{"id":41682,"date":"2017-11-06T07:51:27","date_gmt":"2017-11-06T10:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=41682"},"modified":"2017-11-06T07:51:27","modified_gmt":"2017-11-06T10:51:27","slug":"mamografia-e-exame-de-importancia-vital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/mamografia-e-exame-de-importancia-vital\/","title":{"rendered":"Mamografia \u00e9 exame de import\u00e2ncia vital"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Durante a segunda gesta\u00e7\u00e3o, a enfermeira Tarciana Guerra, 44 anos, recebeu em uma rodada de exames preventivos o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama. Os nove meses de cuidados do pr\u00e9-natal foram divididos por sess\u00f5es de quimioterapia. Ap\u00f3s o terceiro m\u00eas de gravidez, Tarciana realizou uma mastectomia e, apesar do impacto, a preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade do beb\u00ea e os preparativos para o enxoval serviram como incentivo para seguir com o tratamento. Hoje com a filha de um ano e sete meses, ela comemora o fato de ter descoberto a doen\u00e7a na fase inicial, o que possibilitou maior chance de cura.<\/p>\n<p>Atualmente a enfermeira faz ultrassonografias regularmente e toma um bloqueador hormonal para diminuir os riscos de desenvolver novamente a doen\u00e7a. Por ter hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia, Tarciana realizava um exame de imagem a cada ano. A preven\u00e7\u00e3o foi fundamental para conseguir se tratar e manter a gravidez saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cMinha preocupa\u00e7\u00e3o maior sempre foi a crian\u00e7a e, gra\u00e7as a Deus, consegui ter minha filha com sa\u00fade. Precisei passar por cirurgia e fazer qu\u00edmio, mas sei que se tivesse demorado mais tempo para descobrir, o tratamento poderia ser mais dif\u00edcil\u201d, conta. Mesmo ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia, a enfermeira n\u00e3o abriu m\u00e3o de amamentar a filha durante os tr\u00eas primeiros meses de vida, o que se tornou mais um momento de realiza\u00e7\u00e3o durante a batalha contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u201cPassei por quatro sess\u00f5es de quimioterapia pouco antes de dar \u00e0 luz. Foi bem dif\u00edcil ver meu cabelo cair e tirar a mama. N\u00e3o contava a ningu\u00e9m o que estava passado. S\u00f3 as pessoas mais pr\u00f3ximas a mim que sabiam. Mesmo sendo dif\u00edcil eu n\u00e3o deixei de trabalhar nem de acreditar que poderia me curar e ver minha filha bem\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Estimativa do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) aponta que em 2017 dever\u00e3o surgir mais de 57 mil novos casos de c\u00e2ncer de mama no Brasil. A detec\u00e7\u00e3o precoce pode aumentar em at\u00e9 20% os \u00edndices de cura e permite um tratamento menos invasivo. \u201cO autoexame \u00e9 importante, mas a paciente tem que ter em mente que os exames de imagem v\u00e3o dar a possibilidade de detectar a doen\u00e7a ainda assintom\u00e1tica e les\u00f5es n\u00e3o-palp\u00e1veis. A mamografia consegue detectar as microcalcifica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o apresentam sinais cl\u00ednicos. Por isso, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que, a partir dos 40 anos, a mulher fa\u00e7a mamografia anualmente\u201d, alerta a radiologista Mirela \u00c1vila, respons\u00e1vel pelo setor de Imagem da Mama do Centro de Diagn\u00f3sticos Lucilo \u00c1vila J\u00fanior, no Recife.<\/p>\n<p>An\u00e1lise de risco<br \/>\nUma vez que uma les\u00e3o \u00e9 encontrada, \u00e9 preciso estud\u00e1-la para buscar um diagn\u00f3stico. Para analisar a mamografia, existe uma padroniza\u00e7\u00e3o mundial chamada BI-RADS, que considera as caracter\u00edsticas das les\u00f5es mam\u00e1rias e estima o risco de se tratarem ou n\u00e3o um c\u00e2ncer. BI-RADS 4 ou 5 s\u00e3o encaminhados para bi\u00f3psia. Ap\u00f3s decidir que um n\u00f3dulo precisa ser investigado, \u00e9 preciso retirar material da les\u00e3o. A forma mais simples \u00e9 a pun\u00e7\u00e3o com agulha fina (PAAF), mas o material retirado atrav\u00e9s dela nem sempre \u00e9 ideal para o diagn\u00f3stico conclusivo. A pun\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente usada em les\u00f5es simples, que parecem benignas ou sem suspeita de c\u00e2ncer, ou em cistos.