{"id":3497,"date":"2011-12-09T16:35:18","date_gmt":"2011-12-09T16:35:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=3497"},"modified":"2011-12-09T16:39:09","modified_gmt":"2011-12-09T16:39:09","slug":"estudo-aponta-desigualdade-na-distribuicao-de-medicos-no-pais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-aponta-desigualdade-na-distribuicao-de-medicos-no-pais-2\/","title":{"rendered":"Desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1 id=\"not\">\n<div id=\"tit_not\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 13px; font-weight: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/02-MEDICO.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3499\" title=\"Medicina\" src=\"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/02-MEDICO-300x250.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/02-MEDICO-300x250.jpg 300w, https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/02-MEDICO.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica. Uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores \u2013 como a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas nas \u00e1reas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos \u2013 tem contribu\u00eddo para que a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permane\u00e7a mal distribu\u00edda pelo territ\u00f3rio nacional, com vincula\u00e7\u00e3o cada vez maior aos servi\u00e7os prestados por planos de sa\u00fade, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/span><\/div>\n<\/h1>\n<div id=\"print\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"texto\">\n<p>Estas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es da pesquisa Demografia M\u00e9dica no Brasil: dados gerais e descri\u00e7\u00f5es de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp). &#8220;Numa Na\u00e7\u00e3o onde s\u00e3o anunciados avan\u00e7os econ\u00f4micos e o combate \u00e0 pobreza toma ares de programa de governo, torna-se imperioso que a sa\u00fade ocupe a centro da cena. Para tanto, temos reiterado a necessidade de mais recursos e o estabelecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas justas para com o m\u00e9dico e com todos os profissionais da \u00e1rea&#8221;, ressalta o presidente do CFM, Roberto Luiz dAvila, confiante em que o trabalho subsidie a elabora\u00e7\u00e3o de politicas p\u00fablicas nos campos do trabalho e do ensino m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do estudo foram apresentados pelo Conselho ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Confira maids informa\u00e7\u00f5es na manchete abaixo: CFM repassa dados de pesquisa ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>PRINCIPAIS CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brasil conta com quase 400 mil m\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<div>O estudo mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam a exist\u00eancia de 371.788 m\u00e9dicos em atividade no Brasil.<\/div>\n<\/li>\n<li>O n\u00famero confirma uma tend\u00eancia de crescimento exponencial da categoria, que perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia 58.994 m\u00e9dicos, e o presente momento, o n\u00famero de m\u00e9dicos saltou 530%. O percentual \u00e9 mais de cinco vezes maior que o do crescimento da popula\u00e7\u00e3o, que em cinco d\u00e9cadas aumentou 104,8%.<\/li>\n<li>O aumento expressivo do n\u00famero de m\u00e9dicos no Brasil resulta de uma conjuga\u00e7\u00e3o de fatores. Entre eles, est\u00e3o as crescentes necessidades em sa\u00fade, as mudan\u00e7as no perfil de morbidade e mortalidade, as garantias de direitos sociais, a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias m\u00e9dicas e o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser ignorados fatores como a expans\u00e3o do sistema de sa\u00fade e a oferta de mais postos de trabalho m\u00e9dico, entre outros.