{"id":34719,"date":"2016-11-11T07:31:35","date_gmt":"2016-11-11T10:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=34719"},"modified":"2016-11-11T07:31:35","modified_gmt":"2016-11-11T10:31:35","slug":"pesquisa-mostra-que-brasil-tem-143-milhoes-de-diabeticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/pesquisa-mostra-que-brasil-tem-143-milhoes-de-diabeticos\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que Brasil tem 14,3 milh\u00f5es de diab\u00e9ticos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em parceria com um laborat\u00f3rio farmac\u00eautico, mostrou que &#8211; entre diab\u00e9ticos e cuidadores &#8211; 92% acreditam que atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel s\u00e3o fundamentais para o controle da doen\u00e7a, mas 64% n\u00e3o praticam exerc\u00edcios regularmente. O estudo indicou que no Brasil existem mais de 14,3 milh\u00f5es de pessoas vivendo com diabetes, o que corresponde a 9,4% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O levantamento foi feito para chamar a aten\u00e7\u00e3o para o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) e para alertar sobre a doen\u00e7a. Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 147 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>O levantamento mostra, ainda, que 29% dos diab\u00e9ticos n\u00e3o suspeitavam que tinham a doen\u00e7a e a descobriram em exame de rotina e que 66% acreditam que consultas m\u00e9dicas s\u00e3o a melhor forma de controlar a doen\u00e7a. Dos entrevistados, 39% citaram a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Mesmo assim, 18% n\u00e3o sabem os problemas que a doen\u00e7a pode causar.<\/p>\n<p>Obesidade e hereditariedade<\/p>\n<p>A pesquisa avaliou os n\u00e3o diab\u00e9ticos e mostrou que um a cada tr\u00eas nunca mediu a glicemia e 32% alegaram ter pouca ou nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a, enquanto 28% disseram n\u00e3o conhecer os sintomas. Entre os entrevistados, 31% alegaram n\u00e3o saber quais as implica\u00e7\u00f5es de n\u00e3o tratar a doen\u00e7a. Segundo a pesquisa, 89% acreditam que os principais fatores de risco para o aparecimento do diabetes s\u00e3o a obesidade e 87% a hereditariedade.<\/p>\n<p>De acordo com dados da SBD, no Brasil existem mais de 14,3 milh\u00f5es de pessoas com diabetes. Entre 5% e 10% da popula\u00e7\u00e3o pertencem ao tipo 1 e 90% ao tipo 2, dos quais 70% poderiam ser prevenidos por ado\u00e7\u00e3o de estilo de vida mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundos os dados, a cada 11 adultos em 2015, um tinha diabetes, n\u00famero que ser\u00e1 de um para cada dez em 2040. A cada seis segundos morre uma pessoa de diabetes, totalizando 5 milh\u00f5es de mortes em 2015.<\/p>\n<p>\u201cO diabetes \u00e9 o aumento da glicose no sangue e isso acontece principalmente pela obesidade e como doen\u00e7a autoimune destruindo as c\u00e9lulas do p\u00e2ncreas que produzem insulina, no tipo 1. Na grande maioria das vezes, ela \u00e9 assintom\u00e1tica. No tipo 1 quando a doen\u00e7a aparece j\u00e1 vem com muitos sintomas.<\/p>\n<p>\u201cNo tipo 2, os sintomas aparecem com o n\u00edvel de glicose muito mais elevado e tardio. Mas muito antes disso j\u00e1 \u00e9 diab\u00e9tico e o rel\u00f3gio j\u00e1 come\u00e7ou a contar\u201d, explicou o endocrinologista e representante da SBD, M\u00e1rcio Krakauer.<\/p>\n<p>Perda de vis\u00e3o<\/p>\n<p>O diabetes pode levar a consequ\u00eancias como perda de vis\u00e3o, perda da fun\u00e7\u00e3o dos nervos, dos rins, amputa\u00e7\u00f5es nos p\u00e9s, vasos sangu\u00edneos do corpo inteiro e aumento de risco de infarto. O tratamento \u00e9 baseado essencialmente em mudan\u00e7a de h\u00e1bitos com alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos regulares, medicamentos orais e insulina.<\/p>\n<p>\u201cUm dos mitos em que as pessoas acreditam \u00e9 que o diab\u00e9tico n\u00e3o pode comer doce. O a\u00e7\u00facar aumenta o n\u00edvel de glicose, ent\u00e3o \u00e9 preciso aprender a comer e a dosar de acordo com cada indiv\u00edduo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes est\u00e3o obesidade, idade avan\u00e7ada, hereditariedade, consumo de \u00e1lcool, tabagismo, ter tido parto com crian\u00e7a de quatro quilos ou mais, diabetes na gravidez, press\u00e3o ou colesterol altos.<\/p>\n<p>\u201cCom um ou mais desses fatores \u00e9 preciso fazer exames todos os anos e continuamente, seja o de ponta de dedo ou de laborat\u00f3rio para diagnosticar o mais precocemente poss\u00edvel. Se as pessoas n\u00e3o mudarem o seu comportamento isso vai piorar e vai levar a complica\u00e7\u00f5es graves. Falta as pessoas sentirem que pode acontecer com elas\u201d, finalizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), em parceria com um laborat\u00f3rio farmac\u00eautico, mostrou que &#8211; entre diab\u00e9ticos e cuidadores &#8211; 92% acreditam que atividade f\u00edsica e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel s\u00e3o fundamentais para o controle da doen\u00e7a, mas 64% n\u00e3o praticam exerc\u00edcios regularmente. 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