{"id":39591,"date":"2017-06-15T08:35:14","date_gmt":"2017-06-15T11:35:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=39591"},"modified":"2017-06-15T08:35:14","modified_gmt":"2017-06-15T11:35:14","slug":"os-riscos-de-dar-a-luz-um-bebe-no-barao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/os-riscos-de-dar-a-luz-um-bebe-no-barao\/","title":{"rendered":"Os riscos de dar \u00e0 luz um beb\u00ea no Bar\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Unidade da assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade de alta complexidade e refer\u00eancia no pr\u00e9-natal de alto risco em Pernambuco, o Hospital Bar\u00e3o de Lucena (HBL), no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, est\u00e1 com a maternidade superlotada, comprometendo o atendimento \u00e0s gestantes que esperam o parto e \u00e0s mulheres no p\u00f3s-parto. Os rec\u00e9m-nascidos tamb\u00e9m sofrem com a precariedade e a falta de estrutura, pois muitos n\u00e3o conseguem ser acomodados em ber\u00e7os e dividem a maca com suas m\u00e3es &#8211; uma situa\u00e7\u00e3o que favorece o risco de quedas para os beb\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relatos de profissionais que trabalham no HBL denunciam uma demanda sete vezes maior que a capacidade de leitos. &#8220;Num espa\u00e7o onde devem ser acomodadas at\u00e9 sete mulheres, h\u00e1 at\u00e9 50 em atendimento. Por isso, muitas ficam no corredor do bloco cir\u00fargico, que era para ser livre e servir apenas de passagem. Essa concentra\u00e7\u00e3o vem perdurando h\u00e1 muito tempo. H\u00e1 m\u00e9dicos que adoecem por essa sobrecarga. \u00c9 preciso descentralizar a assist\u00eancia (\u00e0 gestante) de alto risco&#8221;, revela uma das m\u00e9dicas do hospital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alto risco \u00e9 a nomenclatura para situa\u00e7\u00f5es em que a sa\u00fade e a vida da mulher e do feto (ou do rec\u00e9m-nascido) t\u00eam mais chances de ser abaladas durante a gesta\u00e7\u00e3o, o parto e o p\u00f3s-parto. &#8220;Essa superlota\u00e7\u00e3o \u00e9 um cen\u00e1rio comum tamb\u00e9m nas demais maternidades de alto risco do Estado. O mais s\u00e9rio \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 para oferecer assist\u00eancia de qualidade dessa maneira&#8221;, acrescenta. Entre as maternidades da rede p\u00fablica de sa\u00fade, a do HBL assume a sexta posi\u00e7\u00e3o entre as dez unidades que mais realizam partos em Pernambuco. No ano passado, foram feitos 4.254 partos no hospital &#8211; uma m\u00e9dia de 350 procedimentos do tipo por m\u00eas, entre cesarianas e partos vaginais, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES), com base no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares (SIH) do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A maternidade est\u00e1 parecendo um campo de batalha, um caos absoluto. \u00c9 temer\u00e1rio e chega a ser irrespons\u00e1vel querer que se preste assist\u00eancia m\u00e9dica minimamente adequada \u00e0s gestantes, que ficam amontoadas. N\u00e3o h\u00e1 nem espa\u00e7o f\u00edsico para fazermos uma avalia\u00e7\u00e3o mais adequada, o que imp\u00f5e falta total de privacidade para as pacientes&#8221;, denuncia outro profissional do HBL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as cinco unidades que despontam antes do HBL com maior volume de partos realizados, quatro s\u00e3o para atendimento a gesta\u00e7\u00f5es de alto risco. A primeira posi\u00e7\u00e3o \u00e9 ocupada pelo Hospital Dom Malan, em Petrolina, Sert\u00e3o do Estado, que realizou 7.158 partos em 2016. Em seguida, vem o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), com 5.742 procedimentos do tipo. O terceiro que mais realiza partos (5.543) \u00e9 o Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, no Agreste, seguido pelo Hospital do Tricenten\u00e1rio (este \u00e9 de baixo e m\u00e9dio riscos). A quinta que mais faz partos \u00e9 o Centro Integrado de Sa\u00fade Amaury de Medeiros (Cisam), cujas cirurgias chegaram a ser suspensas recentemente, por cinco dias, devido a um surto infeccioso na maternidade, que fica no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Ano passado, o Cisam realizou 4.665 partos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desafio \u00e9 descentralizar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) realiza rotineiramente fiscaliza\u00e7\u00f5es nas unidades de sa\u00fade, incluindo as maternidades. Recentemente fez vistoria no HBL e constatou que, al\u00e9m da precariedade no atendimento \u00e0s gestantes e aos rec\u00e9m-nascidos, o hospital apresenta problemas na emerg\u00eancia pedi\u00e1trica. Em um dos espa\u00e7os, com sete leitos, estavam 15 pacientes. &#8220;E a maternidade do Bar\u00e3o de Lucena tem uma realidade (de superlota\u00e7\u00e3o) igual ou pior que a do Hospital Agamenon Magalh\u00e3es (HAM). O problema maior \u00e9 que, de outubro do ano passado at\u00e9 agora, muitas maternidades municipais (de baixo e m\u00e9dio riscos) fecharam. As demais, de alto risco (como HBL e HAM), passaram a receber as gestantes dessas cidades&#8221;, destaca o m\u00e9dico S\u00edlvio Rodrigues, secret\u00e1rio do Cremepe e coordenador das fiscaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro detalhe, segundo S\u00edlvio Rodrigues, \u00e9 que o Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado, Zona Oeste da cidade, continua sem atender gestantes de alto risco, o que tamb\u00e9m favorece a superlota\u00e7\u00e3o das maternidades. A previs\u00e3o \u00e9 de que a unidade passe a receber essas mulheres at\u00e9 o fim do ano. Em 2016, o hospital contabilizou 1.477 partos, assumindo a 22\u00aa posi\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos que mais fazem partos no Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a SES afirma que &#8220;reconhece a grande demanda nas maternidades da rede estadual de sa\u00fade. Importante ressaltar, no entanto, que, nos \u00faltimos dias, a situa\u00e7\u00e3o foi agravada pela suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do bloco cir\u00fargico do Cisam, que foi reaberto na ter\u00e7a-feira (13). Ainda assim, nenhuma das unidades do Estado recusa pacientes, mantendo suas portas abertas e garantindo a assist\u00eancia a todas as mulheres que d\u00e3o entrada&#8221;. A SES ainda destaca que, dos mais de 100 mil partos realizados pelo SUS anualmente, em Pernambuco, 60% acontecem na rede de maternidades do Estado. Para ampliar a assist\u00eancia \u00e0s gestantes de alto risco, a secretaria acrescenta que o Estado tem atuado na implanta\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-natal de alto risco, principalmente no interior, nos hospitais regionais e nas Unidades Pernambucanas de Aten\u00e7\u00e3o Especializada (UPAEs). &#8220;O objetivo \u00e9 reduzir o n\u00famero de internamentos excessivos por causa de problemas na gesta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m para descentralizar a assist\u00eancia ao parto, foram retomadas as obras do Hospital da Mulher do Agreste, que deve ficar pronto j\u00e1 em 2018&#8221;, informa a secretaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Unidade da assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade de alta complexidade e refer\u00eancia no pr\u00e9-natal de alto risco em Pernambuco, o Hospital Bar\u00e3o de Lucena (HBL), no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, est\u00e1 com a maternidade superlotada, comprometendo o atendimento \u00e0s gestantes que esperam o parto e \u00e0s mulheres no p\u00f3s-parto. 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