u00e9 para receber c\u00f3rneas e rim, seguida de f\u00edgado, cora\u00e7\u00e3o, pulm\u00e3o, p\u00e2ncreas e intestino.<\/p>\n<p>Tend\u00eancia revertida<br \/>\nSegundo Oliveira J\u00fanior, os cinco anos anteriores a 2015 registraram tend\u00eancia de melhora nos n\u00fameros de potenciais doadores, de doadores efetivos e de transplantes realizados, com redu\u00e7\u00e3o da fila de espera. No ano passado, no entanto, a tend\u00eancia se reverteu, com piora em todos os indicadores do setor.<\/p>\n<p>\u201cBasicamente, [houve] uma desorganiza\u00e7\u00e3o do sistema\u201d, segundo o coordenador, que citou atrasos no pagamento aos hospitais, contratos desfeitos e n\u00e3o renovados e falta de reajuste dos procedimentos como causas da piora dos resultados. As consequ\u00eancias, segundo ele, foram a queda no n\u00famero de equipes que fazem os procedimentos e a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de transplantes.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da ABTO, Santa Catarina, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul t\u00eam hoje as melhores taxas de doadores efetivos do pa\u00eds, com de 34,9 por milh\u00e3o; 26,2 por milh\u00e3o e 25,2 por milh\u00e3o, respectivamente. As taxas mais baixas de doadores efetivos est\u00e3o no Norte e Nordeste, onde a taxa de recusa da fam\u00edlia para doar os \u00f3rg\u00e3os \u00e9 mais alta, segundo Oliveira J\u00fanior. \u201cA taxa de doadores efetivos [nessas regi\u00f5es] cai para dois, tr\u00eas ou quatro [habitantes] por milh\u00e3o\u201d, comparou.<\/p>\n<p>O coordenador da ABTO destacou que \u00e9 preciso trabalhar para que o n\u00famero de doadores aumente em todo o pa\u00eds, porque mesmo que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o seja aproveitado em um estado, o transplante pode ser feito em outra unidade da Federa\u00e7\u00e3o, com o apoio da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB). Um rim, por exemplo, pode ser transplantado at\u00e9 24 horas depois de retirado e um f\u00edgado at\u00e9 12 horas. \u201cPodemos melhorar muito esse sistema, mas precisamos de uma infraestrutura nacional que funcione bem e, principalmente, temos que reduzir a taxa de recusa familiar que \u00e9 muito alta no pa\u00eds, 49% \u00e9 inaceit\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Oliveira J\u00fanior, \u00e9 preciso desfazer alguns mitos sobre a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os que levam as fam\u00edlias a recusar a possibilidade de transplante diante da morte de um parente. Levando em considera\u00e7\u00e3o a caracter\u00edstica de solidariedade dos brasileiros, o especialista acredita que a taxa de doadores efetivos pode crescer se houver maior esclarecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Infraestrutura<br \/>\nSegundo a ABTO, os Estados Unidos t\u00eam hoje uma taxa de doadores efetivos de 25 a 30 por milh\u00e3o. Entretanto, embora haja um n\u00famero grande de potenciais doadores, a maioria tem idade avan\u00e7ada e problemas como hipertens\u00e3o e diabetes, o que pode inviabilizar o transplante. J\u00e1 os potenciais doadores no Brasil s\u00e3o jovens, v\u00edtimas de viol\u00eancia, de traumas e acidentes de autom\u00f3vel, em geral, que eram saud\u00e1veis at\u00e9 a ocorr\u00eancia desses epis\u00f3dios, o que favorece o aproveitamento dos \u00f3rg\u00e3os. \u201cN\u00f3s precisamos aumentar nosso aproveitamento\u201d, destacou Oliveira J\u00fanior.<\/p>\n<p>Nem todos os \u00f3rg\u00e3os doados podem ser aproveitados. No \u00faltimo semestre, 71% dos \u00f3rg\u00e3os doados no Brasil n\u00e3o puderam ser utilizados porque o processo exige uma s\u00e9rie de cuidados e infraestrutura para que os \u00f3rg\u00e3os possam ser removidos e os transplantes feitos. \u201cO doador precisa ser mantido em um ambiente adequado, precisa de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, de medicamentos para ajustar a press\u00e3o, de infraestrutura que permita manter a temperatura do corpo, precisa de reposi\u00e7\u00e3o hormonal, muitas vezes de transfus\u00e3o de sangue, de dieta enteral\u201d, listou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Muitas vezes, o local onde o doador est\u00e1 n\u00e3o tem a infraestrutura necess\u00e1ria e quando a equipe chega para fazer a remo\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, ele n\u00e3o \u00e9 mais vi\u00e1vel. \u201c\u00c9 preciso melhorar esse sistema.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de doadores 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