{"id":35620,"date":"2016-12-19T07:58:39","date_gmt":"2016-12-19T10:58:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=35620"},"modified":"2016-12-19T07:58:39","modified_gmt":"2016-12-19T10:58:39","slug":"esporte-com-raquete-e-campeao-em-beneficios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/esporte-com-raquete-e-campeao-em-beneficios\/","title":{"rendered":"Esporte com raquete \u00e9 campe\u00e3o em benef\u00edcios"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div id=\"abanoticia\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 se sabe que a pr\u00e1tica de esportes \u00e9 uma aliada da sa\u00fade. Por\u00e9m, alguns exerc\u00edcios podem ser mais amigos do organismo humano do que outros. \u00c9 o que mostra pesquisa realizada por cientistas australianos. Em uma an\u00e1lise cient\u00edfica com 80 mil pessoas, os especialistas observaram que esportes realizados com raquete, al\u00e9m de nata\u00e7\u00e3o, ciclismo e aer\u00f3bica, reduzem os riscos de morte mais do que a corrida e o futebol. Os autores do estudo, publicado na revista internacional British Journal of Sports Medicine, acreditam que os achados podem ajudar as pessoas na hora da escolher um esporte adequado.<\/p>\n<p>Na pesquisa, os cientistas analisaram adultos com mais de 30 anos. Os pesquisadores usaram informa\u00e7\u00f5es obtidas por meio de question\u00e1rios respondidos anualmente, de 1994 a 2008, na Inglaterra e na Esc\u00f3cia, que englobaram dados sobre a pr\u00e1tica de seis diferentes tipos de atividade f\u00edsica: ciclismo, nata\u00e7\u00e3o, esportes com raquete &#8211; como t\u00eanis, squash e badminton -, aer\u00f3bica, futebol e corrida.<\/p>\n<p>Ao calcular os riscos de morte de cada modalidade e comparar os dados, os cientistas encontraram diferen\u00e7as significantes: o risco de morte era 47% mais baixo entre aqueles que praticavam esportes com uso de raquete, 28% mais baixo entre nadadores, 27 % mais baixo entre aqueles que realizavam aer\u00f3bica e 15% mais baixo entre os ciclistas. Os pesquisadores n\u00e3o encontraram n\u00edveis significativos relacionados aos participantes que praticavam futebol e corrida.<\/p>\n<p>\u201cNossas descobertas indicam que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o quanto e com que frequ\u00eancia, mas tamb\u00e9m que tipo de exerc\u00edcio que voc\u00ea faz que parece fazer a diferen\u00e7a\u201d, destacou em um comunicado \u00e0 imprensa Emmanuel Stamatakis, um dos autores do estudo e pesquisador da Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade e da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Get\u00falio Bernardo Morato Filho, m\u00e9dico do esporte da cl\u00ednica Meta, em Bras\u00edlia, acredita que a pesquisa mostra resultados interessantes, mas ressalta que outros pontos no trabalho devem ser considerados na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados. \u201cEsse estudo tem que ser analisado com cuidado, j\u00e1 que foram utilizadas revis\u00f5es de trabalhos anteriores, n\u00e3o foram grupos que foram acompanhados, o que renderia uma investiga\u00e7\u00e3o mais detalhada. N\u00e3o podemos atribuir as taxas de sobreviv\u00eancia apenas a esses dados, pois outros fatores podem estar envolvidos. Por exemplo, sabemos que pessoas que fazem esportes individuais t\u00eam um cuidado maior com elas mesmas, e praticantes de t\u00eanis possuem mais poder aquisitivo. Ou seja, outros fatores, como recursos financeiros, podem ter influenciado esse resultado\u201d, detalhou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Get\u00falio Filho tamb\u00e9m acredita que as diferen\u00e7as de esfor\u00e7o envolvidas nos esportes analisados explicam a distin\u00e7\u00e3o observada na an\u00e1lise internacional.\u201cPodem existir algumas caracter\u00edsticas que favorecem a probabilidade de sobrevida, como a intensidade do esporte que \u00e9 feito; a nata\u00e7\u00e3o mesmo exige muito do corpo. Talvez a mensagem desse trabalho seja exatamente essa, que atividades leves trazem benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade, mas as de maior intensidade aumentam mais a sobrevida\u201d, complementou o especialista.<\/p>\n<p>Julian Machado, ortopedista do Hospital Santa L\u00facia e diretor cient\u00edfico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Distrito Federal, acredita que os dados da pesquisa australiana s\u00e3o importantes para a \u00e1rea de pesquisa m\u00e9dica e refletem diferen\u00e7as nos n\u00edveis de esfor\u00e7o exigidos nos esportes analisados.<\/p>\n<p>\u201cTudo que conseguirmos descobrir sobre o efeito das atividades f\u00edsicas \u00e9 positivo. Esses achados s\u00e3o quest\u00f5es que j\u00e1 se suspeitavam na \u00e1rea m\u00e9dica, mas com essa an\u00e1lise passa a haver dados cient\u00edficos para comprova\u00e7\u00e3o e, realmente, os dados diferentes podem ter sido vistos, pois os esportes mais intensos mostraram resultados melhores. A exce\u00e7\u00e3o foi do futebol, mas nesse caso a atividade foi avaliada de forma semelhante \u00e0 corrida, j\u00e1 que o jogador, quando n\u00e3o est\u00e1 com a posse da bola, passa boa parte do tempo correndo\u201d, ressaltou o ortopedista.