{"id":42146,"date":"2017-12-05T08:30:51","date_gmt":"2017-12-05T11:30:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=42146"},"modified":"2017-12-05T08:30:51","modified_gmt":"2017-12-05T11:30:51","slug":"quase-60-dos-brasileiros-sao-favoraveis-ao-aborto-em-caso-de-estupro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/quase-60-dos-brasileiros-sao-favoraveis-ao-aborto-em-caso-de-estupro\/","title":{"rendered":"Quase 60% dos brasileiros s\u00e3o favor\u00e1veis ao aborto em caso de estupro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">45% dos entrevistados conhecem uma mulher que realizou um aborto ou interrompeu a gravidez<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0Uma pesquisa lan\u00e7ada nesta segunda-feira (4) aponta em quais casos o brasileiro \u00e9 favor\u00e1vel ao aborto, ao ser confrontado com diferentes situa\u00e7\u00f5es concretas vivenciadas pelas mulheres. Entre os entrevistados, 81% dos participantes da consulta afirmaram que concordavam com a interrup\u00e7\u00e3o em, ao menos, um dessas situa\u00e7\u00f5es: em caso de uma gravidez n\u00e3o planejada; falta de condi\u00e7\u00f5es para criar; no caso de meninas com at\u00e9 14 anos; se o feto for diagnosticado com alguma doen\u00e7a grave ou incur\u00e1vel; se a mulher correr risco de vida ou caso ela tenha ficado gr\u00e1vida ap\u00f3s ser v\u00edtima de um estupro.<\/p>\n<p>Tendo em vista cada uma das situa\u00e7\u00f5es, o maior \u00edndice de apoio \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o se d\u00e1 quando a gravidez resulta de um estupro: 59% dos entrevistados se dizem \u201ctotalmente a favor\u201d. Se a mulher correr risco de morte na gesta\u00e7\u00e3o e\/ou no parto, o \u00edndice passa para 48%. O n\u00famero chega a 41% quando o feto for diagnosticado com alguma doen\u00e7a grave e incur\u00e1vel, como quando a mulher contrai zika durante a gesta\u00e7\u00e3o, comprometendo o desenvolvimento neurol\u00f3gico do beb\u00ea.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os percentuais de apoio diminuem nas situa\u00e7\u00f5es em que se trata de meninas com at\u00e9 14 anos gr\u00e1vidas (27%); se a fam\u00edlia n\u00e3o tiver condi\u00e7\u00f5es de criar (19%) e em caso de uma gravidez n\u00e3o planejada (11%). O maior \u00edndice de rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente neste \u00faltimo caso: 66% se dizem \u201ctotalmente contra\u201d o aborto quando a gravidez n\u00e3o \u00e9 planejada.<\/p>\n<p>Intitulada \u201cPercep\u00e7\u00f5es sobre o aborto no Brasil\u201d, a pesquisa foi realizada pelo Instituto Locomotiva e pela Ag\u00eancia Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, em 12 regi\u00f5es metropolitanas do Brasil, entre os dias 27 de outubro e 6 de novembro. Foram ouvidas 1.600 pessoas, entre homens e mulheres com 16 anos ou mais. O estudo indica que, quando as situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o explicitadas, a maior parte das pessoas se diz contra o aborto. Questionados sobre \u201co quanto \u00e9 a favor ou contra que as mulheres possam decidir por interromper a gravidez\u201d, 62% dos participantes se disseram contr\u00e1rios; 26%, a favor; 10%, nem contra, nem a favor; e 2% n\u00e3o sabiam ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n<p><strong>Contradi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nO estudo revela que, entre aqueles que se disseram contr\u00e1rios ao aborto de uma forma geral, 75% s\u00e3o favor\u00e1veis a que a mulher possa interromper a gravidez em ao menos uma das situa\u00e7\u00f5es listadas. A aparente contradi\u00e7\u00e3o \u00e9, na opini\u00e3o da diretora-executiva da Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, Jacira Melo, uma consequ\u00eancia da forma como o tema \u00e9 tratado no Brasil. \u201cQuando voc\u00ea coloca o aborto em determinadas situa\u00e7\u00f5es muito reais e concretas, voc\u00ea v\u00ea que as respostas caminham para o lado da racionalidade, da realidade. A popula\u00e7\u00e3o demonstra mais flexibilidade, um olhar mais atencioso para o problema, que \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta ainda uma rela\u00e7\u00e3o entre a opini\u00e3o sobre o aborto e a escolaridade do entrevistado. O n\u00famero de pessoas favor\u00e1veis \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez acompanha o crescimento do n\u00edvel de escolaridade. Entre as que t\u00eam o ensino superior completo, 35% disseram ser favor\u00e1veis ao aborto. J\u00e1 o grupo de pessoas que t\u00eam at\u00e9 o ensino fundamental completo \u00e9 o que registra maior \u00edndice de rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez: 67%.