{"id":35794,"date":"2016-12-27T08:34:27","date_gmt":"2016-12-27T11:34:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=35794"},"modified":"2016-12-27T08:34:27","modified_gmt":"2016-12-27T11:34:27","slug":"conselheira-participa-da-criacao-do-novo-guia-de-manejo-clinico-para-chikungunya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/conselheira-participa-da-criacao-do-novo-guia-de-manejo-clinico-para-chikungunya\/","title":{"rendered":"Conselheira participa da cria\u00e7\u00e3o do novo guia de manejo cl\u00ednico para chikungunya"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou nesta sexta-feira (23\/12) um guia cl\u00ednico para o manejo da chinkungunya. O documento traz orienta\u00e7\u00f5es para casos graves, os cuidados com as gestantes, medicamentos recomendados, exames necess\u00e1rios, bem como o tratamento e as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia para a doen\u00e7a. O guia serve de base de consulta para profissionais de sa\u00fade para a avalia\u00e7\u00e3o dos casos no pa\u00eds e aborda as tr\u00eas fases de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a: aguda, subaguda e cr\u00f4nica, al\u00e9m da forma de interven\u00e7\u00e3o para cada uma. A presidente da Escola Superior de \u00e9tica m\u00e9dica do Cremepe, Helena Carneiro Le\u00e3o, participou da elabora\u00e7\u00e3o do documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Governo Federal tem feito um grande esfor\u00e7o para combater o mosquito Aedes aegypti e melhorar o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Como chikungunya \u00e9 uma doen\u00e7a nova, \u00e9 fundamental esse aprimoramento das informa\u00e7\u00f5es e, consequentemente, a capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais para permitir uma assist\u00eancia mais qualificada \u00e0s pessoas que apresentarem consequ\u00eancias dessa infec\u00e7\u00e3o\u201d, destacou o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo manual incorpora a experi\u00eancia dos profissionais de sa\u00fade brasileiros desde a publica\u00e7\u00e3o do primeiro guia no in\u00edcio de 2015. Com o documento atual \u00e9 poss\u00edvel diferenciar com mais precis\u00e3o um caso de chinkungunya de outros agravos suspeitos e, com isto, iniciar imediatamente o tratamento correto. Outro destaque \u00e9 o manejo terap\u00eautico da dor, que informa quais medicamentos s\u00e3o mais indicados em cada condi\u00e7\u00e3o clinica e os cuidados a serem adotados de acordo com a situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FASES DA DOEN\u00c7A \u2013 A doen\u00e7a pode evoluir em tr\u00eas fases: aguda, subaguda e cr\u00f4nica. Ap\u00f3s o per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o, inicia-se a fase aguda ou febril, que dura at\u00e9 o d\u00e9cimo dia. Alguns pacientes evoluem com persist\u00eancia das dores articulares ap\u00f3s a fase aguda, caracterizando o in\u00edcio da fase subaguda, com dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 tr\u00eas meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a dura\u00e7\u00e3o dos sintomas persiste al\u00e9m dos tr\u00eas meses atinge a fase cr\u00f4nica. Nestas fases, algumas manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas podem variar de acordo com o sexo e a idade. Exantema, v\u00f4mitos, sangramento e \u00falceras orais parecem estar mais associados ao sexo feminino. Dor articular, edema e maior dura\u00e7\u00e3o da febre s\u00e3o mais prevalentes quanto maior a idade do paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEDICAMENTOS \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos, at\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 tratamento antiviral espec\u00edfico para chikungunya. A terapia utilizada \u00e9 de suporte sintom\u00e1tico, hidrata\u00e7\u00e3o e repouso. Os anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o ester\u00f3ides (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, nimesulida, \u00e1cido acetilsalic\u00edlico, associa\u00e7\u00f5es, entre outros) n\u00e3o devem ser utilizados na fase aguda da doen\u00e7a, devido ao risco de complica\u00e7\u00f5es renais e de sangramento aumentado desses pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aspirina e os corticosteroides tamb\u00e9m s\u00e3o contraindicados na fase aguda pelo risco de s\u00edndrome de Reye e de sangramentos. Para as dores, o documento recomenda 14 medicamentos para os diferentes tipos, desde as mais leves at\u00e9 as mais intensas, persistentes ou incapacitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTIFICA\u00c7\u00c3O \u2013 O novo