<\/p>\n<p>Entenda<\/p>\n<ul>\n<li>Pesquisadores da Austr\u00e1lia mostram, por meio de revis\u00e3o de estudos cient\u00edficos, as pr\u00e1ticas esportivas que mais trazem benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade<\/li>\n<li>80 mil adultos com mais de 30 anos tiveram seus dados analisados<\/li>\n<li>As informa\u00e7\u00f5es foram obtidas com base nas respostas de question\u00e1rios anuais sobre sa\u00fade aplicados entre 1994 e 2008, na Inglaterra e na Esc\u00f3cia<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os pesquisadores, a fim de detectar o impato de diferentes pr\u00e1ticas esportivas na longevidade, realizaram an\u00e1lises de par\u00e2metros de sa\u00fade comparativas entre os participantes que realizavam atividades f\u00edsicas como:<\/p>\n<ul>\n<li>Nata\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Aer\u00f3bica<\/li>\n<li>Futebol<\/li>\n<li>Esportes de raquete (t\u00eanis, squash e badminton)<\/li>\n<li>Corrida<\/li>\n<li>Ciclismo<\/li>\n<\/ul>\n<p>Risco de morte<\/p>\n<ul>\n<li>47% mais baixo entre aqueles que jogavam esportes de raquete<\/li>\n<li>28% mais baixo entre nadadores<\/li>\n<li>27% mais baixo entre aqueles que realizavam aer\u00f3bica<\/li>\n<li>15% mais baixo entre os ciclistas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mexa-se<br \/>\nTipos e intensidade dos exerc\u00edcios recomendada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) em cada faixa et\u00e1ria<\/p>\n<p>5 aos 17 anos:<\/p>\n<ul>\n<li>Brincadeiras<\/li>\n<li>Esportes<\/li>\n<li>Locomo\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Recrea\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica<\/li>\n<li>60 minutos de atividade di\u00e1ria, moderada ou intensa, no m\u00ednimo<\/li>\n<\/ul>\n<p>18 em diante:<\/p>\n<ul>\n<li>Locomo\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Trabalho<\/li>\n<li>Servi\u00e7os dom\u00e9sticos<\/li>\n<li>Esportes<\/li>\n<li>150 minutos de atividade aer\u00f3bica moderada, ou<\/li>\n<li>75 minutos de atividade aer\u00f3bica intensa<\/li>\n<\/ul>\n<p>65 anos ou mais:<\/p>\n<ul>\n<li>Locomo\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Trabalho<\/li>\n<li>Servi\u00e7os dom\u00e9sticos<\/li>\n<li>Esportes<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma escolha correta<\/p>\n<p>Os autores do estudo acreditam que a pesquisa pode ajudar em estrat\u00e9gias de cuidados com a sa\u00fade e como um auxiliar na hora da escolha da atividade f\u00edsica adequada. \u201cA participa\u00e7\u00e3o em esportes espec\u00edficos pode ter v\u00e1rios benef\u00edcios para a sa\u00fade. Essas observa\u00e7\u00f5es, somadas \u00e0s provas existentes, devem apoiar a comunidade esportiva para que, junto com outros setores, projete e implemente programas de exerc\u00edcios e atividades f\u00edsicas em geral\u201d, ressaltou Stamatakis.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Get\u00falio Filho destaca que a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas necessita de uma certa regularidade para que renda resultados positivos.\u201cO recomendado pelo American College of Sports, nos Estados Unidos, que estuda os efeitos dos esportes, \u00e9 que sejam realizados pelo menos cinco vezes por semana, em sess\u00f5es de 60 minutos, equilibrados entre exerc\u00edcios considerados de intensidade moderada ou intensa. Por causa disso tamb\u00e9m \u00e9 importante fazer algo que se goste, para que essa frequ\u00eancia ocorra, e n\u00e3o apenas optar por um esporte que esteja entre as taxas maiores de sobrevida\u201d, ressaltou Filho.<\/p>\n<p>Machado tamb\u00e9m acredita que o esporte precisa ser levado a s\u00e9rio, pois assim como carrega benef\u00edcios, tamb\u00e9m pode prejudicar. \u201cO esporte pode ser muito positivo para a sa\u00fade, mas caso seja realizado em excesso pode trazer danos e deixar de ser saud\u00e1vel\u201d, detalhou o especialista. Os autores do estudo dar\u00e3o continuidade \u00e0 pesquisa e pretendem entender melhor como as atividades f\u00edsicas impactam pessoas de diferentes faixas et\u00e1rias e estilos de vida.<\/p><\/div>\n<p><span id=\"coment_user\"><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"http:\/\/app.impresso.diariodepernambuco.com.br\/access\/da_impresso_130686904244\/159595\/43\/eq.gif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 se sabe que a pr\u00e1tica de esportes \u00e9 uma aliada da sa\u00fade. Por\u00e9m, alguns exerc\u00edcios podem ser mais amigos do organismo humano do que outros. \u00c9 o que mostra pesquisa realizada por cientistas australianos. 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