{"id":39314,"date":"2017-06-01T10:39:47","date_gmt":"2017-06-01T13:39:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=39314"},"modified":"2017-06-01T10:39:47","modified_gmt":"2017-06-01T13:39:47","slug":"tabagismo-custa-r-569-bilhoes-por-ano-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/tabagismo-custa-r-569-bilhoes-por-ano-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Tabagismo custa R$ 56,9 bilh\u00f5es por ano ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil tem um preju\u00edzo anual de R$56,9 bilh\u00f5es com o tabagismo. Desse total, R$ 39,4 bilh\u00f5es s\u00e3o gastos com despesas m\u00e9dicas e R$ 17,5 bilh\u00f5es com custos indiretos ligados \u00e0 perda de produtividade, causada por incapacita\u00e7\u00e3o de trabalhadores ou morte prematura.<\/p>\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o de impostos no pa\u00eds com a venda de cigarros \u00e9 R$ 12,9 bilh\u00f5es, o que gera um saldo negativo de R$ 44 bilh\u00f5es por ano. \u00c9 o que revela o estudo Tabagismo no Brasil: morte, doen\u00e7a e pol\u00edtica de pre\u00e7os e esfor\u00e7os, feito com base em dados de 2015 e apresentado hoje (31), Dia Mundial sem Tabaco, pelo Instituto Nacional do C\u00e2ncer Jos\u00e9 de Alencar Gomes da Silva (Inca), em evento no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC) \u00e9 a relacionada ao tabagismo que mais gerou gastos aos sistemas p\u00fablico e privado de sa\u00fade em 2015, com R$ 16 bilh\u00f5es. Doen\u00e7as card\u00edacas vem em segundo, com custo de R$ 10,3 bilh\u00f5es. Tamb\u00e9m entraram no levantamento o tabagismo passivo, c\u00e2nceres diversos, c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, acidente vascular cerebral (AVC) e pneumonia.<\/p>\n<p>Em 2015, o estudo apontou a morte, no pa\u00eds, de 256.216 pessoas por causas relacionadas ao tabaco, o que representa 12,6% dos \u00f3bitos de pessoas com mais de 35 anos. Do total, 35 mil foram por doen\u00e7as card\u00edacas e 31 mil por DPOC. O c\u00e2ncer de pulm\u00e3o \u00e9 o quarto motivo de morte relacionado ao tabagismo, com 23.762 casos. O fumo passivo foi a causa de morte de 17.972 pessoas.<\/p>\n<p>A diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, destaca que o tabagismo \u00e9 a principal causa de mortes evit\u00e1veis no mundo. \u201cO Brasil \u00e9 um dos pioneiros nessas pol\u00edticas e os n\u00fameros mostram uma rela\u00e7\u00e3o direta entre o controle do tabagismo e a redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia de determinados tipos de c\u00e2ncer, relacionados a esse h\u00e1bito. S\u00e3o doen\u00e7as absolutamente evit\u00e1veis, \u00e9 um problema mundial, mas a conscientiza\u00e7\u00e3o acerca dos males relacionados ao tabagismo s\u00f3 v\u00eam aumentando e os governos precisam adotar pol\u00edticas de Estado, de na\u00e7\u00e3o, para efetivamente buscar essas estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o do uso do tabaco.\u201d<\/p>\n<p>Novas medidas<br \/>\nO estudo fez uma simula\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos 10 anos com a eleva\u00e7\u00e3o de 50% no pre\u00e7o dos cigarros. Essa medida evitaria mais de 130 mil mortes, 500 mil infartos, 100 mil AVCs e quase 65 mil casos de c\u00e2ncer, al\u00e9m de ganhos econ\u00f4micos de R$ 97,9 bilh\u00f5es com o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e a diminui\u00e7\u00e3o dos gastos com a sa\u00fade e perda de produtividade.<\/p>\n<p>Segundo o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, que participou do evento por videoconfer\u00eancia, essa \u00e9 uma das medidas em discuss\u00e3o no governo. \u201cH\u00e1 uma proposta do aumento de 50% no pre\u00e7o dos cigarros, que implicaria em redu\u00e7\u00e3o do consumo. Mas se houver muito contrabando n\u00e3o teremos o efeito que queremos com o aumento do pre\u00e7o e perdemos o controle da qualidade. Os cigarros contrabandeados representam mais da metade do consumo no Brasil e, evidentemente, n\u00e3o est\u00e1 sob controle da nossa vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Outra medida, segundo o ministro, \u00e9 proibir os aditivos de sabores ao cigarro, pois, segundo ele, esse \u00e9 um subterf\u00fagio para atrair adolescentes para o consumo de tabaco. \u201cFoi uma resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria para proibir os aditivos de sabor ao cigarro. Foi judicializado pela ind\u00fastria do tabaco e est\u00e1 sob julgamento no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria da ministra Rosa Weber, est\u00e1 com pedido de vista. Temos feito visitas, j\u00e1 fui pessoalmente, e temos insistido com a Advocacia Geral da Uni\u00e3o para agilizar isso\u201d.