{"id":35631,"date":"2016-12-19T08:31:34","date_gmt":"2016-12-19T11:31:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=35631"},"modified":"2016-12-19T08:31:34","modified_gmt":"2016-12-19T11:31:34","slug":"centro-no-hospital-da-mulher-do-recife-acolhe-vitimas-de-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/centro-no-hospital-da-mulher-do-recife-acolhe-vitimas-de-violencia\/","title":{"rendered":"Centro no Hospital da Mulher do Recife acolhe v\u00edtimas de viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde julho deste ano, cerca de 20 mulheres chegam mensalmente ao Centro de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Mulher V\u00edtima de Viol\u00eancia Sony Santos, no Hospital da Mulher do Recife (HMR), no bairro do Curado, Zona Oeste da cidade, com a esperan\u00e7a de vencer os efeitos nocivos das agress\u00f5es sofridas ou toleradas diariamente. At\u00e9 tomar a iniciativa de ir ao local, algumas padecem em sil\u00eancio por diversos motivos: enquanto uma parte tem medo de ser culpada pela viol\u00eancia, outra se sente envergonhada ou humilhada diante dos epis\u00f3dios de agress\u00e3o que vivencia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA mulher est\u00e1 num contexto de viol\u00eancia, tem consci\u00eancia de que precisa romper com esse ciclo, mas o medo paralisa. Ent\u00e3o, o servi\u00e7o trabalha na perspectiva do fortalecimento da autoestima e do empoderamento da mulher\u201d, diz a assistente social Sandra Leite, coordenadora do centro, que acolhe v\u00edtimas de viol\u00eancia, de todo o Estado de Pernambuco, a partir dos 10 anos. A assist\u00eancia contempla atendimento de m\u00e9dicos e outros profissionais (psic\u00f3logos, assistentes sociais e enfermeiros), como tamb\u00e9m per\u00edcia do Instituto de Medicina Legal (IML) e registro do boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para manter a seguran\u00e7a e a privacidade das mulheres, o Centro Sony Santos funciona num pr\u00e9dio anexo ao hospital (com entrada pela lateral), a fim de evitar passagem pelos setores de emerg\u00eancia e ambulat\u00f3rios. Em cinco meses, 85 mulheres j\u00e1 foram acolhidas pelo servi\u00e7o. \u201cMas h\u00e1 uma capacidade bem maior de atendimento. Muitas perguntam se precisam denunciar para serem acolhidas, e isso n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, refor\u00e7a Sandra. Para passar adiante essa mensagem e encorajar v\u00edtimas de agress\u00f5es a procurar ajuda, o HMR tem apresentado o servi\u00e7o a profissionais das unidades de sa\u00fade, delegacias, conselhos tutelares e associa\u00e7\u00f5es de moradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSabemos que h\u00e1 mais mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia que n\u00e3o est\u00e3o nas nossas estat\u00edsticas e precisam se encorajar para vir ao centro, que \u00e9 o \u00fanico setor do hospital aberto a todas as mulheres de Pernambuco. N\u00e3o atendemos apenas aquelas que moram no Recife. Todas podem buscar a ajuda, inclusive turistas. Outro dia, por exemplo, uma mulher que estava em Fernando de Noronha e vivenciou um estupro, foi atendida pelo servi\u00e7o\u201d, informa a diretora-geral do HMR, Isabela Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, Maria (nome fict\u00edcio) saiu de uma cidade do interior do Estado para ser atendida pelos profissionais do centro. Chegou abalada ao hospital em decorr\u00eancia do sofrimento causado pela viol\u00eancia sexual. \u201cSoube do servi\u00e7o depois que uma parente pesquisou na internet. Ao chegar, passei pela assistente social, pelo psic\u00f3logo e pelo m\u00e9dico. Tremia e chorava. O psic\u00f3logo ajudou muito. Nunca fui t\u00e3o bem recebida\u201d, contou Maria, que encoraja outros mulheres v\u00edtimas de agress\u00e3o a procurarem apoio. \u201cO recado que tenho para elas \u00e9 que n\u00e3o tenham medo, que venham ao centro, procurem ajuda. \u00c9 um lugar que pode entender a gente da forma que precisamos. Agora estou bem aliviada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ACESSO AO SERVI\u00c7O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Centro Sony Santos \u00e9 porta aberta \u2013 ou seja, quem quiser receber acolhimento n\u00e3o precisa ser encaminhada por posto de sa\u00fade, delegacia ou pelo IML. \u201cBasta a mulher querer ser atendida que vai encontrar o atendimento, todos os dias, por 24 horas\u201d, frisa Sandra. Ela salienta que, embora a viol\u00eancia sexual seja o tipo que mais predomina entre as agress\u00f5es relatadas pelas mulheres acompanhadas pelo centro, h\u00e1 os casos de viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica que tamb\u00e9m aparecem nas estat\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs agress\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o dissociadas. E existem epis\u00f3dios em que o companheiro n\u00e3o praticou viol\u00eancia f\u00edsica com a mulher, mas pegou todos os pertences delas, como roupas, documentos e objetos, e ateou fogo. Isso \u00e9 viol\u00eancia moral, psicol\u00f3gica\u201d, conclui a assistente social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde julho deste ano, cerca de 20 mulheres chegam mensalmente ao Centro de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Mulher V\u00edtima de Viol\u00eancia Sony Santos, no Hospital da Mulher do Recife (HMR), no bairro do Curado, Zona Oeste da cidade, com a esperan\u00e7a de vencer os efeitos nocivos das agress\u00f5es sofridas ou toleradas diariamente. 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