<\/p>\n<p><strong>Pessoas conhecidas<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nUm dado in\u00e9dito trazido pela pesquisa aponta que 45% dos entrevistados conhecem uma mulher que realizou um aborto ou interrompeu a gravidez. Em n\u00fameros absolutos, o percentual corresponde a 72 milh\u00f5es de brasileiros com mais de 16 anos. Do total, 25% afirmaram que a conhecida que interrompeu uma gravidez \u00e9 uma pessoa pr\u00f3xima e 16% afirmaram n\u00e3o ser \u201cuma mulher n\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3xima\u201d.<\/p>\n<p>Quando analisado o g\u00eanero dos entrevistados, a pesquisa conclui que mais mulheres do que homens afirmam conhecer algu\u00e9m que j\u00e1 realizou um aborto. S\u00e3o 52% no caso das mulheres e 34% no dos homens. \u201cN\u00f3s estamos falando exatamente dessa quest\u00e3o: ao p\u00e9 do ouvido, as pessoas est\u00e3o falando do tema do aborto, sobretudo as mulheres\u201d, alerta Jacira. Para a diretora da Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, \u201cse esse tema fosse mais debatido, menos interdito na sociedade, n\u00f3s ter\u00edamos outra posi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Criminaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nA pesquisa tamb\u00e9m investigou a percep\u00e7\u00e3o das pessoas sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do aborto. Questionados se \u201cuma mulher que interrompe a gravidez intencionalmente deveria ir para a cadeia\u201d, 50% concordam e 38% discordam. Por\u00e9m, quando se trata de algu\u00e9m pr\u00f3ximo como uma amiga que tenha feito aborto, 47% das pessoas n\u00e3o fariam nada e somente 7% chamariam a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>A abordagem policial da quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 considerada a mais apropriada, na opini\u00e3o da maior parte dos brasileiros. Cerca de 8 em cada 10 entrevistados afirmam que a discuss\u00e3o sobre aborto no Brasil \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica ou de direitos, enquanto apenas 1 em cada 10 acreditam que seria um &#8220;assunto de pol\u00edcia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>PEC 181<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nAtualmente em discuss\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 181\/2015, que tratava inicialmente da amplia\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade para m\u00e3es com beb\u00eas prematuros, inclui dispositivos que podem abrir a possibilidade de proibir todas as formas de aborto no pa\u00eds, inclusive nos casos considerados legais atualmente, como o aborto. Inicialmente, o texto tratava somente da amplia\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade para m\u00e3es com beb\u00eas prematuros<\/p>\n<p>No Brasil, o aborto \u00e9 legalmente permitido em tr\u00eas casos: quando n\u00e3o h\u00e1 meio de salvar a vida da m\u00e3e, quando a gravidez resulta de estupro e quando o feto \u00e9 anenc\u00e9falo. De acordo com a Pesquisa Nacional do Aborto 2016, feita por pesquisadoras da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), apenas em 2015, 500 mil mulheres realizaram um aborto ilegal. O n\u00famero pode ser maior, j\u00e1 que muitas pessoas praticam o aborto sozinhas e n\u00e3o comunicam o fato.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>45% dos entrevistados conhecem uma mulher que realizou um aborto ou interrompeu a gravidez \u00a0Uma pesquisa lan\u00e7ada nesta segunda-feira (4) aponta em quais casos o brasileiro \u00e9 favor\u00e1vel ao aborto, ao ser confrontado com diferentes situa\u00e7\u00f5es concretas vivenciadas pelas mulheres. 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