<\/li>\n<li>A perspectiva atual \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dessa curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional reduz sua velocidade, a abertura de escolas m\u00e9dicas e de vagas em cursos j\u00e1 existentes vive um novo boom. A estimativa \u00e9 de que cerca de 16.800 novos profissionais desembarcar\u00e3o anualmente no mercado de trabalho a partir de 2011.<\/li>\n<li>Raz\u00e3o m\u00e9dico\/habitante aumentou 72,5% entre 1980-2011<\/li>\n<li>Essa diferen\u00e7a provocou um aumento na raz\u00e3o m\u00e9dico x habitante. Em 1980, havia 1,13 m\u00e9dico para cada grupo de 1.000 residentes no pa\u00eds. Essa raz\u00e3o sobe para 1,48, em 1990; para 1,71, no ano 2000; e atinge 1,89, em 2009. Em 2011, o \u00edndice chega a 1,95 m\u00e9dico por 1.000 habitantes, ou seja: no per\u00edodo, o aumento foi de 72,5%.<\/li>\n<p><strong>\ufeff<\/strong><\/ul>\n<p><strong>Raz\u00e3o m\u00e9dico\/habitante aumentou 72,5% entre 1980-2011<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Essa diferen\u00e7a provocou um aumento na raz\u00e3o m\u00e9dico x habitante. Em 1980, havia 1,13 m\u00e9dico para cada grupo de 1.000 residentes no pa\u00eds. Essa raz\u00e3o sobe para 1,48, em 1990; para 1,71, no ano 2000; e atinge 1,89, em 2009. Em 2011, o \u00edndice chega a 1,95 m\u00e9dico por 1.000 habitantes, ou seja: no per\u00edodo, o aumento foi de 72,5%.<\/li>\n<li>Na compara\u00e7\u00e3o das duas popula\u00e7\u00f5es (a geral e a dos m\u00e9dicos), se constata que nos \u00faltimos 30 anos a dos profissionais \u00e9 sempre superior.<\/li>\n<li>Em 1980, por exemplo, o crescimento deste segmento foi de 6,3%, enquanto o da popula\u00e7\u00e3o geral ficou em 2,2%, ou seja, tr\u00eas vezes superior ao de habitantes. Em 2009, a taxa de crescimento dos m\u00e9dicos alcan\u00e7ou 1,6%, enquanto o da popula\u00e7\u00e3o em geral foi de 1,1%, diferen\u00e7a de 45,4% para o grupo de profissionais.<\/li>\n<li>Mulheres s\u00e3o maioria entre m\u00e9dicos mais jovens<\/li>\n<li>O trabalho desenvolvido pelos conselhos de Medicina permite tra\u00e7ar o perfil da popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Um ponto que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a tend\u00eancia a uma maior presen\u00e7a de mulheres.<\/li>\n<li>O ano de 2009 foi um marco hist\u00f3rico no processo de feminiza\u00e7\u00e3o da Medicina, quando pela primeira entraram no mercado mais mulheres que homens. (Tabela 2)<\/li>\n<li>Como consequ\u00eancia, e tamb\u00e9m pela primeira vez, no grupo de m\u00e9dicos com 29 anos ou menos, as mulheres passaram a ser maioria.<\/li>\n<li>Em 2011, dos 48.569 m\u00e9dicos dessa faixa et\u00e1ria, 53,31% s\u00e3o mulheres e 46,69% s\u00e3o homens. Por outro lado, nas faixas mais avan\u00e7adas, o cen\u00e1rio permanece predominantemente masculino. Do total de 10.799 profissionais com 70 anos ou mais, apenas 18,08% s\u00e3o mulheres.<\/li>\n<li>Este crescimento da participa\u00e7\u00e3o das mulheres confirma uma tend\u00eancia consistente, que se observa ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas e que se acentuou nos \u00faltimos anos.<\/li>\n<li>A feminiza\u00e7\u00e3o da Medicina tamb\u00e9m segue uma tend\u00eancia mundial. Levantamento da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE, 2007) mostra que a propor\u00e7\u00e3o de mulheres m\u00e9dicas em 30 pa\u00edses estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Novos profissionais superam os inativos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O estudo revela ainda a forma\u00e7\u00e3o de uma reserva de profissionais \u00e0 qual se agregam ano a ano novos m\u00e9dicos. Isso acontece porque as s\u00e9ries hist\u00f3ricas da evolu\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas e entradas de m\u00e9dicos indicam que o n\u00famero de m\u00e9dicos que deixa a atividade \u00e9 sempre inferior \u00e0s dos que ingressam no mercado de trabalho. Essa diferen\u00e7a mant\u00e9m a tend\u00eancia natural de crescimento do grupo.