{"id":37291,"date":"2017-03-07T08:41:33","date_gmt":"2017-03-07T11:41:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=37291"},"modified":"2017-03-07T08:41:33","modified_gmt":"2017-03-07T11:41:33","slug":"fraudes-e-desperdicio-consomem-quase-r-225-bi-da-saude-suplementar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/fraudes-e-desperdicio-consomem-quase-r-225-bi-da-saude-suplementar\/","title":{"rendered":"Fraudes e desperd\u00edcio consomem quase R$ 22,5 bi da sa\u00fade suplementar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Trabalho in\u00e9dito produzido pelo Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilh\u00f5es dos gastos das operadoras de planos de sa\u00fade do Pa\u00eds com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperd\u00edcios com procedimentos desnecess\u00e1rios. Isso representa 19% do total das despesas assistenciais realizadas pelas operadoras de planos de sa\u00fade. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 baseada em estudos t\u00e9cnicos a partir da revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica de trabalhos internacionais e brasileiros sobre o tema, em um esfor\u00e7o do IESS para dimensionar o impacto das fraudes no sistema de sa\u00fade suplementar do Brasil e apontar experi\u00eancias bem-sucedidas no combate \u00e0s pr\u00e1ticas inadequadas nesse setor. A \u00edntegra do estudo est\u00e1 dispon\u00edvel no site do IESS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As despesas assistenciais das operadoras m\u00e9dico-hospitalares somaram R$ 117,24 bilh\u00f5es, em 2015. Portanto, os gastos de R$ 22,5 bilh\u00f5es com fraudes e desperd\u00edcios significam quase 19% desses gastos e foram consumidos por fraudes e desperd\u00edcios, algo que compromete fortemente as finan\u00e7as das operadoras e onera quem contrata um plano de sa\u00fade&#8221;, analisa Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No estudo &#8220;Evid\u00eancias de pr\u00e1ticas fraudulentas em sistemas de sa\u00fade internacionais e no Brasil&#8221;, o IESS identificou que de 12% a 18% das contas hospitalares apresentam itens indevidos e de 25% a 40% dos exames laboratoriais n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios. Observa, ainda, com base em relat\u00f3rio da Controladoria Geral da Uni\u00e3o (CGU), que o problema tamb\u00e9m \u00e9 de grandes propor\u00e7\u00f5es no sistema p\u00fablico de sa\u00fade: entre 2002 e 2015, foram detectadas irregularidades de desvio de dinheiro em aproximadamente R$ 5,04 bilh\u00f5es, o que equivaleu a 27,3% do total de irregularidades em todas as \u00e1reas do governo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora ressalve que a corrup\u00e7\u00e3o e a fraude s\u00e3o dif\u00edceis de serem detectadas na \u00e1rea da sa\u00fade ? uma vez que a cadeia produtiva desse setor contempla diversos segmentos e particularidades em cada um deles, inclusive com distin\u00e7\u00e3o entre os sistemas p\u00fablicos e privados ?, o estudo aponta que, na sa\u00fade privada, as principais formas de abuso se concentram em tratamentos excessivos e desnecess\u00e1rios ou baixa qualidade no atendimento; comercializa\u00e7\u00e3o inadequada de medicamentos e de dispositivos m\u00e9dicos e sonega\u00e7\u00e3o de tributos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais pr\u00e1ticas inadequadas se originam e s\u00e3o mantidas principalmente, diz o documento, pela aus\u00eancia de mecanismos de transpar\u00eancia, por exemplo, para explicitar as rela\u00e7\u00f5es entre os agentes do setor de sa\u00fade (por exemplo, se um profissional da \u00e1rea recebeu um benef\u00edcio ou uma comiss\u00e3o de um fornecedor de materiais e medicamentos). Legisla\u00e7\u00f5es da Alemanha e dos Estados Unidos indicam que todos os pagamentos e benef\u00edcios entre agentes do setor de sa\u00fade devem ser tornados p\u00fablicos. A Uni\u00e3o Europeia e os Estados Unidos tamb\u00e9m institu\u00edram marcos regulat\u00f3rios com puni\u00e7\u00f5es severas para atos de corrup\u00e7\u00e3o, indica o estudo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, falta transpar\u00eancia nos sistemas de precifica\u00e7\u00e3o de insumos e servi\u00e7os de sa\u00fade e tamb\u00e9m no modelo de pagamento por servi\u00e7os prestados na sa\u00fade, o que inviabiliza a compara\u00e7\u00e3o e o controle de custos nas distintas etapas que envolvem o atendimento ao paciente e abrem espa\u00e7o para pr\u00e1ticas inadequadas, como atos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso acontece principalmente por causa do modelo recorrentemente usado para pagamentos de servi\u00e7os de sa\u00fade, a chamada &#8220;conta aberta&#8221; (ou fee-for-service). Nesse caso, a conta de servi\u00e7os absorve todos custos, insumos, procedimentos e usos dos equipamentos, mesmo quando h\u00e1 falhas e desperd\u00edcios e, at\u00e9 mesmo, corrup\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos requisitos para combater tais pr\u00e1ticas nocivas ao setor seria modernizar os sistemas de pagamento, por meio da premia\u00e7\u00e3o \u00e0 efici\u00eancia e o melhor desfecho cl\u00ednico ao paciente, e punindo o desperd\u00edcio e a contrata\u00e7\u00e3o de exames desnecess\u00e1rios, assim como reinterna\u00e7\u00f5es ou agravamento dos quadros cl\u00ednicos causados por falhas assistenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O modelo brasileiro de remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade est\u00e1 mais de 30 anos atrasado em rela\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses. \u00c9 fundamental que avancemos em um padr\u00e3o de transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es, permitindo compara\u00e7\u00f5es baseadas em indicadores de qualidade e seguran\u00e7a assistencial dos pacientes, e tamb\u00e9m sobre as rela\u00e7\u00f5es entre os envolvidos no setor, identificando os conflitos de interesse e pr\u00e1ticas abusivas. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel ter um sistema mais eficiente e que onere menos as operadoras e quem contrata um plano de sa\u00fade&#8221;, avalia Luiz Augusto Carneiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho in\u00e9dito produzido pelo Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilh\u00f5es dos gastos das operadoras de planos de sa\u00fade do Pa\u00eds com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperd\u00edcios com procedimentos desnecess\u00e1rios. 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