{"id":43230,"date":"2018-01-17T10:19:09","date_gmt":"2018-01-17T13:19:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43230"},"modified":"2018-01-17T10:20:16","modified_gmt":"2018-01-17T13:20:16","slug":"governo-de-minas-gerais-confirma-11-mortes-por-febre-amarela-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/governo-de-minas-gerais-confirma-11-mortes-por-febre-amarela-no-estado\/","title":{"rendered":"Governo de Minas Gerais confirma 11 mortes por febre amarela no Estado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Informa\u00e7\u00f5es sobre vacina\u00e7\u00e3o continuam desatualizadas e levam a desentendimento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento em que a febre amarela volta a assombrar Minas Gerais, o poder p\u00fablico bate cabe\u00e7a. Seis meses depois de finalizado o maior surto da hist\u00f3ria, dados sobre a cobertura vacinal ainda est\u00e3o desatualizados. Informativo divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES) atribui a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a este ano \u00e0 falta de vacina\u00e7\u00e3o. E aponta seis cidades da Zona da Mata, Sul, Noroeste e Centro-Oeste do estado como tendo as menores taxas de imuniza\u00e7\u00e3o do estado, com cobertura inferior a 40%. Os munic\u00edpios se surpreenderam com os n\u00fameros e relataram \u00edndices bem superiores, alguns deles chegando a 100%. A doen\u00e7a tem apresentado letalidade alta no estado: desde dezembro, dos 12 pacientes com diagn\u00f3stico positivo, 11 morreram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cobertura vacinal m\u00e9dia do estado atualmente \u00e9 de 81%, o que significa 3,6 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o imunizadas. A corrida agora \u00e9 para alcan\u00e7ar a meta, de 95%. Das 28 regionais de sa\u00fade, 12 t\u00eam cobertura vacinal inferior a 80%. A maioria est\u00e1 localizada pr\u00f3ximo a S\u00e3o Paulo (veja mapa), que tamb\u00e9m vive um surto este ano. De acordo com a SES, aquelas com menor taxa s\u00e3o Pouso Alegre, no Sul de Minas (66,6%); S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rei, no Campo das Vertentes (69,1%); e Ponte Nova, no Leste do estado (71%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 342 munic\u00edpios mineiros que n\u00e3o atingiram a meta vacinal. Nas contas da secretaria, entre os mais cr\u00edticos, estariam Bias Fortes (34,5%) e Santana do Manhua\u00e7u (38,6%), na Zona da Mata; Pocrane (37,3%), no Vale do Rio Doce; Aiuruoca (35,8%), no Sul; Santana do Jacar\u00e9 (36,8%), no Centro-Oeste; e Formoso (39,9%), no Noroeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionada sobre as incoer\u00eancias, a SES respondeu, por meio de nota, que a responsabilidade da atualiza\u00e7\u00e3o dos dados \u00e9 dos munic\u00edpios. Mas, o \u00fanico lugar que admite que isso ocorreu foi Bias Fortes, onde, por erro de uma funcion\u00e1ria, os dados n\u00e3o foram atualizados no sistema. Na cidade, a cobertura \u00e9 de 98%, segundo o prefeito Fabr\u00edcio Almeida (PP). &#8220;Esse erro n\u00e3o devia ter ocorrido, ainda mais no meio de um surto. Eu soube disso na semana passada e chamei a funcion\u00e1ria, que estava de f\u00e9rias, para fazer a atualiza\u00e7\u00e3o&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Santana do Jacar\u00e9, o vice-prefeito Bas\u00edlio do Souto Teixeira informou que a cidade tem pelo menos 75% da popula\u00e7\u00e3o vacinada. &#8220;Estamos fazendo levantamento e vacinando de casa em casa e, se a pessoa tem d\u00favidas ou perdeu o cart\u00e3o, a dose j\u00e1 \u00e9 aplicada ali mesmo&#8221;, disse. Em Pocrane, o secret\u00e1rio Municipal de Sa\u00fade, Dante Flor\u00eancio, acredita que tenha havido algum problema na migra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o entre os sistemas, j\u00e1 que a cidade conseguiu vacinar 100% da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Passamos um aperto danado no surto do ano passado. Tivemos uma morte por febre amarela e os moradores ficaram muito assustados. Mobilizamos muitas equipes, at\u00e9 de outras secretarias, para ajudar. E ainda vacinamos pessoas de cidades vizinhas&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Aiuruoca, a