{"id":43203,"date":"2018-01-16T09:16:42","date_gmt":"2018-01-16T12:16:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43203"},"modified":"2018-01-16T09:16:42","modified_gmt":"2018-01-16T12:16:42","slug":"estudo-em-5-cidades-brasileiras-aponta-eficacia-maxima-em-remedio-contra-o-hiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-em-5-cidades-brasileiras-aponta-eficacia-maxima-em-remedio-contra-o-hiv\/","title":{"rendered":"Estudo em 5 cidades brasileiras aponta efic\u00e1cia m\u00e1xima em rem\u00e9dio contra o HIV"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Estudo acompanhou 526 volunt\u00e1rios que passaram a utilizar o medicamento para preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudo in\u00e9dito realizado em cinco cidades mostra que o uso de antirretrovirais para prevenir o HIV foi eficaz em 100% dos casos. O trabalho acompanhou 526 volunt\u00e1rios que passaram a usar o medicamento como estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo avaliado, nenhuma das pessoas que usavam o medicamento contraiu o HIV. &#8220;Tr\u00eas infec\u00e7\u00f5es foram identificadas, mas entre pessoas que esperavam para iniciar o uso da Prep (terapia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o)&#8221;, disse o coordenador do trabalho, o pesquisador Alexandre Grangeiro, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Para ele, o resultado confirma a import\u00e2ncia da estrat\u00e9gia e refor\u00e7a a necessidade de implementa\u00e7\u00e3o no Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batizado de &#8220;Combina!&#8221;, o estudo financiado pelo Departamento de DST\/Aids do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, CNPQ e Unesco trouxe uma surpresa relacionada \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios. A maior parte disse estar em busca de qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o trabalho tamb\u00e9m revela os desafios que ser\u00e3o enfrentados para garantir a efic\u00e1cia da estrat\u00e9gia. A come\u00e7ar pelo acesso. A Prep \u00e9 indicada para pessoas de maior vulnerabilidade para a infec\u00e7\u00e3o, como transexuais, profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens e casais em que um dos parceiros \u00e9 soropositivo e outro n\u00e3o. Os centros que participaram do estudo seguiram essa orienta\u00e7\u00e3o. No entanto, a maior parte dos volunt\u00e1rios era composta de homens que fazem sexo com homens (93,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa diferen\u00e7a no acesso, avalia Grangeiro, precisa ser corrigida. &#8220;Se todos os grupos vulner\u00e1veis n\u00e3o forem atingidos, a Prep perde parte importante do impacto.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho trouxe \u00e0 tona ainda a resist\u00eancia de parte dos profissionais. &#8220;Quase 40% afirmaram que a Prep n\u00e3o era totalmente segura e 43% dizem que preservativos s\u00e3o mais eficazes&#8221;, destacou o pesquisador. Essas respostas foram dadas mesmo depois de profissionais passarem por treinamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, a oferta da Prep vai provocar nos servi\u00e7os um aumento da demanda. &#8220;O ideal \u00e9 ajustar o atendimento, estabelecendo atribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para cada profissional e, sobretudo, reduzindo o tempo de espera das pessoas.&#8221; Como se trata de uma estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita por um longo per\u00edodo de tempo, as pessoas n\u00e3o t\u00eam como, a cada tr\u00eas meses, perder horas no servi\u00e7o. &#8220;Da\u00ed a import\u00e2ncia de oferecer hor\u00e1rios alternativos: pr\u00f3ximo do almo\u00e7o, aos s\u00e1bados, \u00e0 noite.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Tranquilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nH\u00e1 mais de um ano usando a Prep, o produtor cultural Leonardo Zufo diz ter enfrentado algumas vezes problemas na assist\u00eancia. &#8220;Em um determinado momento houve redu\u00e7\u00e3o do medicamento, o que me levou a voltar mais vezes para o centro.&#8221; Apesar das dificuldades eventuais no atendimento, Zufo assegura que sua qualidade de vida melhorou com a Prep. &#8220;Hoje estou mais tranquilo. Eu me sinto protegido.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem namorado fixo, ele conta que com a terapia j\u00e1 n\u00e3o usa preservativos em todas as rela\u00e7\u00f5es. &#8220;Deixo para os parceiros que n\u00e3o conhe\u00e7o muito bem. Afinal, o medicamento n\u00e3o protege contra outras DSTs.&#8221; At\u00e9 o momento, ele diz n\u00e3o ter sentido nenhum efeito colateral e n\u00e3o ter problemas para tomar o rem\u00e9dio todos os dias. &#8220;Tem de ser pela manh\u00e3. \u00c9 como um suplemento. Se incorporado na rotina, a gente n\u00e3o esquece.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de usar a Prep, Zufo j\u00e1 havia recorrido duas vezes aos antirretrovirais para prevenir o HIV. Mas, naquelas ocasi\u00f5es, o uso dos rem\u00e9dios foi feito depois de uma situa\u00e7\u00e3o de risco, a chamada terapia p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o. Nessas duas ocasi\u00f5es, ele tomou diariamente, por um per\u00edodo de 28 dias, antirretrovirais. &#8220;N\u00e3o foi muito bom. Tive efeitos colaterais, mas a preven\u00e7\u00e3o funcionou.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zufo diz que desde o in\u00edcio de sua vida sexual tomou precau\u00e7\u00f5es para evitar o HIV. Nos primeiros anos, foi fiel ao preservativo. &#8220;Era muito regrado. O medo da aids era grande.&#8221; As coisas foram mudando depois de um relacionamento fixo. &#8220;Aos poucos, fui abandonando o uso.&#8221; Quando o namoro acabou, ele retomou o preservativo, mas j\u00e1 n\u00e3o de forma t\u00e3o regrada. &#8220;Mas me preocupo, da\u00ed ter recorrido \u00e0 Pep (profilaxia p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o ao HIV) e, agora, \u00e0 Prep&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zufo afirma n\u00e3o ter planos de usar para sempre antirretrovirais. &#8220;Estou no programa Combina! Quando acabar, vou tentar obter o medicamento no SUS.&#8221; Mesmo se conseguir, completa, pretende deixar a estrat\u00e9gia no futuro. &#8220;Se tiver um namorado fixo, talvez n\u00e3o seja necess\u00e1rio. O que quero \u00e9, qualquer que seja o m\u00e9todo, garantir a minha seguran\u00e7a e do meu parceiro.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estrat\u00e9gia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAs entrevistas feitas durante a pesquisa deixam claro que, quando informados, profissionais do sexo t\u00eam interesse em usar essa estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o. O pesquisador Alexandre Grangeiro diz ser essencial a cria\u00e7\u00e3o de alternativas para o atendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Profissionais do sexo tinham um risco quase quatro vezes maior de interromper a terapia anteriormente&#8221;, observou. Para tentar reverter essa tend\u00eancia, foi testado o atendimento aos s\u00e1bados. Com a mudan\u00e7a, a ades\u00e3o ao tratamento aumentou de forma expressiva. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo acompanhou 526 volunt\u00e1rios que passaram a utilizar o medicamento para preven\u00e7\u00e3o Estudo in\u00e9dito realizado em cinco cidades mostra que o uso de antirretrovirais para prevenir o HIV foi eficaz em 100% dos casos. O trabalho acompanhou 526 volunt\u00e1rios que passaram a usar o medicamento como estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o. 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