<\/li>\n<li>Na Europa, essa reserva tende a diminuir por conta da faixa et\u00e1ria mais elevada popula\u00e7\u00e3o e da tend\u00eancia de aposentadoria precoce. No Brasil, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 oposta. Essa reserva tende a crescer mais rapidamente e a se manter por per\u00edodo mais longo \u00e0 medida que mais jovens m\u00e9dicos saem das escolas para o mercado.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Abertura de escolas pressiona popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Uma das principais raz\u00f5es para o salto no n\u00famero de m\u00e9dicos \u00e9 a abertura desenfreada de escolas m\u00e9dicas. O pa\u00eds tinha, em 2009, um total de 185 escolas m\u00e9dicas, com uma oferta de 16.876 vagas.<\/li>\n<li>Dados de 2011 indicam que 45% dos cursos est\u00e3o no Sudeste. Do total de vagas dispon\u00edveis, 58,7% s\u00e3o oferecidas por institui\u00e7\u00f5es privadas e 41,3% por escolas p\u00fablicas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos refor\u00e7a desigualdade<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Atualmente, o Brasil conta com uma raz\u00e3o de 1,95 m\u00e9dico por grupo de 1.000 habitantes. Contudo, esse \u00edndice flutua nas diferentes regi\u00f5es.<\/li>\n<li>O Sudeste, com 2,61 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes, tem concentra\u00e7\u00e3o 2,6 vezes maior que o Norte (0,98). O resultado do Sul (2,03) fica bem pr\u00f3ximo do alcan\u00e7ado pelo Centro Oeste (1,99). Ambos t\u00eam quase o dobro da concentra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos por habitantes do Nordeste (1,19).<\/li>\n<li>Quando se olha por unidade da federa\u00e7\u00e3o, no topo do ranking ficam Distrito Federal (4,02 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes), o Rio de Janeiro (3,57), S\u00e3o Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). S\u00e3o n\u00fameros pr\u00f3ximos ou superiores aos de pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia. Esses tr\u00eas estados, mais Esp\u00edrito Santo (2,11) e Minas Gerias (1,97), est\u00e3o acima da m\u00e9dia nacional (1,95).<\/li>\n<li>Na outra ponta, est\u00e3o estados do Norte (Amap\u00e1 e Par\u00e1) e do Nordeste (Maranh\u00e3o), com menos de um m\u00e9dico por 1.000 habitantes, \u00edndices compar\u00e1veis a pa\u00edses africanos. Um olhar mais de perto permite notar distor\u00e7\u00f5es e desequil\u00edbrios ainda mais acentuados dentro dos pr\u00f3prios estados, regi\u00f5es e micro-regi\u00f5es.<\/li>\n<li>A concentra\u00e7\u00e3o tende a ser maior nos p\u00f3los econ\u00f4micos, nos grandes centros populacionais e onde se concentram estabelecimentos de ensino, maior quantidade de servi\u00e7os de sa\u00fade e, consequentemente, maior oferta de trabalho. Regi\u00f5es menos desenvolvidas, mais pobres e interiores de estados com grandes territ\u00f3rios e zonas rurais extensas t\u00eam, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair profissionais m\u00e9dicos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Relat\u00f3rio aponta equ\u00edvoco na avalia\u00e7\u00e3o do segmento m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O relat\u00f3rio final do levantamento feito pelos conselhos de Medicina evidencia o equ\u00edvoco de se contar os m\u00e9dicos &#8220;por cabe\u00e7a&#8221; e de se calcular a rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de profissionais em atividade e a popula\u00e7\u00e3o domiciliada.<\/li>\n<li>Em pa\u00edses como o Brasil, de extenso territ\u00f3rio, com disparidades s\u00f3cio-econ\u00f4micas regionais, com grandes diferen\u00e7as no acesso e na oferta de profissionais, equipamentos e tecnologias, al\u00e9m de sede de intensos conflitos entre o p\u00fablico e o privado na sa\u00fade, o c\u00e1lculo n\u00e3o \u00e9 eficiente.<\/li>\n<li>Como \u00edndice desej\u00e1vel para pa\u00edses em desenvolvimento, popularizou-se equivocadamente um padr\u00e3o m\u00ednimo de 1 profissional m\u00e9dico para cada grupo de 1.000 habitantes. Essa rela\u00e7\u00e3o &#8220;almejada&#8221;, erroneamente atribu\u00edda \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), nunca foi explicada ou justificada, embora continue empregada com frequ\u00eancia.