{"id":40414,"date":"2017-08-24T08:40:18","date_gmt":"2017-08-24T11:40:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=40414"},"modified":"2017-08-24T08:40:18","modified_gmt":"2017-08-24T11:40:18","slug":"leishmaniose-pode-ter-nova-medicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/leishmaniose-pode-ter-nova-medicacao\/","title":{"rendered":"Leishmaniose pode ter nova medica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma nova droga para tratamento de pacientes humanos com leishmaniose deve come\u00e7ar a fase de testes cl\u00ednicos entre outubro e novembro deste ano. O produto desenvolvido pela farmac\u00eautica pernambucana Hebron ainda n\u00e3o teve a composi\u00e7\u00e3o revelada. Contudo, o coordenador dos estudos, o pesquisador JanCarlo Delorenzi, aponta que a droga \u00e9 um medica\u00e7\u00e3o totalmente inovadora, com uma subst\u00e2ncia at\u00e9 ent\u00e3o nunca experimentada.<\/p>\n<p>Os resultados preliminares na utiliza\u00e7\u00e3o do produto em modelos animais demonstraram uma efic\u00e1cia dez vezes maior que em rela\u00e7\u00e3o a Glucantime, subst\u00e2ncia que hoje comp\u00f5e o trato da doen\u00e7a. O Glucantime tamb\u00e9m tem apresentado baixa resposta em alguns pacientes.<\/p>\n<p>A leish-maniose comp\u00f5e a lista de doen\u00e7as negligenciadas, que por acometerem mais as popula\u00e7\u00f5es em vulnerabilidade e do campo, acabaram historicamente subjugadas. Nos \u00faltimos anos, o avan\u00e7o da doen\u00e7a pelos centros urbanos tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Delorenzi estuda esta nova terapia contra a enfermidade h\u00e1 cerca de 15 anos. Os testes pr\u00e9-cl\u00ednicos realizados em laborat\u00f3rio mostraram resultados animadores. Tamb\u00e9m foram positivas as respostas num primeiro grupo focal de humanos. \u201cEsse produto que estamos desenvolvendo \u00e9 uma apresenta\u00e7\u00e3o por via oral e melhora a comodidade. A avalia\u00e7\u00e3o inicial em seres humanos saud\u00e1veis n\u00e3o trouxe rea\u00e7\u00e3o adversa, nem cr\u00f4nica como a hepatotoxidade ou cardiotoxidade que a gente observa nos produtos usados hoje em dia.<\/p>\n<p>E, nos estudos com animais, foi dez vezes mais eficaz. Estamos agora pautados nisso e com uma expectativa que o produto seja pelo menos duas vezes mais eficaz que o j\u00e1 no mercado\u201d, contou.<\/p>\n<p>Os resultados at\u00e9 agora obtidos j\u00e1 foram apresentados em tr\u00eas congressos internacionais. Nessa fase que se aproxima, um grupo maior de pessoas ser\u00e1 avaliado com o produto na regi\u00e3o Norte do Brasil, onde a incid\u00eancia da enfermidade \u00e9 maior do Pa\u00eds. O pesquisador acredita que, se tudo sair dentro do esperado, a droga esta pronta at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>\u201cTemos a expetativa de um pedido de registro priorizado porque se trata de uma doen\u00e7a negligenciada e, segundo, porque \u00e9 uma doen\u00e7a priorit\u00e1ria no Brasil. Ent\u00e3o, temos como solicitar registro acelerado\u201d, disse, ponderando que ainda h\u00e1 uma espera regulat\u00f3ria. A empresa destaca que, no Brasil, quantidade de pessoas infectadas pode chegar a 1,5 milh\u00e3o e v\u00e1rios estados s\u00e3o considerados end\u00eamicos, a exemplo de Pernambuco, Bahia e Minas Gerais.<\/p>\n<p>A celeridade na elabora\u00e7\u00e3o do medicamento chega num cen\u00e1rio de expans\u00e3o geogr\u00e1fica da leish-maniose. JanCarlo Delorenzi comentou que a chegada da enfermidade na Europa, principalmente, no sul da Fran\u00e7a, sul da It\u00e1lia e sul da Espanha, deu visibilidade \u00e0 doen\u00e7a, que era mais relacionada aos pa\u00edses em desenvolvimento. Naquele continente, tem sido observado um acometimento do es\u00f4fago dentro da forma visceral da enfermidade.<\/p>\n<p>Outro aspecto \u00e9 que a leishmaniose tem se tornado comum entre pessoas imunodeprimidas, como soropositivos e pessoas com c\u00e2ncer, atuando como doen\u00e7a oportunista nessas situa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m dos casos na popula\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m se verifica nessas \u00e1reas internacionais um grande n\u00famero de c\u00e3es doentes. No Brasil, a hist\u00f3ria da enfermidade \u00e9 antiga e dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 90% dos casos registrados na Am\u00e9rica Latina ocorrem no Pa\u00eds. Em m\u00e9dia, cerca de 3,5 mil doentes s\u00e3o registrados anualmente e o coeficiente de incid\u00eancia \u00e9 de dois casos por 100 mil habitantes. A letalidade vem aumentando gradativamente, passando de 3,1% em 2000 para 7,1% em 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova droga para tratamento de pacientes humanos com leishmaniose deve come\u00e7ar a fase de testes cl\u00ednicos entre outubro e novembro deste ano. O produto desenvolvido pela farmac\u00eautica pernambucana Hebron ainda n\u00e3o teve a composi\u00e7\u00e3o revelada. 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