guia tamb\u00e9m traz orienta\u00e7\u00f5es sobre a notifica\u00e7\u00e3o de casos e \u00f3bitos. Todo caso suspeito de chikungunya deve ser notificado ao servi\u00e7o de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, conforme fluxo estabelecido em cada munic\u00edpio. J\u00e1 os \u00f3bitos suspeitos s\u00e3o \u00a0de notifica\u00e7\u00e3o imediata. Os profissionais devem comunicar \u00e0s Secretarias Municipais de Sa\u00fade em at\u00e9, no m\u00e1ximo, 24 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OPAS \u2013 A Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS) tamb\u00e9m publicou nesta semana um novo guia para diagn\u00f3stico e assist\u00eancia ao paciente com suspeita de arboviroses voltado para as Am\u00e9ricas. O documento, que est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da organiza\u00e7\u00e3o para consulta e download, cont\u00e9m as\u00a0recomenda\u00e7\u00f5es para o manejo adequado e diferencia\u00e7\u00e3o das tr\u00eas doen\u00e7as (dengue, chikungunya e zika), assim como os elementos necess\u00e1rios para a confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de trabalho colaborativo de especialistas, entre eles, o professor brasileiro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Kleber Luz. O trabalho teve in\u00edcio em janeiro de 2016, conduzido pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para atualizar os profissionais de sa\u00fade das novas diretrizes, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade realizar\u00e1 capacita\u00e7\u00e3o sobre manejo cl\u00ednico das arboviroses nos estados mais afetados, a partir de janeiro de 2017. A capacita\u00e7\u00e3o tem o apoio da OPAS\/OMS e contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o de especialistas internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHIKUNGUNYA \u2013 A chikungunya \u00e9 uma arbovirose causada pelo v\u00edrus chikungunya (CHIKV), da fam\u00edlia Togaviridae e do g\u00eanero Alphavirus. Estudos mostram que a maioria dos indiv\u00edduos infectados pelo v\u00edrus, cerca de 70%, desenvolve sintomas da doen\u00e7a. O percentual \u00e9 significativo quando comparado \u00e0s demais arboviroses. A doen\u00e7a persiste por at\u00e9 dez dias ap\u00f3s o surgimento das manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transmiss\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s da picada de f\u00eameas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo CHIKV. Casos de transmiss\u00e3o vertical podem ocorrer e, muitas vezes, provocam infec\u00e7\u00e3o neonatal grave. Pode ocorrer tamb\u00e9m transmiss\u00e3o por via transfusional, considerada rara de acordo com protocolos analisados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sinais e sintomas s\u00e3o clinicamente parecidos aos da dengue \u2013 febre de in\u00edcio agudo, dores articulares e musculares, cefaleia, n\u00e1usea, fadiga e exantema. A principal manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica que a difere s\u00e3o as fortes dores nas articula\u00e7\u00f5es, que muitas vezes podem estar acompanhadas de incha\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASOS \u2013 No Brasil, a transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone foi confirmada no segundo semestre de 2014, inicialmente nos estados do Amap\u00e1 e da Bahia. Atualmente, todos os estados possuem \u00a0registro de casos aut\u00f3ctones. Poucos estados vivenciaram epidemias por chikungunya at\u00e9 o momento, no entanto, a alta densidade do vetor, a presen\u00e7a de indiv\u00edduos suscet\u00edveis e a intensa circula\u00e7\u00e3o de pessoas em \u00e1reas end\u00eamicas contribuem para a possibilidade de epidemias em todas as regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram notificados, at\u00e9 10 de dezembro, 263.598 casos prov\u00e1veis. Neste ano, foram registrados 159 \u00f3bitos pela doen\u00e7a, nos estados de Pernambuco (54), Para\u00edba (32), Rio Grande do Norte (25), Cear\u00e1 (21), Rio de Janeiro (9), Alagoas (6), Bahia (4), Maranh\u00e3o (5), Piau\u00ed (1), Sergipe (1) e Distrito Federal (1). Os \u00f3bitos est\u00e3o sendo investigados pelos estados e munic\u00edpios, para que seja poss\u00edvel determinar se h\u00e1 outros fatores associados com a febre, como doen\u00e7as pr\u00e9vias, comorbidades, uso de medicamentos, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Cremepe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou nesta sexta-feira (23\/12) um guia cl\u00ednico para o manejo da chinkungunya. 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