<\/li>\n<li>Da mesma forma, n\u00e3o h\u00e1 justificativa para o par\u00e2metro de 2,5 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes, meta divulgada pelos minist\u00e9rios da Sa\u00fade e da Educa\u00e7\u00e3o, que, supostamente, toma como refer\u00eancia pa\u00edses principalmente da Uni\u00e3o Europeia que em pouco se assemelham ao Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Presen\u00e7a de m\u00e9dicos nas capitais \u00e9 duas vezes maior que a m\u00e9dia nacional<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\n<div>\u00c9 nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais, que se concentram a maioria dos m\u00e9dicos brasileiros. Essa situa\u00e7\u00e3o reflete a tend\u00eancia do profissional se fixar e trabalhar na cidade ou regi\u00e3o onde fez sua gradua\u00e7\u00e3o e resid\u00eancia.<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div>A presen\u00e7a predominante dos m\u00e9dicos nas capitais aumenta a desigualdade no acesso ao atendimento m\u00e9dico. Em m\u00e9dia, o conjunto desses munic\u00edpios apresenta uma raz\u00e3o de m\u00e9dicos registrados por 1.000 habitantes de 4,22. Esse \u00edndice \u00e9 mais que duas vezes superior \u00e0 m\u00e9dia nacional (1,95).<\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div>A cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, tem 4,33 m\u00e9dicos registrados por 1.000 habitantes, enquanto o estado tem 2,58. Tr\u00eas capitais de porte m\u00e9dio do Sudeste e do Sul (Vit\u00f3ria, Belo Horizonte e Florian\u00f3polis) chamam a aten\u00e7\u00e3o pela elevada propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos registrados por habitantes, especialmente quando se compara com os n\u00fameros dos seus pr\u00f3prios estados.<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Postos de trabalho ocupados ajudam a entender o mapa da distribui\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O levantamento elaborado pelos conselhos de Medicina adiciona outro par\u00e2metro: o &#8220;posto de trabalho m\u00e9dico ocupado&#8221;, como complemento do crit\u00e9rio &#8220;m\u00e9dico registrado&#8221;, j\u00e1 descrito anteriormente. Por este c\u00e1lculo, a raz\u00e3o de m\u00e9dicos dispon\u00edveis para o atendimento da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 quase duas vezes maior que a de m\u00e9dicos por 1.000 habitantes.<\/li>\n<li>O n\u00famero de postos ocupados por m\u00e9dicos em estabelecimentos de sa\u00fade no Brasil chega a 636.017, enquanto o pa\u00eds tem 371.788 profissionais registrados nos CRMs. Assim, o n\u00famero de postos ocupados por m\u00e9dico \u00e9 de 3,33 por 1.000 habitantes.<\/li>\n<li>Este dado permite que o m\u00e9dico deixe de ser contado como um \u00fanico profissional, como \u00e9 feito quando se usa o indicador &#8220;m\u00e9dico registrado&#8221;. Um mesmo m\u00e9dico, se atender em dois locais, ou tiver dois diferentes v\u00ednculos, ser\u00e1 contado como &#8220;dois postos de trabalho m\u00e9dico ocupados&#8221;.<\/li>\n<li>Acrescentar essa possibilidade de an\u00e1lise \u00e9 relevante quando se considera que o modelo de sistema de sa\u00fade brasileiro permite m\u00faltiplos v\u00ednculos do mesmo m\u00e9dico. O mesmo profissional atua em mais de um servi\u00e7o e atende diferentes popula\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo em munic\u00edpios diferentes.<\/li>\n<li>Ressaltadas suas particularidades metodol\u00f3gicas, o crit\u00e9rio &#8220;posto de trabalho m\u00e9dico ocupado&#8221; refor\u00e7a as desigualdades regionais j\u00e1 demonstradas nas estat\u00edsticas de &#8220;m\u00e9dicos registrados&#8221;. As regi\u00f5es Sudeste e Sul se colocam novamente no extremo oposto das regi\u00f5es Norte e Nordeste.<\/li>\n<li>Nos estados do Rio e de S\u00e3o Paulo, cada grupo de mil moradores conta com cerca de 4,47 postos de trabalho m\u00e9dico ocupados. O \u00edndice \u00e9 44% superior \u00e0 m\u00e9dia do pa\u00eds, que tem 3,33 postos de trabalho m\u00e9dico ocupados por 1.000 habitantes.