cobertura tamb\u00e9m ultrapassa e muito a taxa de 35,9% anunciada pela SES, chegando a mais de 90%, de acordo com o secret\u00e1rio Municipal de Sa\u00fade, F\u00e1bio Nable. &#8220;Est\u00e1 errado, j\u00e1 avisamos e n\u00e3o corrigiram. N\u00e3o temos caso algum de febre amarela, dengue, chikungunya, nada. Nem macaco morto. Somos refer\u00eancia em termos de sa\u00fade na regi\u00e3o. Por sermos uma cidade tur\u00edstica, vacinamos, inclusive, gente de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro&#8221;, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Formoso, a secret\u00e1ria Municipal de Sa\u00fade, Gl\u00e1ucia Hil\u00e1rio, tamb\u00e9m se surpreendeu com a taxa de 39,9%. &#8220;Ano passado, fizemos um bloqueio geral na cidade e todo mundo foi vacinado. A maioria dos moradores tomaram duas doses, pois ainda n\u00e3o tinham sido definidos os novos par\u00e2metros, de que apenas uma \u00e9 suficiente&#8221;, disse. A reportagem ligou para a prefeitura de Santana do Manhua\u00e7u, mas n\u00e3o conseguiu falar com ningu\u00e9m. A SES informou que os dados foram encaminhados pela \u00e1rea t\u00e9cnica e fazem parte do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de imuniza\u00e7\u00e3o (Sipni), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Segundo a pasta, a base de dados \u00e9 atualizada pelos pr\u00f3prios munic\u00edpios e as diverg\u00eancias podem estar ocorrendo porque eles n\u00e3o atualizaram o sistema ou porque est\u00e3o usando outra base de dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>BH investiga tr\u00eas casos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A febre amarela pode ter feito muito mais v\u00edtimas em Minas Gerais. Est\u00e3o sendo investigados 34 casos suspeitos, sendo oito mortes, de acordo com o boletim divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES). Vale lembrar que os sintomas da doen\u00e7a s\u00e3o similares aos de outras febres hemorr\u00e1gicas. Em Belo Horizonte h\u00e1 tr\u00eas notifica\u00e7\u00f5es em investiga\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo 2017\/2018, que teve in\u00edcio em julho, 12 pessoas receberam diagn\u00f3stico positivo para a doen\u00e7a do tipo silvestre. Desses, 11 pacientes n\u00e3o resistiram aos sintomas e morreram. Casos notificados em Belo Horizonte est\u00e3o sendo analisados para esclarecer se o cont\u00e1gio ocorreu na capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo caso confirmado pela doen\u00e7a, por meio de exames laboratoriais liberados pela Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed), foi em Goian\u00e1, na Zona da Mata mineira. No balan\u00e7o divulgado pela pasta na quinta-feira da semana passada, havia 11 casos confirmados e nove mortes. Na contagem de ontem, est\u00e1 o caso de um morador de Nova Lima, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, na capital, e morreu na quinta. O hospital, ali\u00e1s, chegou a divulgar em seu site nota por meio da qual afirmava ter 14 pacientes internados com suspeita da doen\u00e7a. A informa\u00e7\u00e3o foi retirada do ar logo depois, por orienta\u00e7\u00e3o da SES, que vai centralizar os dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nova Lima continua como a cidade com o maior n\u00famero de mortes confirmadas por febre amarela nesse per\u00edodo: quatro. Est\u00e3o sendo investigados tamb\u00e9m mais dois casos de pacientes ainda internados ou que j\u00e1 se curaram e uma morte. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de notifica\u00e7\u00f5es, Mariana, na Regi\u00e3o Central de Minas, lidera. A cidade j\u00e1 tem duas mortes confirmadas em decorr\u00eancia da febre amarela. Cinco pacientes internados em hospitais com sintomas e dois \u00f3bitos ainda est\u00e3o sem diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram confirmadas ainda mortes pela doen\u00e7a em Brumadinho, na Grande BH, Carmo da Mata, na Regi\u00e3o Centro-Oeste de Minas, Barra Longa, e Mar de Espanha, na Zona da Mata. A SES confirmou que tr\u00eas notifica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a foram registradas na capital mineira. Segundo a pasta, tr\u00eas pessoas est\u00e3o internadas em unidades hospitalares da cidade ou j\u00e1 se curaram dos sintomas. Dentro da investiga\u00e7\u00e3o para confirmar ou n\u00e3o a febre amarela, ser\u00e1 analisado o local de cont\u00e1gio, para saber se foi em BH ou em outro munic\u00edpio, o que configura um caso importado. A capital n\u00e3o registrou nenhum caso da doen\u00e7a neste per\u00edodo (2017\/2018) nem no passado (2016\/2017).