{"id":34700,"date":"2016-11-10T07:38:19","date_gmt":"2016-11-10T10:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=34700"},"modified":"2016-11-10T07:38:19","modified_gmt":"2016-11-10T10:38:19","slug":"onda-de-microcefalia-se-alastra-um-ano-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/onda-de-microcefalia-se-alastra-um-ano-depois\/","title":{"rendered":"Onda de microcefalia se alastra um ano depois"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para quem v\u00ea de fora, parece que foi ontem que o Brasil acompanhou chocado o an\u00fancio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade decretando um estado de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica inesperado. O zika v\u00edrus, ent\u00e3o considerado esp\u00e9cie de primo pobre da dengue sem nenhum potencial ofensivo na vis\u00e3o de cientistas, passou a ter status. O alerta dizia que ele era causador de um surto de microcefalia, uma m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o cerebral que atingia beb\u00eas em fase de desenvolvimento fetal. Amanh\u00e3, 11 de novembro, faz um ano da portaria oficial do governo federal.<br \/>\nAt\u00e9 ent\u00e3o s\u00e3o 2.079 beb\u00eas com diagn\u00f3stico de microcefalia confirmado e outros 3.077 sob an\u00e1lise. Para quem deles cuida, para quem vive na intimidade com as crian\u00e7as e as leva no colo, os dias foram mais longos, a rotina passou de forma lenta, nem se contam as visitas a centros de sa\u00fade e as dificuldades para enfrentar as sequelas da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita do zika. Tudo se junta na maioria das vezes \u00e0 aus\u00eancia de recursos e piora com a falta de estrutura ideal oferecida pelo governo. Que o diga Jaqueline Oliveira e Jos\u00e9 Maria, moradores de Santos (SP) e pais dos g\u00eameos Laura e Lucas. Laura \u00e9 portadora de microcefalia, como mostrou o Diario de Pernambuco no especial \u201cZika V\u00edrus &#8211; Uma amea\u00e7a mundial\u201d, publicado no dia 29 de fevereiro deste ano.<br \/>\n\u00c0s v\u00e9speras do primeiro ano dos filhos, Jaqueline se lamenta por n\u00e3o ter sequer conseguido o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC) para crian\u00e7as com defici\u00eancia. Jaqueline \u00e9 dona de casa e o marido gesseiro. A nega\u00e7\u00e3o da ajuda teria base no rendimento de R$ 2 mil que serve para sustentar Jaqueline, o marido, os g\u00eameos e mais dois filhos mais velhos &#8211; que seria um pouco superior ao que determina o programa. Na casa deles, este \u00e9 apenas um dos problemas. Vale ressaltar que este n\u00e3o se trata de mais um caso: Laura e Lucas s\u00e3o considerados refer\u00eancia para estudos m\u00e9dicos e cient\u00edficos no que diz respeito ao zika. H\u00e1 quem diga at\u00e9 que s\u00e3o a chave para desvendar alguns dos mist\u00e9rios do zika pode estar no sangue deles. Se \u00e9 assim com eles, sempre no foco da imprensa, imagine como \u00e9 para os que moram na zona rural do interior nordestino?<br \/>\nO que se conclui ao ouvir aqueles que convivem com os choros e atrasos dos beb\u00eas v\u00edtimas do zika \u00e9 que um ano depois da portaria de emerg\u00eancia nacional a rede de assist\u00eancia de sa\u00fade continua insuficiente em todo o pa\u00eds. Restam muitas d\u00favidas sobre contamina\u00e7\u00e3o do zika e n\u00e3o existem vacinas para conter o v\u00edrus, seja ele transmitido por um mosquito ou por ato sexual. Hoje, o saldo \u00e9 este: a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) diz que 67 pa\u00edses foram alvo de surto em 2015. Prev\u00ea risco de endemia em pelo menos sete deles.<br \/>\nPara se falar de Brasil, duas quest\u00f5es s\u00e3o merecedoras de destaque neste anivers\u00e1rio de um ano: 1 &#8211; Existe a possibilidade de subnotifica\u00e7\u00e3o de microcefalia, uma vez que come\u00e7am a surgir beb\u00eas com caracter\u00edsticas de tamanho de cabe\u00e7a dentro do padr\u00e3o, mas que tardiamente apresentam danos cerebrais causados pelo zika; 2 &#8211; N\u00fameros indicam um suposto aumento de casos confirmados e investigados de microcefalia em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade nega e diz que, considerando a m\u00e9dia mensal, as taxas est\u00e3o dentro do padr\u00e3o.<br \/>\nH\u00e1 um ano, quando o surto estava ainda sendo dimensionado, ouvimos de um dos maiores epidemiologistas do pa\u00eds, Artur Timerman, que a \u201conda epid\u00eamica do zika estava s\u00f3 come\u00e7ando\u201d. Dizia que ela iria crescer e ganharia \u201ccorpo em dois ou tr\u00eas anos\u201d, quando atingiria os principais centros populacionais, como S\u00e3o Paulo. S\u00f3 o tempo dir\u00e1 se a previs\u00e3o se confirmar\u00e1. Por hoje, no entanto, pode-se afirmar que o zika se fortaleceu e se consolidou como uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem v\u00ea de fora, parece que foi ontem que o Brasil acompanhou chocado o an\u00fancio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade decretando um estado de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica inesperado. O zika v\u00edrus, ent\u00e3o considerado esp\u00e9cie de primo pobre da dengue sem nenhum potencial ofensivo na vis\u00e3o de cientistas, passou a ter status. 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