<\/p>\n<p>O segundo tipo de bi\u00f3psia \u00e9 a Core Bi\u00f3psia, em que se usa uma agulha mais grossa que retira pequenos peda\u00e7os do n\u00f3dulo, anestesia local e uma pistola de bi\u00f3psia. \u00c9 bem tolerada pela paciente e o diagn\u00f3stico \u00e9 mais seguro e conclusivo.<\/p>\n<p>O terceiro tipo, ainda pouco dispon\u00edvel no Nordeste, \u00e9 chamado de bi\u00f3psia percut\u00e2nea por aspira\u00e7\u00e3o a v\u00e1cuo ou mamotomia. Nela, a coleta do material que ser\u00e1 analisado \u00e9 feita de modo similar ao procedimento da Core, mas sua agulha \u00e9 mais grossa e o processo \u00e9 feito por suc\u00e7\u00e3o, o que permite a retirada completa de n\u00f3dulos de at\u00e9 1,5 cm. Tem maior acur\u00e1cia de diagn\u00f3stico e ainda pode poupar a paciente de um procedimento cir\u00fargico. Se a les\u00e3o for benigna, a retirada \u00e9 o bastante. Apenas se houver resultado maligno se faz necess\u00e1ria cirurgia de retirada do tecido ao redor do tumor, por seguran\u00e7a. \u201cAt\u00e9 recentemente, t\u00ednhamos a mamotomia como apenas um tipo de bi\u00f3psia, mas estudos recentes passam a sugerir que a bi\u00f3psia a v\u00e1cuo pode ser vista tamb\u00e9m como forma de tratamento de retirada de les\u00e3o na mama\u201d, conta a radiologista.<\/p>\n<p>O Centro Diagn\u00f3stico Lucilo \u00c1vila J\u00fanior \u00e9 o \u00fanico do Nordeste que oferece esse tipo de bi\u00f3psia, j\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos, e chega a realizar em torno de 550 exames deste tipo por m\u00eas. \u201cEntre suas vantagens, est\u00e3o o custo muito menor que o de uma cirurgia e menos riscos para as pacientes\u201d, assegura Mirela \u00c1vila.<\/p>\n<p>N\u00fameros<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>57.960 novos casos de c\u00e2ncer de mama, aproximadamente, devem ser diagnosticados no Brasil neste ano, segundo o Inca<\/li>\n<li>28% de todos os diagn\u00f3sticos de c\u00e2ncer em mulheres brasileiras s\u00e3o de c\u00e2ncer de mama, que \u00e9 o tipo mais comum entre a popula\u00e7\u00e3o feminina no mundo<\/li>\n<li>4,1 milh\u00f5es de mamografias foram realizadas em 2016 atrav\u00e9s do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)<\/li>\n<li>2,55 milh\u00f5es de exames foram realizados por mulheres de 50 a 69 anos, que representam a faixa et\u00e1ria priorit\u00e1ria<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">SINTOMAS<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>N\u00f3dulo fixo e geralmente indolor<\/li>\n<li>Pele da mama com apar\u00eancia avermelhada ou retra\u00edda<\/li>\n<li>Altera\u00e7\u00f5es no mamilo<\/li>\n<li>N\u00f3dulos nas axilas ou no pesco\u00e7o<\/li>\n<li>Sa\u00edda de l\u00edquido anormal das mamas<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">PREVEN\u00c7\u00c3O<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e atividade f\u00edsica frequente podem reduzir em mais de 20% o risco de c\u00e2ncer de mama<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m colabora limitar o consumo de bebidas alco\u00f3licas<\/li>\n<li>A amamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 considerada um fator protetor.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">FATORES DE RISCO<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Obesidade<\/li>\n<li>Sedentarismo<\/li>\n<li>Tabagismo<\/li>\n<li>Consumo de bebidas alco\u00f3licas<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALERTAS<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Fazer apalpa\u00e7\u00e3o das mamas com frequ\u00eancia<\/li>\n<li>Mulheres a partir dos 40 anos devem fazer mamografia a cada ano<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a segunda gesta\u00e7\u00e3o, a enfermeira Tarciana Guerra, 44 anos, recebeu em uma rodada de exames preventivos o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama. 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