{"id":37417,"date":"2017-03-13T08:42:34","date_gmt":"2017-03-13T11:42:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=37417"},"modified":"2017-03-13T08:42:34","modified_gmt":"2017-03-13T11:42:34","slug":"uma-em-cada-cinco-mulheres-abortara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/uma-em-cada-cinco-mulheres-abortara\/","title":{"rendered":"Uma em cada cinco mulheres abortar\u00e1"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div id=\"abanoticia\" style=\"text-align: justify;\">A segunda edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), realizada em 2016 pelo Anis Instituto de Bio\u00e9tica e pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), aponta que 20% das mulheres ter\u00e3o feito ao menos um aborto ilegal ao final da vida reprodutiva, ou seja, uma em cada cinco mulheres aos 40 anos ter\u00e1 abortado ao menos uma vez. De acordo com os dados, em 2015, 417 mil mulheres nas \u00e1reas urbanas do Brasil interromperam a gravidez, n\u00famero que sobe para 503 mil se for inclu\u00edda a zona rural.<\/p>\n<p>O tema volta ao debate depois que uma nova a\u00e7\u00e3o chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto at\u00e9 a 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o, em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta da Corte neste ano o tema do aborto em caso de contamina\u00e7\u00e3o da m\u00e3e com o v\u00edrus zika. Por outro lado, tramitam no Congresso Nacional mais de 30 projetos sobre o assunto, a maioria deles restringindo as possibilidades legais para a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, a mulher que aborta tem entre 18 e 39 anos, \u00e9 alfabetizada, de \u00e1rea urbana e de todas as classes socioecon\u00f4micas, sendo que a maior parte (48%) completou o ensino fundamental e 26% tinham ensino superior. Do total, 67% j\u00e1 tinham filhos. A pesquisa aponta ainda que a religi\u00e3o professada n\u00e3o \u00e9 impeditivo para o ato, pois 56% dos casos registrados foram praticados por cat\u00f3licas e 25% por protestantes ou evang\u00e9licas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 tanto aborto no Brasil que \u00e9 poss\u00edvel dizer que em praticamente todas as fam\u00edlias do pa\u00eds algu\u00e9m j\u00e1 fez um aborto \u2013 uma av\u00f3, tia, prima, m\u00e3e, irm\u00e3 ou filha, ainda que em segredo. Todos conhecemos uma mulher que j\u00e1 fez aborto\u201d, conclui o levantamento, que trata o tema como sa\u00fade p\u00fablica. A publica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade 20 anos de pesquisa sobre aborto do Brasil, de 2009, tamb\u00e9m tra\u00e7a um perfil de quem interrompe a gravidez no pa\u00eds. Segundo a pesquisa, s\u00e3o \u201cpredominantemente mulheres entre 20 e 29 anos, em uni\u00e3o est\u00e1vel, com at\u00e9 oito anos de estudo, trabalhadoras, cat\u00f3licas, com pelo menos um filho e usu\u00e1rias de m\u00e9todos contraceptivos, as quais abortam com misoprostol [rem\u00e9dio abortivo popularmente conhecido como Cytotec]\u201d.<\/p>\n<p>Criminaliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nA criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto\u00a0 no Brasil atinge especialmente mulheres jovens, desempregadas ou em situa\u00e7\u00e3o informal, negras, com baixa escolaridade, solteiras e moradoras de \u00e1reas perif\u00e9ricas. A Frente Nacional Contra a Criminaliza\u00e7\u00e3o das Mulheres e pela Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto lan\u00e7ou no ano passado o dossi\u00ea Criminaliza\u00e7\u00e3o das mulheres pela pr\u00e1tica do aborto no Brasil (2007-2015), que relata 20 casos emblem\u00e1ticos de criminaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica no per\u00edodo, al\u00e9m de trazer o contexto das leis. Um deles ocorreu em Alagoinha (PE), v\u00edtima de estupro em 2009, onde uma garota de 9 anos foi estuprada pelo padrasto. A igreja interveio e um centro m\u00e9dico se recusou a fazer o procedimento legal, sendo necess\u00e1ria a a\u00e7\u00e3o de entidades e a transfer\u00eancia de unidade para resolver o caso. A presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida \u2013 Brasil sem Aborto, a professora Lenise Garcia, defende a criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, mas concorda que isso n\u00e3o tem sido o suficiente para coibir a pr\u00e1tica no pa\u00eds. (Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n<p><span id=\"coment_user\"><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"http:\/\/app.impresso.diariodepernambuco.com.br\/access\/da_impresso_130686904244\/164734\/43\/eq.gif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A segunda edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), realizada em 2016 pelo Anis Instituto de Bio\u00e9tica e pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), aponta que 20% das mulheres ter\u00e3o feito ao menos um aborto ilegal ao final da vida reprodutiva, ou seja, uma em cada cinco mulheres aos 40 anos ter\u00e1 abortado ao menos uma 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