{"id":42333,"date":"2017-12-13T08:51:46","date_gmt":"2017-12-13T11:51:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=42333"},"modified":"2017-12-13T08:51:46","modified_gmt":"2017-12-13T11:51:46","slug":"cfm-atualiza-resolucao-com-criterios-de-diagnostico-da-morte-encefalica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/cfm-atualiza-resolucao-com-criterios-de-diagnostico-da-morte-encefalica\/","title":{"rendered":"CFM ATUALIZA RESOLU\u00c7\u00c3O COM CRIT\u00c9RIOS DE DIAGN\u00d3STICO DA MORTE ENCEF\u00c1LICA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta ter\u00e7a-feira (12) a atualiza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios para a defini\u00e7\u00e3o de morte encef\u00e1lica, que agora poder\u00e1 ser diagnosticada por mais especialistas, al\u00e9m do neurologista. A Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.173\/17 substitui a de n\u00ba 1.480\/97 e atende o que determina a lei n\u00ba 9.434\/97 e o decreto presidencial n\u00ba 9.175\/17, que regulamentam o transplante de \u00f3rg\u00e3os no Brasil. \u201cNesses 20 anos de vig\u00eancia da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.480\/97, mais de 100 mil diagn\u00f3sticos de morte encef\u00e1lica foram realizados no Brasil, sem que ocorresse qualquer contesta\u00e7\u00e3o. No entanto, as transforma\u00e7\u00f5es sociais e a evolu\u00e7\u00e3o da medicina levaram o CFM a atualizar os crit\u00e9rios\u201d, explicou o relator da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.137\/17, neurologista Hideraldo Cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a lei n\u00ba 9.434\/97, a retirada de tecidos, \u00f3rg\u00e3os ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento dever\u00e1 ser precedida de diagn\u00f3stico de morte encef\u00e1lica, constatada por dois m\u00e9dicos n\u00e3o participantes das equipes de remo\u00e7\u00e3o e de transplante, mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios cl\u00ednicos e tecnol\u00f3gicos definidos por resolu\u00e7\u00e3o do CFM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.173\/17 estabelece que os procedimentos para a determina\u00e7\u00e3o da morte encef\u00e1lica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma n\u00e3o perceptivo, aus\u00eancia de reatividade supraespinhal e apneia persistente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quadro cl\u00ednico do paciente tamb\u00e9m deve apresentar todos os seguintes pr\u00e9-requisitos: presen\u00e7a de les\u00e3o encef\u00e1lica de causa conhecida e irrevers\u00edvel; aus\u00eancia de fatores trat\u00e1veis que confundiriam o diagn\u00f3stico; tratamento e observa\u00e7\u00e3o no hospital pelo per\u00edodo m\u00ednimo de seis horas; temperatura corporal superior a 35\u00ba graus; e satura\u00e7\u00e3o arterial de acordo com crit\u00e9rios estabelecidos pela Resolu\u00e7\u00e3o. No caso de crian\u00e7as, os par\u00e2metros s\u00e3o um pouco diferentes, com um per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO paciente com morte encef\u00e1lica \u00e9 um desafio ao corpo cl\u00ednico do hospital. A equipe multidisciplinar deve ter uma boa compreens\u00e3o sobre os eventos fisiopatol\u00f3gicos que surgem ap\u00f3s a les\u00e3o cerebral grave, levando o paciente ao coma n\u00e3o reativo e com aus\u00eancia dos reflexos do tronco cerebral. Surgem dist\u00farbios end\u00f3crinos, pulmonares e cardiovasculares que podem comprometer a perfus\u00e3o e boa oxigena\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os como, por exemplo, intestinos, p\u00e2ncreas e rins, os quais, se n\u00e3o forem corrigidas de imediato, comprometem a fun\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o que eventualmente possa ser doado\u201d, explica Hideraldo Cabe\u00e7a. Pesquisa realizada com 320 pacientes com morte encef\u00e1lica, mostrou que 88% tiveram parada card\u00edaca em at\u00e9 24 horas ap\u00f3s o diagn\u00f3stico e 100% em at\u00e9 cinco dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paciente deve ser submetido a exames cl\u00ednicos e complementares<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do exame cl\u00ednico, que deve ser realizado por dois m\u00e9dicos diferentes, com um intervalo m\u00ednimo de uma hora entre o primeiro e o segundo, o paciente deve ser submetido a um teste de apneia e a exames complementares. \u201c\u00c9 obrigat\u00f3ria a realiza\u00e7\u00e3o desses exames para que seja demonstrada, de forma inequ\u00edvoca, a aus\u00eancia de perfus\u00e3o sangu\u00ednea ou de atividade el\u00e9trica ou metab\u00f3lica encef\u00e1lica e, tamb\u00e9m, para que se tenha uma confirma\u00e7\u00e3o documental da situa\u00e7\u00e3o\u201d, explica Hideraldo Cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses exames podem ser a angiografia cerebral, o eletroencefalograma, o doppler transcraniano e a cintilografia. O laudo deve ser assinado por profissional com comprovada experi\u00eancia e capacita\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o desse tipo de exame.<br \/>\nO paciente tamb\u00e9m deve ser submetido a um teste de apneia, que estimula o centro respirat\u00f3rio de forma m\u00e1xima. \u00c9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um \u00fanico teste. Segundo Hideraldo Cabe\u00e7a, v\u00e1rios estudos demonstraram que a realiza\u00e7\u00e3o de dois testes n\u00e3o aumenta a especificidade ou a seguran\u00e7a do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.172\/17 ressalta que os crit\u00e9rios brasileiros s\u00e3o conservadores e mais seguros do que o de outros pa\u00edses. \u201cNa Alemanha, a morte encef\u00e1lica \u00e9 diagnosticada por apenas um m\u00e9dico e um exame complementar. E nos Estados Unidos o exame complementar \u00e9 opcional\u201d, conta. Pesquisas realizada no come\u00e7o dos anos 2000, em 80 pa\u00edses, e publicada no New England Journal, em 2002, constatou que a participa\u00e7\u00e3o dos dois m\u00e9dicos era exigida em 34% deles e em 59% era necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o do teste de apneia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro levantamento, realizado em 2015, incluindo 91 pa\u00edses, constatou que em 70% deles existia uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para determina\u00e7\u00e3o da morte encef\u00e1lica, sendo que em 60% havia a exig\u00eancia de um m\u00e9dico com treinamento em neurologia, neurocirurgia ou terapia intensiva para realizar a determina\u00e7\u00e3o da morte encef\u00e1lica. Em 56% dos pa\u00edses havia um crit\u00e9rio espec\u00edfico para crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Cremepe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta ter\u00e7a-feira (12) a atualiza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios para a defini\u00e7\u00e3o de morte encef\u00e1lica, que agora poder\u00e1 ser diagnosticada por mais especialistas, al\u00e9m do neurologista. 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