{"id":34604,"date":"2016-11-07T06:39:21","date_gmt":"2016-11-07T09:39:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=34604"},"modified":"2016-11-07T06:39:21","modified_gmt":"2016-11-07T09:39:21","slug":"microcefalia-cresce-no-rio-e-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/microcefalia-cresce-no-rio-e-em-sp\/","title":{"rendered":"Microcefalia cresce no Rio e em SP"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um ano o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade emitia um alerta inimagin\u00e1vel at\u00e9 mesmo para os maiores infectologistas do pa\u00eds. Em uma portaria publicada no dia 11 de novembro de 2015, o Brasil decretava emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica por causa de um surto de microcefalia causado por um v\u00edrus rec\u00e9m-descoberto em territ\u00f3rio nacional. Desde ent\u00e3o, 2.079 casos da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o foram confirmados e outros 3.077 seguem em investiga\u00e7\u00e3o, a maioria no Nordeste. Passado o baque inicial e sem a press\u00e3o dos holofotes internacionais, esfor\u00e7os prometidos pelos governos para barrar novos casos da doen\u00e7a e amparar as fam\u00edlias com beb\u00eas v\u00edtimas da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o parecem ter sido insuficientes.<br \/>\nPela primeira vez, a epidemia de microcefalia ganha for\u00e7a no Sudeste, com aumento expressivo de casos no Rio e em S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos meses, conforme apontam dados in\u00e9ditos tabulados pela reportagem a partir de estat\u00edsticas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Enquanto Recife, epicentro da crise inicial, vive estagna\u00e7\u00e3o nos registros \u2013 64 at\u00e9 agora -, o Rio j\u00e1 \u00e9 a capital com a maior tend\u00eancia de alta, ocupando a segunda posi\u00e7\u00e3o no ranking de munic\u00edpios com mais casos confirmados (110). No estado de S\u00e3o Paulo, o n\u00famero de crian\u00e7as com microcefalia comprovada triplicou entre agosto e outubro, passando de 14 para 46. Juntos os dois estados t\u00eam ainda 700 registros da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que n\u00e3o h\u00e1 um per\u00edodo de pico de casos no Sudeste. \u201cOs dados s\u00e3o contabilizados nas estat\u00edsticas na semana em que foram confirmados, mas muitos se referem a registros de beb\u00eas nascidos meses atr\u00e1s. De maneira nenhuma o risco pode ser minimizado, mas os n\u00fameros registrados m\u00eas a m\u00eas no Sudeste se mant\u00eam est\u00e1veis\u201d, diz Eduardo Hage, diretor do Departamento das Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do minist\u00e9rio. No Nordeste, as crian\u00e7as v\u00edtimas do primeiro surto completam um ano enfrentando a falta de vagas em centros de reabilita\u00e7\u00e3o e demora na aten\u00e7\u00e3o especializada. Centros de reabilita\u00e7\u00e3o prometidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o sa\u00edram do papel. Os locais de tratamento seguem concentrados nos grandes munic\u00edpios, dificultando o acesso de beb\u00eas do interior. O transporte para as capitais vem sendo dificultado pelas prefeituras. Medicamentos est\u00e3o em falta nas farm\u00e1cias do SUS. Apesar do esfor\u00e7o dos profissionais de sa\u00fade e de institui\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas no atendimento aos beb\u00eas e de todas as for\u00e7as-tarefa montadas por pesquisadores para entender e barrar a amea\u00e7a, as primeiras v\u00edtimas parecem ter, ao longo do \u00faltimo ano, ca\u00eddo no esquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO mist\u00e9rio<br \/>\nQuem dera Jaqueline Oliveira pudesse contar com a ajuda de qualquer pessoa disposta a auxili\u00e1-la na loucura que a sua vida se transformou desde que deu \u00e0 luz a Laura e Lucas, no ano passado, em Santos, litoral paulista. Quando descobriu estar gr\u00e1vida de g\u00eameos, j\u00e1 com outros dois filhos \u2013 Paulo Guilherme, 9 anos, e Gabrielly, 5 \u2013 a dona de casa de 25 anos sabia que o desafio seria grande, mas n\u00e3o imaginava que uma das crian\u00e7as acabaria v\u00edtima da at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida microcefalia. O caso intrigou a m\u00eddia e at\u00e9 a comunidade cient\u00edfica, inclusive com estudo da USP. Laura nasceu com 26 cent\u00edmetros de per\u00edmetro cef\u00e1lico, oito cent\u00edmetros a menos do que Lucas. Enquanto especialistas tentam desvendar o mist\u00e9rio, Jaqueline enfrenta a falta de assist\u00eancia \u00e0 menina, al\u00e9m de dificuldade em conseguir vaga na creche para o irm\u00e3o. Depois de meses, a beb\u00ea conseguiu uma vaga na Casa de Esperan\u00e7a de Santos, institui\u00e7\u00e3o filantr\u00f3pica conveniada com o SUS, onde iniciou fisioterapia, fono e exerc\u00edcios no grupo de estimula\u00e7\u00e3o precoce. Em mar\u00e7o, a entidade de Santos j\u00e1 atendia 9 crian\u00e7as com microcefalia na Baixada Santista. Hoje, j\u00e1 s\u00e3o 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade emitia um alerta inimagin\u00e1vel at\u00e9 mesmo para os maiores infectologistas do pa\u00eds. Em uma portaria publicada no dia 11 de novembro de 2015, o Brasil decretava emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica por causa de um surto de microcefalia causado por um v\u00edrus rec\u00e9m-descoberto em territ\u00f3rio nacional. 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