{"id":33078,"date":"2016-09-02T07:45:10","date_gmt":"2016-09-02T10:45:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=33078"},"modified":"2016-09-02T07:45:10","modified_gmt":"2016-09-02T10:45:10","slug":"em-um-ano-a-chicungunha-ja-matou-77","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/em-um-ano-a-chicungunha-ja-matou-77\/","title":{"rendered":"Em um ano, a chicungunha j\u00e1 matou 77"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 exatamente um ano, Pernambuco confirmava os dois primeiros casos de transmiss\u00e3o de chicungunha no Estado. Antes disso, os registros eram de pessoas que tinham contra\u00eddo a doen\u00e7a em outros Estados e pa\u00edses. Ambas as notifica\u00e7\u00f5es foram no munic\u00edpio de Iati, no Agreste, por onde a arbovirose se espalhou de forma acelerada e surpreendeu por afetar de forma incapacitante os doentes. Eles geralmente se queixam de dores nas articula\u00e7\u00f5es que parecem n\u00e3o cessar, o que tem sobrecarregado os servi\u00e7os de sa\u00fade. Ao longo desse primeiro ano, foram confirmados 25.960 casos da doen\u00e7a, associada a 77 mortes. Oito delas s\u00e3o de 2015. O restante \u00e9 deste ano, que acumula 53 \u00f3bitos relacionados ao v\u00edrus, al\u00e9m de outros 16 que tiveram infec\u00e7\u00e3o por chicungunha e dengue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda durante esses 12 meses, pesquisadores correram contra o tempo na tentativa de entender comprometimentos causados pelo v\u00edrus, que jamais havia sido descrito na literatura m\u00e9dica nem mesmo nos pa\u00edses (como a \u00cdndia) em que a epidemia de chicungunha j\u00e1 tinha deixado rastros. De modo inesperado, Pernambuco assistiu a um pico assustador de \u00f3bitos decorrentes de uma doen\u00e7a que era conhecida por rara letalidade, bem menor do que nos casos de dengue, segundo diziam os especialistas. Mas a hist\u00f3ria mudou de rumo. O Estado, ainda n\u00e3o se sabe o porqu\u00ea, lidera no ranking das mortes associadas \u00e0 chicungunha. Fica na frente at\u00e9 mesmo da Bahia, onde a doen\u00e7a j\u00e1 era transmitida desde 2014 (primeiros registros foram em Feira de Santana).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Acredito que a percep\u00e7\u00e3o que temos da chicungunha ainda \u00e9 pequena do ponto de vista de intensidade e gravidade. Os dados continuam subnotificados e h\u00e1 muita confus\u00e3o de diagn\u00f3stico com dengue. Mas s\u00f3 pelos n\u00fameros oficiais, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 alarmante. Basta ver que o balan\u00e7o dos \u00f3bitos por chicungunha foge de todo o hist\u00f3rico de mortes relacionadas a arboviroses&#8221;, ressalta o m\u00e9dico Carlos Brito, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das mortes associadas ao v\u00edrus, os comprometimentos neurol\u00f3gicos causados pela doen\u00e7a fugiram do padr\u00e3o do que se observava nas outras arboviroses. &#8220;A infec\u00e7\u00e3o por chicungunha levou a menos casos da s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, em compara\u00e7\u00e3o com dengue, mas trouxe miosite (s\u00edndrome neurol\u00f3gica caracterizada por inflama\u00e7\u00e3o nos m\u00fasculos que causa fraqueza muscular), cuja rela\u00e7\u00e3o com a doen\u00e7a n\u00e3o era comum&#8221;, frisa a chefe do Servi\u00e7o de Neurologia do Hospital da Restaura\u00e7\u00e3o, Maria L\u00facia Brito Ferreira. A m\u00e9dica ainda n\u00e3o concluiu o balan\u00e7o dos pacientes atendidos com complica\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas causadas pelo v\u00edrus ao longo desse primeiro ano, mas n\u00e3o duvida de que h\u00e1 &#8220;dezenas de casos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, algumas das pessoas afetadas pelo v\u00edrus teve a sa\u00fade mental comprometida, segundo relata a psiquiatra K\u00e1tia Petrib\u00fa, professora da Universidade de Pernambuco. &#8220;H\u00e1 casos de pacientes que, dias ap\u00f3s terem iniciado um quadro sugestivo de infec\u00e7\u00e3o por chicungunha, apresentaram confus\u00e3o mental. Tamb\u00e9m vi pessoas que desenvolveram depress\u00e3o ap\u00f3s a doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser t\u00e3o incapacitante pelas dores articulares que se tornam cr\u00f4nicas em muitos casos e impedem a realiza\u00e7\u00e3o de atividades simples no dia a dia, a chicungunha requer atendimento especializado e cont\u00ednuo. A arquiteta Renata Berenguer, 37 anos, faz parte do grupo de pacientes que permanecem com acompanhamento m\u00e9dico meses ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o viral. &#8220;Tive a doen\u00e7a no Carnaval. Come\u00e7ou com dor na articula\u00e7\u00e3o e muita dificuldade para me locomover. Passei tr\u00eas dias internada no hospital e, ap\u00f3s a alta, fiquei duas semanas sem trabalhar. N\u00e3o tinha for\u00e7as para abrir uma torneira ou vestir uma roupa. Passado o per\u00edodo cr\u00edtico, ainda tive reca\u00eddas, mas agora estou bem e sendo acompanhada por reumatologista. Ainda tomo rem\u00e9dios para controlar os efeitos da doen\u00e7a&#8221;, conta Renata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatamente um ano, Pernambuco confirmava os dois primeiros casos de transmiss\u00e3o de chicungunha no Estado. Antes disso, os registros eram de pessoas que tinham contra\u00eddo a doen\u00e7a em outros Estados e pa\u00edses. 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