<\/li>\n<li>Quando comparados com o estado do Maranh\u00e3o, os estados do Rio e S\u00e3o Paulo t\u00eam 3,4 vezes mais postos m\u00e9dicos ocupados por grupo de 1.000 habitantes. O Maranh\u00e3o conta com 1,31 posto de trabalho m\u00e9dico ocupado por 1.000 habitantes, duas vezes e meia menos que a m\u00e9dia nacional.<\/li>\n<li>Nas capitais, o fen\u00f4meno da desigualdade se acirra ainda mais. Com rela\u00e7\u00e3o aos postos de trabalho ocupados, as capitais contam com 5,89 postos por 1.000 habitantes, contra 3,33 no conjunto do pa\u00eds.<\/li>\n<li>Assim como na distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos registrados, Vit\u00f3ria, Belo Horizonte e Florianop\u00f3lis t\u00eam entre 10 e 17 m\u00e9dicos ocupados por 1.000 habitantes, enquanto seus respectivos estados ficam entre 3,34 e 4,15 \u2013 ou seja, os que moram nessas tr\u00eas cidades contam com cerca de quatro vezes mais profissionais e servi\u00e7os m\u00e9dicos que aqueles que vivem no interior do estado.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Usu\u00e1rios do SUS t\u00eam quatro vezes menos m\u00e9dicos que os do setor privado<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A pesquisa indica que os usu\u00e1rios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade contam com quatro vezes menos m\u00e9dicos que os usu\u00e1rios do setor privado para atender suas necessidade de assist\u00eancia.<\/li>\n<li>Quando se considera a dimens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos planos), constata-se que a clientela da sa\u00fade privada conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho m\u00e9dico dispon\u00edveis que os usu\u00e1rios da rede p\u00fablica.<\/li>\n<li>No conjunto do pa\u00eds, s\u00e3o 46.634.678 usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade, segundo dados de 2011 da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). O levantamento indica a exist\u00eancia de 354.536 postos de trabalhos m\u00e9dicos em estabelecimentos privados que, em tese, prestam todos eles servi\u00e7os \u00e0s operadoras de planos de sa\u00fade.<\/li>\n<li>Isso significa que para cada 1.000 usu\u00e1rios de planos no pa\u00eds, h\u00e1 7,60 postos de trabalho m\u00e9dico ocupados. Esse \u00edndice salta de 3,17 no Amazonas \u2013 o pior colocado entre os estados \u2013, para, em unidades como Sergipe, Piau\u00ed, Acre, Distrito Federal e Bahia, entre 12 e 15 postos ocupados por 1.000 usu\u00e1rios privados.<\/li>\n<li>Esse \u00edndice cai para 1,95 quando se faz a raz\u00e3o entre postos ocupados nos estabelecimentos p\u00fablicos \u2013 que s\u00e3o 281.481 \u2013, e a popula\u00e7\u00e3o que depende exclusivamente do SUS, que soma 144.098.016 pessoas.<\/li>\n<li>O quadro de pen\u00faria e desigualdade \u00e9 ainda maior em estados como Maranh\u00e3o e Par\u00e1, que contam com menos de um posto de trabalho m\u00e9dico ocupado por 1.000 habitantes\/SUS.<\/li>\n<li>Entre as regi\u00f5es h\u00e1 diferen\u00e7as significativas na concentra\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos nos servi\u00e7os p\u00fablico e privado. Os estados do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo est\u00e3o num extremo \u2013, com mais de 3 postos ocupados por 1.000 usu\u00e1rios do servi\u00e7o p\u00fablico \u2013 seguidos pelo Distrito Federal, Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais e Roraima, que contam entre 2 e 3 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes SUS.<\/li>\n<li>A Bahia ilustra a distor\u00e7\u00e3o de forma dram\u00e1tica. Quando se trata da popula\u00e7\u00e3o usu\u00e1ria do SUS, conta-se apenas 1,25 posto ocupado por 1.000 habitantes \u2013 fica \u00e0 frente apenas do Maranh\u00e3o e do Par\u00e1.<\/li>\n<li>Quando se olha a popula\u00e7\u00e3o usu\u00e1ria de planos de sa\u00fade, o n\u00famero de m\u00e9dicos ocupados por 1.000 habitantes salta para 15,14. Aqueles que t\u00eam acesso somente \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica \u2013 que representam 89,7% da popula\u00e7\u00e3o daquele estado \u2013 contam com 12,11 vezes menos postos de trabalho m\u00e9dico ocupados que seus vizinhos de planos de sa\u00fade.