{"id":35569,"date":"2016-12-15T08:03:24","date_gmt":"2016-12-15T11:03:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=35569"},"modified":"2016-12-15T08:03:24","modified_gmt":"2016-12-15T11:03:24","slug":"numero-de-medicos-em-sao-paulo-cresce-acima-da-media-da-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/numero-de-medicos-em-sao-paulo-cresce-acima-da-media-da-populacao\/","title":{"rendered":"N\u00famero de m\u00e9dicos em S\u00e3o Paulo cresce acima da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Entre 1980 e 2015, o n\u00famero de m\u00e9dicos no estado de S\u00e3o Paulo cresceu 3,7 vezes mais que a m\u00e9dia de crescimento da popula\u00e7\u00e3o, apontou o estudo Demografia M\u00e9dica Paulista, divulgado nesta quarta-feira pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp). Enquanto a popula\u00e7\u00e3o cresceu 77,92% nesse per\u00edodo, o n\u00famero de m\u00e9dicos subiu 286,89%, somando 123.761 profissionais no estado, o que corresponde a 2,79 profissionais para cada mil habitantes.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice supera a m\u00e9dia nacional (2,1 m\u00e9dicos por mil habitantes), por\u00e9m \u00e9 menor em compara\u00e7\u00e3o ao registrado no Distrito Federal (4,9) e no Rio de Janeiro (3,75).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cTem aumentado expressivamente o n\u00famero de m\u00e9dicos no estado de S\u00e3o Paulo. Em cinco anos, tivemos o acr\u00e9scimo de 25 mil m\u00e9dicos no estado e de 12 mil especialistas\u201d, disse M\u00e1rio Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo e coordenador da pesquisa.<\/p>\n<div>Distribui\u00e7\u00e3o desigual<\/div>\n<div>Apesar de o n\u00famero de m\u00e9dicos no estado ultrapassar o de alguns pa\u00edses desenvolvidos, a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 desigual. A regi\u00e3o com o maior n\u00famero de m\u00e9dicos por habitante \u00e9 Ribeir\u00e3o Preto, com 4.817 profissionais (3,32 m\u00e9dicos por mil habitantes), seguido pela regi\u00e3o da Grande S\u00e3o Paulo, com 64.244 m\u00e9dicos (m\u00e9dia de 3,05 m\u00e9dicos por mil habitantes).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 as regi\u00f5es com as menores m\u00e9dias s\u00e3o: Registro, no Vale do Ribeiro, com 245 profissionais (0,86 m\u00e9dicos por mil habitantes) e S\u00e3o Jo\u00e3o da Boa Vista, com 1.123 m\u00e9dicos (1,37 m\u00e9dicos por mil habitantes).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cTemos mais m\u00e9dicos por mil habitantes que o Reino Unido, Estados Unidos e Canad\u00e1. Mas isso n\u00e3o significa que esses m\u00e9dicos est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que precisa e por v\u00e1rias raz\u00f5es: por quest\u00f5es pol\u00edticas, de remunera\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de organiza\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade\u201d, disse Scheffer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o coordenador, a pesquisa aponta concentra\u00e7\u00e3o dos profissionais na capital. \u201cPara se ter uma ideia, quase metade dos m\u00e9dicos est\u00e1 na capital, onde moram 25% das pessoas do estado\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA segunda desigualdade tem a ver com o funcionamento do sistema de sa\u00fade, com a rela\u00e7\u00e3o entre p\u00fablico e privado. No estado, temos muitas pessoas com planos de sa\u00fade, 40% t\u00eam sa\u00fade suplementar. Na capital, isso sobe para 60%. O setor privado absorve muito a for\u00e7a de trabalho m\u00e9dica em fun\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, explicou Scheffer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O estudo constatou ainda que as mulheres ganham menos que os homens e desigualdades na distribui\u00e7\u00e3o dos profissionais por especialidade m\u00e9dica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essas desigualdades, segundo Scheffer, acabam prejudicando principalmente a popula\u00e7\u00e3o do interior do estado, das periferias e quem depende da rede p\u00fablica. \u201cNo momento em que temos o desfinanciamento e um desmonte da rede p\u00fablica e um incentivo ao aumento privado de planos, a tend\u00eancia vai ser piorar essa desigualdade e, mais ainda, faltar m\u00e9dicos, mesmo com a abund\u00e2ncia de m\u00e9dicos\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ajuste fiscal<\/div>\n<div>Segundo o presidente do Cremesp, Mauro Aranha, economistas consultados pela entidade preveem uma perda de R$ 400 bilh\u00f5es para a sa\u00fade em 20 anos com ajuste fiscal proposto e debatido pelo governo. \u201cTeremos um or\u00e7amento a menos e isso significa que, com o que gastamos hoje em sa\u00fade &#8211; cerca de R$ 100 bilh\u00f5es [por ano], a cada cinco anos teremos um ano a menos de financiamento\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele criticou tamb\u00e9m a proposta do governo de criar um plano de sa\u00fade popular. \u201cA implementa\u00e7\u00e3o de planos populares de sa\u00fade significa que haver\u00e1 uma precariza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e aumento da fatia da sa\u00fade privada e quem sofrer\u00e1 ser\u00e1 justamente a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel que n\u00e3o ter\u00e1 subs\u00eddios para comprar um plano de sa\u00fade popular\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Aranha, as desigualdades podem ser corrigidas com pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Feminiza\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>O n\u00famero de m\u00e9dicas cresceu em todo o estado nos \u00faltimos anos, embora a maioria da categoria seja formada por homens (55,3% do total). Apesar da maior presen\u00e7a masculina, o coordenador da pesquisa afirma que est\u00e1 ocorrendo uma feminiza\u00e7\u00e3o da carreira, j\u00e1 que as mulheres prevalecem entre os profissionais mais jovens, com idade inferior a 25 anos, representando 58,1%. desse grupo. \u201cTemos um fen\u00f4meno de feminiza\u00e7\u00e3o da medicina desde 2011. Entre os m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados e novos m\u00e9dicos a maioria s\u00e3o mulheres\u201d, disse Scheffer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No entanto, elas ainda enfrentam dificuldades na carreira. \u201cElas recebem menor remunera\u00e7\u00e3o e isso tem a ver tamb\u00e9m com a baixa presen\u00e7a de mulheres em v\u00e1rias especialidades m\u00e9dicas, como as cir\u00fargicas, onde 80% s\u00e3o homens\u201d, disse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Especialidade m\u00e9dica<\/div>\n<div>No estado, h\u00e1 70.845 m\u00e9dicos especialistas. Desse total, 37,4% se concentram em quatro das 53 \u00e1reas m\u00e9dicas: pediatria, cl\u00ednica m\u00e9dica, cirurgia geral e ginecologia e obstetr\u00edcia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As quatro \u00e1reas com menor n\u00famero de especialistas s\u00e3o medicina esportiva, radioterapia, cirurgia de m\u00e3o e gen\u00e9tica m\u00e9dica.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 1980 e 2015, o n\u00famero de m\u00e9dicos no estado de S\u00e3o Paulo cresceu 3,7 vezes mais que a m\u00e9dia de crescimento da popula\u00e7\u00e3o, apontou o estudo Demografia M\u00e9dica Paulista, divulgado nesta quarta-feira pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp). 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