{"id":36313,"date":"2017-01-20T08:50:04","date_gmt":"2017-01-20T11:50:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=36313"},"modified":"2017-01-20T08:50:04","modified_gmt":"2017-01-20T11:50:04","slug":"saude-autoridades-sanitarias-e-medicos-divergem-sobre-vacinacao-da-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/saude-autoridades-sanitarias-e-medicos-divergem-sobre-vacinacao-da-febre-amarela\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade, autoridades sanit\u00e1rias e m\u00e9dicos divergem sobre vacina\u00e7\u00e3o da febre amarela"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em meio \u00e0\u00a0epidemia de febre amarela, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, autoridades sanit\u00e1rias e infectologistas divergem sobre a melhor\u00a0estrat\u00e9gia para se vacinar contra a febre amarela. Integrantes do minist\u00e9rio recomendam que a popula\u00e7\u00e3o adulta receba\u00a0duas doses do imunizante, com intervalo de 10 anos entre as aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, no entanto, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 de que apenas uma dose seja dada &#8211; uma orienta\u00e7\u00e3o que segue as diretrizes da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. &#8220;A partir do momento que est\u00e1 demonstrado que uma dose voc\u00ea tem prote\u00e7\u00e3o, por, pelo menos, 30 anos, n\u00e3o entendo por que indicar o refor\u00e7o&#8221;, justifica coordenador de Controle de Doen\u00e7as da Secretaria de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo, Marcos Boulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boulos afirma que a recomenda\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo \u00e9 de que apenas uma dose seja aplicada. &#8220;Se por ventura uma pessoa vacinou h\u00e1 50 anos e quiser vacinar outra vez, \u00e9 outra hist\u00f3ria. Mas com pessoas que se vacinaram os \u00faltimos 20 anos o refor\u00e7o \u00e9 desnecess\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade para que apenas uma dose seja aplicada tem como ponto de partida a revis\u00e3o de v\u00e1rios estudos realizados sobre a efic\u00e1cia do imunizante. O relat\u00f3rio da entidade indica que, desde que a vacina\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a teve in\u00edcio, nos anos 1930, foram identificados apenas 12 casos da doen\u00e7a entre pacientes imunizados, o que indicaria a falha do produto. E mesmo nesses epis\u00f3dios, a infec\u00e7\u00e3o ocorreu em um per\u00edodo de at\u00e9 5 anos p\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o. &#8220;Os dados demonstram que a imunidade n\u00e3o cai com o tempo&#8221;, afirma o relat\u00f3rio da OMS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por sua vez, afirmam que a indica\u00e7\u00e3o de uma dose da vacina e de um refor\u00e7o tem como objetivo evitar um eventual risco de os efeitos da vacina se reduzirem ao longo do tempo. N\u00e3o haveria, de acordo com a equipe, ainda estudos suficientes para comprovar a prote\u00e7\u00e3o com apenas uma dose. &#8220;Mas e estudos que indiquem a necessidade de duas doses?&#8221;, questiona Boulos. Para ele, o ideal no momento seria um uso racional de recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor da Universidade de Bras\u00edlia, Pedro Tauil, tem avalia\u00e7\u00e3o diferente. Para ele, o refor\u00e7o sugerido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 uma garantia bem-vinda. &#8220;O ideal \u00e9 que estudos antes sejam realizados no Pa\u00eds mostrando que com apenas uma dose a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 segura.&#8221; A recomenda\u00e7\u00e3o da OMS para que apenas uma aplica\u00e7\u00e3o da dose de febre amarela seja dada come\u00e7ou a valer em junho de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vacina \u00e9 feita com o v\u00edrus atenuado da febre amarela. Rea\u00e7\u00f5es adversas s\u00e3o consideradas raras. Mesmo assim, h\u00e1 uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es que devem ser observadas pela popula\u00e7\u00e3o. Menores de seis meses e maiores de 60 anos n\u00e3o devem se vacinar, afirma Boulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas com alergia a ovo, que usam medicamentos imunossupressores, corticoides, em tratamento de c\u00e2ncer tamb\u00e9m n\u00e3o devem se submeter \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o. O fato de a vacina poder provocar rea\u00e7\u00f5es adversas (mesmo que em n\u00famero reduzido de pacientes) tamb\u00e9m \u00e9 citada por Boulos como uma raz\u00e3o para dispensar o refor\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c0s vezes pessoas n\u00e3o sabem que est\u00e3o imunodeprimidas. Para que correr o risco?&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infectologistas e autoridades sanit\u00e1rias s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que pessoas que tomaram a vacina h\u00e1 menos de 10 anos n\u00e3o precisam tomar outra dose no momento. &#8220;Ela tem efeito protetor. De nada adianta tentar desrespeitar esse prazo.&#8221; Ao contr\u00e1rio do que afirma o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, Boulos avalia j\u00e1 haver no Pa\u00eds uma epidemia de febre amarela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Epidemia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As epidemias ocorrem a cada sete, oito anos&#8221;, diz. As raz\u00f5es para esses ciclos ainda n\u00e3o est\u00e3o bem estabelecidas. Boulos, no entanto, observa que um fator exerce um papel preponderante: o aumento da popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel ao v\u00edrus. Embora seja uma doen\u00e7a considerada grave, a febre amarela provoca sintomas em 1 a cada 10 pessoas que t\u00eam contato com v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando h\u00e1 uma epidemia, parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 vacinada, parte tem contato com v\u00edrus e n\u00e3o desenvolve sintomas e outras adoecem&#8221;, observa. Em macacos ocorre algo semelhante. Parte morre, parte tem contato com v\u00edrus e desenvolve imunidade, interrompendo, assim, o c\u00edrculo de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boulos n\u00e3o tem d\u00favida de que, dentro de cerca de dois meses, o n\u00famero de casos da doen\u00e7a ter\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o importante. &#8220;Para isso, no entanto, \u00e9 importante que a popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e1 imunizada procure os postos de vacina\u00e7\u00e3o e se protejam.&#8221; O mesmo vale para aqueles que se destinam a \u00e1reas consideradas de risco para doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte; Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0\u00a0epidemia de febre amarela, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, autoridades sanit\u00e1rias e infectologistas divergem sobre a melhor\u00a0estrat\u00e9gia para se vacinar contra a febre amarela. 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