<\/li>\n<li>Mesmo em estados onde a taxa de cobertura dos planos de sa\u00fade \u00e9 elevada, como S\u00e3o Paulo, onde 44,5% da popula\u00e7\u00e3o tem plano de sa\u00fade, \u00e9 grande a diferen\u00e7a entre m\u00e9dicos entre os sistemas p\u00fablico e privado. A popula\u00e7\u00e3o paulista usu\u00e1ria de planos de sa\u00fade conta com 6,23 postos de trabalho m\u00e9dico ocupados por 1.000 habitantes clientes. J\u00e1 os usu\u00e1rios do SUS no estado t\u00eam menos da metade: 3,04 postos ocupados por 1.000 habitantes.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Raz\u00e3o p\u00fablico-privado acentua a desigualdade nas capitais brasileiras<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho entre os setores p\u00fablico e privado se acirra nas capitais, onde a raz\u00e3o de posto de trabalho m\u00e9dico ocupado em estabelecimentos privados \u00e9 de 7,81 por 1.000 habitantes usu\u00e1rios de planos, mais que duas vezes o \u00edndice encontrado entre m\u00e9dicos e usu\u00e1rios do SUS (4,30 m\u00e9dicos por 1.000 habitantes).<\/li>\n<li>O Esp\u00edrito Santo \u00e9 a unidade da federa\u00e7\u00e3o com maior desigualdade entre capital e o resto do estado. Enquanto no estado o \u00edndice de m\u00e9dicos por usu\u00e1rios do SUS \u00e9 de 2,54 por 1.000, ele chega a 7,67 entre benefici\u00e1rios de planos. Em Vit\u00f3ria, esses n\u00fameros sobem para 25,52 e 15,72, respectivamente.<\/li>\n<li>Chama a aten\u00e7\u00e3o especialmente o n\u00famero de postos ocupados por m\u00e9dicos em estabelecimentos p\u00fablicos por habitante no SUS (25,52 por 1.000 habitantes), o que corresponde a 6,8 vezes mais que a m\u00e9dia de todas as capitais.<\/li>\n<li>Cuiab\u00e1, Macap\u00e1, Teresina, Bel\u00e9m, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Palmas, S\u00e3o Luiz, Macei\u00f3, Salvador, Campo Grande e Bras\u00edlia t\u00eam menos de 3 postos de trabalho m\u00e9dico ocupados no SUS por 1.000 usu\u00e1rio do servi\u00e7o p\u00fablico.<\/li>\n<li>Indicador mostra desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos entre os setores p\u00fablico e privado<\/li>\n<li>Para lidar com as diferen\u00e7as na oferta de m\u00e9dicos entre usu\u00e1rios do SUS e os clientes de planos de sa\u00fade, o estudo desenvolveu o Indicador de Desigualdade P\u00fablico\/Privado (IDPP).<\/li>\n<li>Trata-se da raz\u00e3o entre posto de trabalho m\u00e9dico ocupado em estabelecimento privado por 1.000 habitantes, sobre a raz\u00e3o posto de trabalho m\u00e9dico ocupado em estabelecimento p\u00fablico por 1.000 habitantes.<\/li>\n<li>Quando o resultado \u00e9 menor que 1, significa que h\u00e1 mais postos de trabalho m\u00e9dico ocupados no setor p\u00fablico proporcionalmente a seus usu\u00e1rios que no segmento privado, em rela\u00e7\u00e3o a seus benefici\u00e1rios.<\/li>\n<li>Se \u00e9 igual a 1, indica que a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. Se o indicador \u00e9 maior que 1, significa que existem mais postos ocupados no setor privado, sempre em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o coberta.<\/li>\n<li>O c\u00e1lculo demonstra que a raz\u00e3o de desigualdade em todos os estados \u00e9 muito acima de 1 \u2013 a m\u00e9dia \u00e9 de 3,90, indicando que em todos h\u00e1 proporcionalmente muito mais m\u00e9dicos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios privados que de usu\u00e1rios exclusivos do SUS.<\/li>\n<li>Entre as capitais, no entanto, tr\u00eas delas t\u00eam o indicador abaixo de 1, com mais postos de trabalho m\u00e9dicos a servi\u00e7o do setor p\u00fablico que profissionais no setor privado \u2013 Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<li>Os estados do Rio de Janeiro e da Bahia ilustram os dois extremos no IDPP. Tomando-se o n\u00famero de m\u00e9dicos cariocas ocupados nos estabelecimentos privados em rela\u00e7\u00e3o a 1.000 habitantes benefici\u00e1rios desses servi\u00e7os, tem-se a raz\u00e3o de 5,9. No setor p\u00fablico, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 3,6 postos ocupados por 1.000 usu\u00e1rios\/SUS. A raz\u00e3o do primeiro sobre o segundo \u00e9 de 1,63.