<\/p>\n<p>Vigitel<br \/>\nTamb\u00e9m foram apresentados hoje os dados da pesquisa Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel 2016) relacionadas ao tabagismo. De 2006 a 2016, a preval\u00eancia de fumantes na popula\u00e7\u00e3o caiu de 15,7% para 10,2%. Homens fumam mais do que mulheres em todas as faixas de escolaridade, indo de 17,5% para homens e 11,5% para mulheres com at\u00e9 8 anos de estudo e caindo para 9,1% dos homens e 5,1% das mulheres com mais de 12 anos de estudo.<\/p>\n<p>Por faixa et\u00e1ria, a preval\u00eancia \u00e9 7,4% entre jovens com menos de 25 anos e 7,7% entre idosos com mais de 65. A faixa com mais fumantes, 13,5%, \u00e9 a de adultos entre 55 e 64 anos. Entre as capitais, Curitiba tem a maior propor\u00e7\u00e3o de fumantes (14%), seguida de Porto Alegre (13,6%) e S\u00e3o Paulo (13,2%). A menor preval\u00eancia \u00e9 em Salvador, com 5,1% de fumantes.<\/p>\n<p>A professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e assessora t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, m\u00e9dica F\u00e1tima Marinho, que apresentou os dados do Vigitel, explica que o Brasil tem tr\u00eas marcos que contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o do tabagismo: a proibi\u00e7\u00e3o da propaganda e da glamouriza\u00e7\u00e3o do fumo em 2000, a proibi\u00e7\u00e3o de fumar em ambientes fechados em 2005 e o aumento do imposto sobre cigarro de 2011 a 2016, aliado \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o das imagens de advert\u00eancia nos ma\u00e7os (2008) e oferta do tratamento para deixar de fumar pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Para ela, agora, \u00e9 preciso uma nova pol\u00edtica para seguir reduzindo o consumo.<\/p>\n<p>\u201cCom o avan\u00e7o na pol\u00edtica, o consumo come\u00e7a a reduzir. Depois come\u00e7a a estabilizar e a gente precisa de uma media nova. O Brasil era um dos pa\u00edses com o menor pre\u00e7o de cigarro no mundo, e quando mexe no bolso consegue convencer as pessoas a fumar menos, ent\u00e3o em 2011 come\u00e7a essa nova fase com o pre\u00e7o m\u00ednimo. A partir de agora precisa de uma nova pol\u00edtica, como as que o ministro anunciou.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a secret\u00e1ria-executiva da Comiss\u00e3o Nacional para Implementa\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), T\u00e2nia Cavalcante, o Brasil \u00e9 exemplo mundial de combate ao tabagismo, implementando as medidas do tratado. Uma a\u00e7\u00e3o que precisa avan\u00e7ar, segundo ela, \u00e9 oferecer alternativas aos produtores de tabaco do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cSomos o segundo maior produtor, o mais exportador, e temos 150 mil fam\u00edlias presas nessa cadeia produtiva, dependentes economicamente. O que arrecadamos com o cigarro corresponde a 23% do que gastamos em sa\u00fade. Isso \u00e9 um estudo que ainda subestima o custo, porque n\u00e3o avaliamos o impacto ambiental que essa produ\u00e7\u00e3o causa, a contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico, a sa\u00fade do trabalhador que tamb\u00e9m adoece pelas doen\u00e7as relacionadas ao tabaco, a polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, o desmatamento, j\u00e1 que \u00e9 uma das culturas que mais desmata. Sem contar o custo intang\u00edvel, que \u00e9 o sofrimento das fam\u00edlias e do indiv\u00edduo que contrai as doen\u00e7as e da morte prematura.\u201d<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) lan\u00e7ou a campanha Tabaco: uma amea\u00e7a ao desenvolvimento, para discutir os impactos socioambientais em todo o planeta gerados pela produ\u00e7\u00e3o e consumo de produtos derivados do tabaco. Segundo a OMS, o consumo do tabaco mata mais de 7 milh\u00f5es de pessoas todos os anos, sendo respons\u00e1vel por cerca de 16% de todas as mortes provocadas por doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis. O custo aos lares e aos governos passa de US$ 1,4 trilh\u00e3o em despesas com sa\u00fade e com a perda de produtividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem um preju\u00edzo anual de R$56,9 bilh\u00f5es com o tabagismo. 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