{"id":34922,"date":"2016-11-21T07:29:40","date_gmt":"2016-11-21T10:29:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novoportal\/?p=34882"},"modified":"2016-11-21T07:29:40","modified_gmt":"2016-11-21T10:29:40","slug":"hospital-em-fortaleza-usa-pele-de-tilapia-como-curativo-para-queimaduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/hospital-em-fortaleza-usa-pele-de-tilapia-como-curativo-para-queimaduras\/","title":{"rendered":"Hospital em Fortaleza usa pele de til\u00e1pia como curativo para queimaduras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Da gastronomia \u00e0 medicina. A til\u00e1pia, um dos peixes mais produzidos e consumidos no Brasil, agora faz parte do tratamento de queimados do Instituto Dr. Jos\u00e9 Frota (IJF), principal unidade terci\u00e1ria de Fortaleza (CE). H\u00e1 dois anos e meio, pesquisadores do hospital come\u00e7aram a desenvolver um curativo usando a pele da til\u00e1pia para melhorar a cicatriza\u00e7\u00e3o de queimaduras.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, foram 11 etapas pr\u00e9-cl\u00ednicas. Em julho deste ano, 30 pacientes com queimaduras de segundo grau superficiais e graves receberam o curativo. A fase cl\u00ednica teve 94% de sucesso. Atualmente, 58 pacientes s\u00e3o volunt\u00e1rios na pesquisa, mas o tratamento ser\u00e1 expandido para alcan\u00e7ar 100 pessoas.<\/p>\n<p>\u201cA pele da til\u00e1pia ajuda no processo de cicatriza\u00e7\u00e3o, tamponando a ferida. Evita contamina\u00e7\u00e3o e perdas l\u00edquidas, diminui o n\u00famero de troca de curativos e, consequentemente, diminui tamb\u00e9m a dor e o sofrimento do paciente\u201d, afirmou o cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico Edmar Maciel, coordenador da pesquisa e presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ).<\/p>\n<p>A pesquisa do IJF \u00e9 a primeira no mundo a usar a pele de um animal aqu\u00e1tico. A til\u00e1pia foi escolhida por ser um peixe criado em \u00e1gua doce, de r\u00e1pida reprodu\u00e7\u00e3o e por disseminar menos doen\u00e7as. A pele do peixe pretende ser uma alternativa ao uso da pomada de sulfadizina de prata, utilizada no tratamento convencional de queimados.<\/p>\n<p>Enquanto o medicamento requer que o curativo da queimadura seja renovado diariamente, o curativo de pele de til\u00e1pia, por exemplo, pode ser retirado somente no fim do tratamento de uma queimadura de segundo grau. Al\u00e9m disso, o novo tratamento n\u00e3o pede o uso de analg\u00e9sicos e anestesias e o tempo de cicatriza\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzido entre um e dois dias.<\/p>\n<p>A rapidez do tratamento inovador est\u00e1 na pele da gar\u00e7onete Maria In\u00eas C\u00e2ndido. H\u00e1 cerca de um m\u00eas, ela teve queimaduras na m\u00e3o, bra\u00e7o, rosto e pesco\u00e7o em um acidente no restaurante em que trabalha na cidade de Russas, a 150 quil\u00f4metros de Fortaleza.<\/p>\n<p>Transferida para a capital para fazer o tratamento, Maria In\u00eas conta que percebeu a pele de til\u00e1pia secando sobre as queimaduras \u00e0 medida que os ferimentos cicatrizavam. \u201cQuando eu cheguei de Russas, minha pele estava horr\u00edvel. O tratamento foi r\u00e1pido. Ap\u00f3s um m\u00eas e cinco dias, j\u00e1 estou aqui contando a hist\u00f3ria\u201d, comemorou.<\/p>\n<p>Diminuir o tempo de tratamento dos pacientes tamb\u00e9m reflete na gest\u00e3o do N\u00facleo de Queimados do IJF, que viu esse tipo de atendimento crescer 13% nos \u00faltimos dois anos. \u201cEssa nova tecnologia nos permite manter um atendimento com qualidade, mais humanizando, e suportar fisicamente a demanda. A gente passa menos tempo com o paciente internado\u201d, disse o coordenador do n\u00facleo, Jo\u00e3o Neto.<\/p>\n<p>Prevista para terminar em julho de 2018, a pesquisa \u00e9 realizada em parceria com o N\u00facleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e \u00e9 financiada pela Enel, multinacional do setor de energia.<\/p>\n<p>Em 2017, os pesquisadores planejam um estudo multic\u00eantrico no Brasil, nos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Paran\u00e1, Goi\u00e2nia, Rio de Janeiro e Pernambuco. Ap\u00f3s essa etapa, ser\u00e1 realizado um estudo fora do Brasil. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o tratamento estar\u00e1 dispon\u00edvel nos hospitais p\u00fablicos e privados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da gastronomia \u00e0 medicina. A til\u00e1pia, um dos peixes mais produzidos e consumidos no Brasil, agora faz parte do tratamento de queimados do Instituto Dr. Jos\u00e9 Frota (IJF), principal unidade terci\u00e1ria de Fortaleza (CE). H\u00e1 dois anos e meio, pesquisadores do hospital come\u00e7aram a desenvolver um curativo usando a pele da til\u00e1pia para melhorar a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34922"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34922"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34922\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}