<\/li>\n<li>Por sua vez, na Bahia, h\u00e1 15,1 postos de trabalho ocupados no setor privado por 1.000 benefici\u00e1rios. No setor p\u00fablico, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,2 posto de trabalho m\u00e9dico ocupado por 1.000 usu\u00e1rios\/SUS. A raz\u00e3o do IDPP \u00e9 de 12,5.<\/li>\n<li>O resultado n\u00e3o mostra se h\u00e1 sobra ou falta de m\u00e9dico nesses estados, mas aponta que os cariocas que utilizam o servi\u00e7o p\u00fablico contam com um n\u00famero de m\u00e9dicos bastante pr\u00f3ximo daqueles que se valem de planos privados de sa\u00fade. J\u00e1 entre os baianos, h\u00e1 uma enorme diferen\u00e7a entre essas duas popula\u00e7\u00f5es, com grande desvantagem para os usu\u00e1rios exclusivos do SUS.<\/li>\n<li>O IDPP, portanto, ajuda a visualizar o n\u00edvel de disparidade entre o Brasil da assist\u00eancia m\u00e9dica privada e o Brasil do usu\u00e1rio que depende exclusivamente do SUS. No pa\u00eds como um todo, o IDPP \u00e9 de 3,90, indicando um alto \u00edndice de desigualdade tanto entre as regi\u00f5es quanto entre as capitais.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Setor privado da sa\u00fade atrai mais m\u00e9dicos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O levantamento indica que o setor privado oferta cada vez mais posto de trabalho para popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica brasileira.<\/li>\n<li>A conclus\u00e3o do levantamento realizado pelos conselhos de Medicina levou em considera\u00e7\u00e3o os dados de tr\u00eas anos distintos \u2013 2002, 2005 e 2009 \u2013, para os quais h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre postos de trabalho m\u00e9dico ocupados (s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa AMS-IBGE).<\/li>\n<li>Nos anos selecionados, o n\u00famero de m\u00e9dicos em geral cresceu 14,8% em sete anos: foi de 305.934 m\u00e9dicos, em 2002, para 330.381, em 2005, e 359.254, em 2009.<\/li>\n<li>Mas ao se analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho m\u00e9dico ocupados, observa-se uma evolu\u00e7\u00e3o diferenciada nos setores p\u00fablico (72.156 postos a mais) e privado (98.350 postos). A diferen\u00e7a a favor do privado \u00e9 potencialmente maior considerando-se o tamanho das popula\u00e7\u00f5es cobertas pelos SUS e pelos planos privados.<\/li>\n<li>Al\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o injusta de m\u00e9dicos, n\u00e3o s\u00e3o poucas as desigualdades geradas por uma estrutura de financiamento e de oferta de servi\u00e7os que privilegia o privado no sistema de sa\u00fade brasileiro.<\/li>\n<li>Nos pa\u00edses com sistemas de sa\u00fade universais consolidados, mais de 65% dos gastos com sa\u00fade s\u00e3o p\u00fablicos, a exemplo de Reino Unido (83,6% de gastos p\u00fablicos), Fran\u00e7a (76,7%), Alemanha (75,7%), Espanha (72,1%), Portugal (69,9%) e Canad\u00e1 (68,7%). No Brasil, o total de gastos p\u00fablicos atinge apenas 45,7% do total destinado \u00e0 sa\u00fade, situa\u00e7\u00e3o agravada pelo subfinanciamento cr\u00f4nico e pela n\u00e3o regulamenta\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 29.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica. Uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores \u2013 como a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas nas \u00e1reas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos \u2013 tem contribu\u00eddo para que a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3497"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3497"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3501,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3497\/revisions\/3501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}