{"id":41841,"date":"2017-11-14T08:50:00","date_gmt":"2017-11-14T11:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=41841"},"modified":"2017-11-14T08:50:00","modified_gmt":"2017-11-14T11:50:00","slug":"hepatite-c-deve-fazer-parte-do-chek-up","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/hepatite-c-deve-fazer-parte-do-chek-up\/","title":{"rendered":"Hepatite C deve fazer parte do chek up"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Doen\u00e7a silenciosa, a hepatite C demora at\u00e9 tr\u00eas d\u00e9cadas para dar sinais. O desenvolvimento lento confunde muitos pacientes e retarda o diagn\u00f3stico, impedindo o tratamento adequado a tempo de evitar complica\u00e7\u00f5es como cirrose e c\u00e2ncer. Tipo de hepatite viral que mais mata no Brasil, respons\u00e1vel por 75% dos \u00f3bitos pela doen\u00e7a entre 2000 e 2015, a hepatite C pode ser descoberta com um simples exame de sangue. As sociedades brasileiras de Hepatologia e Infectologia, junto com a Abbvie e a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, iniciaram campanha para incorporar o exame de Anti-HCV \u00e0 rotina de checagem da sa\u00fade dos pacientes.<br \/>\nEstima-se que em todo o pa\u00eds existam cerca de 1,5 milh\u00e3o de pessoas convivendo com a doen\u00e7a sem saber. Em geral, s\u00e3o homens e mulheres com mais de 40 anos, que viveram uma \u00e9poca da medicina em que as seringas eram de vidro e reutiliz\u00e1veis. A hepatite C \u00e9 transmitida, sobretudo, pelo contato com o sangue contaminado, por vias sexuais e, em menos escala, de m\u00e3es para beb\u00eas, na chamada transmiss\u00e3o vertical. \u00c9 por isso que a maior parte dessa popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o diagnosticada, para os especialistas, est\u00e1 nos grandes centros urbanos. S\u00e3o pessoas que fizeram doa\u00e7\u00f5es de sangue, transfus\u00e3o, tomaram inje\u00e7\u00f5es, fizeram tatuagens, colocaram piercings ou usaram drogas injet\u00e1veis antes da d\u00e9cada de 1990. Entre 2000 e 2015, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 52% dos notificados desconheciam a fonte de contamina\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201c\u00c9 uma doen\u00e7a que n\u00e3o poupa idade, ra\u00e7a, quest\u00e3o financeira. \u00c9 preciso avan\u00e7ar para fazer o diagn\u00f3stico o mais precoce poss\u00edvel. Hoje, diferente de 40 anos atr\u00e1s, j\u00e1 temos tratamentos cuja taxa de cura \u00e9 de 95%. S\u00e3o drogas com reduzido efeito colateral em rela\u00e7\u00e3o ao passado. O gasto para tratar esses pacientes \u00e9 bem menor que o investimento, no futuro, para fazer um transplantes de f\u00edgado\u201d, alerta o presidente da sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), S\u00e9rgio Cimerman. At\u00e9 9% dos casos ocorrem em coinfec\u00e7\u00e3o com HIV.<br \/>\nEm Pernambuco, entre 2014 e 2017, foram notificados 604 casos de hepatite C. Em geral, das pessoas que se contaminam, 20% entram em um quadro agudo. Desse percentual, at\u00e9 85% entra na fase cr\u00f4nica depois de seis meses. A pr\u00f3xima fase \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o para uma fibrose, que ao longo de cerca de 10 anos evolui para uma cirrose. O \u00faltimo est\u00e1gio \u00e9 o c\u00e2ncer. Cerca de 25% dos casos de c\u00e2ncer de f\u00edgado s\u00e3o causados por hepatite. Quando o paciente chega nesse est\u00e1gio, h\u00e1 uma probabilidade de morte no primeiro ano ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de 33%.<br \/>\n\u201cA hepatite aguda \u00e9 uma doen\u00e7a pouco sintom\u00e1tica, n\u00e3o tem icter\u00edcia (colora\u00e7\u00e3o amarela de tecidos e secre\u00e7\u00f5es). Ela pode se passar como virose, com febre, dor de cabe\u00e7a, e depois evoluir. Ent\u00e3o, s\u00f3 se descobre em um exame de rotina, j\u00e1 tardiamente\u201d, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Edmundo Lopes.<br \/>\nA campanha que est\u00e1 sendo veiculada em m\u00eddia e tamb\u00e9m na internet visa alertar aos m\u00e9dicos para inserir o anti-HCV no rol de exames de rotina. Sem precisar tirar sangue adicional, com poucos mililitros, \u00e9 poss\u00edvel detectar a doen\u00e7a e come\u00e7ar a interven\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m s\u00e3o alvo da campanha os pr\u00f3prios pacientes, para que estejam alerta da necessidade de pedir ao m\u00e9dico para incluir o exame.<br \/>\nEntram no grupo priorit\u00e1rio ainda pessoas que costumam ingerir bebidas alco\u00f3licas, j\u00e1 que hepatite C pode ser agravada mais rapidamente nesses casos, e tamb\u00e9m diab\u00e9ticos. O v\u00edrus aumenta a resist\u00eancia \u00e0 insulina perif\u00e9rica, desencadeando a diabetes mais precocemente. A chance de um diab\u00e9tico ter hepatite C \u00e9 de cinco a seis vezes mais alta, afirmam os especialistas.<br \/>\n\u201cO exame aponta o resultado em 15 minutos. \u00c9 uma quest\u00e3o de conscientiza\u00e7\u00e3o, como acontece por exemplo com Aids e s\u00edfilis. J\u00e1 existe uma estrutura nos estados para fazer isso. E vai possibilitar que a m\u00e9dio e longo prazo acabemos com a hepatite C no Brasil\u201d, acrescentou Edmundo Lopes. Em todo o mundo, h\u00e1 uma esfor\u00e7o para cumprir o protocolo lan\u00e7ado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) de erradicar a doen\u00e7a at\u00e9 2030.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a silenciosa, a hepatite C demora at\u00e9 tr\u00eas d\u00e9cadas para dar sinais. 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