{"id":41198,"date":"2017-10-02T10:32:55","date_gmt":"2017-10-02T13:32:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=41198"},"modified":"2017-10-02T10:32:55","modified_gmt":"2017-10-02T13:32:55","slug":"o-cancer-de-mama-e-a-mamografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/o-cancer-de-mama-e-a-mamografia\/","title":{"rendered":"O c\u00e2ncer de mama e a mamografia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o segundo tumor mais frequente da esp\u00e9cie humana. \u00c9 o respons\u00e1vel por cerca de 22% dos novos casos de c\u00e2ncer diagnosticados anualmente. \u00c9 muito raro no sexo masculino e tamb\u00e9m tem baixa ocorr\u00eancia entre as mulheres at\u00e9 o fim da terceira d\u00e9cada de vida.<\/p>\n<p>Existem alguns fatores capazes de aumentar o seu surgimento, como antecedentes familiares, per\u00edodo menstrual longo, primeira menstrua\u00e7\u00e3o precoce e\/ou menopausa tardia, ap\u00f3s os 50 anos. Tamb\u00e9m aumentam o risco a aus\u00eancia de gravidez, ou que a sua ocorr\u00eancia seja somente depois de 30 anos, o uso de horm\u00f4nios femininos, obesidade, etc.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia desse tumor \u00e9 semelhante no Brasil e nos EUA, por\u00e9m, o n\u00famero de mortes \u00e9 diferente. Enquanto na Am\u00e9rica do Norte morrem apenas 19 pacientes em cada 100, no nosso Pa\u00eds s\u00e3o quase 30. Muito possivelmente isso se deve ao est\u00e1gio da doen\u00e7a em que o diagn\u00f3stico \u00e9 feito.<\/p>\n<p>Enquanto s\u00f3 10% dos casos s\u00e3o diagnosticados no Brasil na fase inicial, nos Estados Unidos este percentual \u00e9 superior a 50%. Quando o diagn\u00f3stico \u00e9 feito no est\u00e1gio avan\u00e7ado da doen\u00e7a, os percentuais se invertem, 45% no Brasil contra apenas 8,4% nas mulheres americanas.<\/p>\n<p>Quando o tratamento se inicia s\u00f3 nessa fase, o progn\u00f3stico se altera substancialmente. A possibilidade da paciente permanecer viva, ap\u00f3s dez anos, \u00e9 apenas cerca de 17%. A introdu\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o de mamografia rotineira anual nas mulheres depois dos 40 demonstrou inicialmente a capacidade de reduzir a mortalidade.<\/p>\n<p>O exame permite o diagn\u00f3stico mais precoce. No entanto, este tipo de procedimento vem sendo motivo de debate. Em primeiro lugar, a an\u00e1lise de v\u00e1rias pesquisas realizadas recentes vem demonstrando que a realiza\u00e7\u00e3o anual da mamografia n\u00e3o \u00e9 capaz de reduzir a mortalidade. Ao contr\u00e1rio do que as pesquisas antigas demonstraram.<br \/>\nUm grande estudo avaliando estudos com 600 mil mulheres demonstrou que isto n\u00e3o ocorria na grande maioria delas.<\/p>\n<p>E, nas poucas que houve uma redu\u00e7\u00e3o na mortalidade, mostraram que a redu\u00e7\u00e3o era muito discreta. Para que se diminu\u00edsse uma \u00fanica morte pela doen\u00e7a, teria que se realizar o exame durante dez anos em mil mulheres. Rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio dif\u00edcil de ser aceita.<\/p>\n<p>Muitos cientistas, hoje, acreditam que a diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade demonstrada quando se produziu a mamografia sistem\u00e1tica n\u00e3o se deve a este procedimento, mas, sim, pela melhoria dos tratamentos. Um outro motivo de cr\u00edtica, quanto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do exame de forma sistem\u00e1tica, \u00e9 a probabilidade, n\u00e3o pequena, de falsos diagn\u00f3sticos de tumor.<\/p>\n<p>Calcula-se que para cada mil mulheres que realiza o exame anualmente, durante dez anos, entre 490 e 600 delas este erro acontecer\u00e1. Isto acarreta terr\u00edvel impacto psicol\u00f3gico e grande aumento nos custos com a realiza\u00e7\u00e3o de novos exames.<\/p>\n<p>Com frequ\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o realizados procedimentos agressivos como biopsias. \u00c0s vezes, radioterapia e at\u00e9 cirurgias desnecess\u00e1rias. Por conta destes dados, um grupo de trabalho da Academia de Medicina da Su\u00ed\u00e7a publicou recentemente uma sugest\u00e3o radical: que seja interrompida a realiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do exame. Obviamente, n\u00e3o ser\u00e1 aceita pelos mastologistas, oncologistas e radiologista.<\/p>\n<p>As autoridades americanas sugerem que o exame seja realizado a cada dois anos, a partir dos 50. Entre 40 e 50 anos s\u00f3 dever\u00e3o ser realizados nos portadores de fatores de risco. No Brasil, a maioria dos m\u00e9dicos continuam defendendo que o exame seja feito a cada ano nas mulheres a partir dos 40, e para muitos sem idade para terminar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o segundo tumor mais frequente da esp\u00e9cie humana. \u00c9 o respons\u00e1vel por cerca de 22% dos novos casos de c\u00e2ncer diagnosticados anualmente. \u00c9 muito raro no sexo masculino e tamb\u00e9m tem baixa ocorr\u00eancia entre as mulheres at\u00e9 o fim da terceira d\u00e9cada de vida. 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