{"id":35756,"date":"2016-12-26T08:24:48","date_gmt":"2016-12-26T11:24:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=35756"},"modified":"2016-12-26T08:24:48","modified_gmt":"2016-12-26T11:24:48","slug":"estudo-revela-que-gravidez-causa-mudancas-no-cerebro-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-revela-que-gravidez-causa-mudancas-no-cerebro-da-mulher\/","title":{"rendered":"Estudo revela que gravidez causa mudan\u00e7as no c\u00e9rebro da mulher"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona (UAB) e do Instituto Hospital del Mar de Investiga\u00e7\u00f5es M\u00e9dicas (IMIM), revelou que a gravidez provoca altera\u00e7\u00f5es duradouras na estrutura do c\u00e9rebro da mulher. As mudan\u00e7as, segundo a pesquisa, provavelmente s\u00e3o destinadas a melhorar a capacidade da m\u00e3e para proteger e relacionar-se com o beb\u00ea. O levantamento, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica IVI Barcelona, foi publicado na\u00a0revista cient\u00edfica\u00a0Nature Neuroscience.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A gravidez implica em mudan\u00e7as hormonais radicais e adapta\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, mas seus efeitos no funcionamento do c\u00e9rebro ainda eram desconhecidos. Pela primeira vez uma equipe de pesquisadores realizou um estudo que compara a estrutura do c\u00e9rebro das mulheres antes e depois da primeira gesta\u00e7\u00e3o. A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 a primeira a demostrar que a gravidez implica em mudan\u00e7as na morfologia cerebral das m\u00e3es, e que estas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o mantidas a longo prazo; ao menos at\u00e9 dois anos ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMediante a an\u00e1lise de imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica foi poss\u00edvel observar nas mulheres uma mudan\u00e7a de volume da massa cinzenta em certas regi\u00f5es relacionadas com as rela\u00e7\u00f5es sociais. Parte dessas regi\u00f5es s\u00e3o ativadas quando a mulher observa a imagem do seu beb\u00ea, levando \u00e0 conclus\u00e3o que as mudan\u00e7as correspondem a uma especializa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro para encarar os desafios da maternidade\u201d, explica Agust\u00edn Ballesteros, diretor do IVI Barcelona e colaborador do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A altera\u00e7\u00e3o da massa cinzenta observada \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o do volume, por\u00e9m n\u00e3o existem evid\u00eancias que esta redu\u00e7\u00e3o implique em uma perda de mem\u00f3ria nem outras fun\u00e7\u00f5es intelectuais das mulheres que participaram da pesquisa. Portanto, aparentemente a perda de massa cinzenta n\u00e3o implica em d\u00e9ficit cognitivo. \u201cSe trata de uma reestrutura\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro com o objetivo de adapta\u00e7\u00e3o para aumentar a sensibilidade da m\u00e3e para detectar, por exemplo, express\u00f5es de amea\u00e7a e tamb\u00e9m para reconhecer mais facilmente o estado emocional do beb\u00ea\u201d, ressalta Ballesteros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cToda mulher sente que sua forma de pensar muda ap\u00f3s ter filhos e agora sabemos que isso n\u00e3o \u00e9 apenas uma sensa\u00e7\u00e3o e nem t\u00e3o somente emocional\u201d, conclui Genevieve Coelho, ginecologista especialista em reprodu\u00e7\u00e3o humana e diretora da cl\u00ednica IVI Salvador. \u201cA pesquisa tamb\u00e9m comparou as varia\u00e7\u00f5es entre as mulheres que engravidaram naturalmente com aquelas que fizeram tratamentos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida e viram que as mudan\u00e7as cerebrais n\u00e3o dependem da forma em que a gravidez foi obtida\u201d, complementa a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a pesquisa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas compararam imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica de 25 gestantes antes e depois do parto, dos parceiros de 19 delas e um grupo de controle formado por 20 mulheres que n\u00e3o estavam gr\u00e1vidas e nem tinham engravidado anteriormente e 17 parceiros delas. O acompanhamento dos volunt\u00e1rios para o estudo foi realizado durante 5 anos e 4 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A redu\u00e7\u00e3o da massa cinzenta ocorreu em todas as gestantes estudadas e foi exclusiva delas, o que indica que as mudan\u00e7as no c\u00e9rebro ocorreram como consequ\u00eancia de processos biol\u00f3gicos sucedidos durante a gesta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o relacionados ao nascimento do beb\u00ea, algo que tamb\u00e9m ocorre com os pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo permitiu determinar sem ambiguidade se uma mulher havia gestado anteriormente em fun\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro e inclusive prever o grau do v\u00ednculo com os beb\u00eas ap\u00f3s o parto, dependendo das altera\u00e7\u00f5es observadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Aut\u00f4noma de Barcelona (UAB) e do Instituto Hospital del Mar de Investiga\u00e7\u00f5es M\u00e9dicas (IMIM), revelou que a gravidez provoca altera\u00e7\u00f5es duradouras na estrutura do c\u00e9rebro da mulher. 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