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MACACO O alerta foi ligado na Regi\u00e3o Oeste da capital mineira nesta segunda-feira depois que moradores encontraram um macaco morto na divisa entre os bairros Estoril e Buritis. O animal foi recolhido por uma equipe de zoonoses da Prefeitura de Belo Horizonte e encaminhado para an\u00e1lises que indicar\u00e3o se o primata morreu em decorr\u00eancia da febre amarela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Regional Oeste, somente exames poder\u00e3o apontar as causas da morte. &#8220;O primata, que ainda n\u00e3o teve as causas da morte esclarecidas, foi levado para o laborat\u00f3rio do Centro de Zoonoses e passar\u00e1 por exames que possam apontar os motivos do \u00f3bito&#8221;, esclareceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Secretaria Municipal de Sa\u00fade (SMSA) ser\u00e3o intensificadas as a\u00e7\u00f5es de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti em um raio de 200 metros do local onde o primata foi encontrado morto. &#8220;Tamb\u00e9m ser\u00e1 verificada a situa\u00e7\u00e3o vacinal da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, para que aqueles que ainda n\u00e3o se vacinaram sejam orientados a procurar o Centro de Sa\u00fade para receber a dose da vacina contra a doen\u00e7a&#8221;, completou a pasta por meio de nota. (Jo\u00e3o Henrique do Vale)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minas tem 4,4 notifica\u00e7\u00f5es de chikungunya por dia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio o aumento de casos de febre amarela em Minas Gerais, outra doen\u00e7a segue preocupando: a febre chikungunya. As notifica\u00e7\u00f5es da enfermidade, que \u00e9 transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, se multiplicam a cada semana. Somente nos primeiros 15 dias de janeiro j\u00e1 s\u00e3o 67 casos prov\u00e1veis da mol\u00e9stia, uma m\u00e9dia de 4,4 por dia. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma morte sendo investigada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados da Secretaria de Estado de Sa\u00fade (SES) divulgados ontem mostram o avan\u00e7o da doen\u00e7a. No \u00faltimo levantamento apresentado pela pasta, em 8 de janeiro, eram 9 notifica\u00e7\u00f5es registradas. Em sete dias, o aumento foi de 58 casos prov\u00e1veis. Mesmo com a alta, segundo a SES, nas \u00faltimas quatro semanas 39 cidades mineiras apresentaram baixa ou m\u00e9dia incid\u00eancia de casos prov\u00e1veis de chikungunya. A doen\u00e7a n\u00e3o foi computada em 814 munic\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2017, Minas Gerais viveu seu pior ano de infec\u00e7\u00e3o da febre chikungunya. Foram registrados 16.789 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a e as primeiras mortes da hist\u00f3ria da enfermidade no estado, 13 no total. Dez ocorreram em Governador Valadares, uma em Central de Minas, ambas na Regi\u00e3o do Rio Doce, uma em Ipatinga, no Vale do A\u00e7o, e outra em Te\u00f3filo Otoni, no Vale do Mucuri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Historicamente, a maioria dos casos prov\u00e1veis de chikungunya s\u00e3o registrados nos primeiros meses do ano, entre janeiro a abril. Por causa disso, a aten\u00e7\u00e3o tem que ser maior no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti. Esse per\u00edodo coincide com o de prolifera\u00e7\u00e3o do inseto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chikungunya \u00e9 uma doen\u00e7a viral causada pelo v\u00edrus CHIKV, da fam\u00edlia Togaviridae, e pode ser disseminada, como ocorre no Brasil, pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, tamb\u00e9m transmissores da dengue, da zika e da febre amarela. Na fase aguda, os sintomas se manifestam entre dois e 12 dias. Os principais s\u00e3o febre alta, acima de 39 graus, de in\u00edcio repentino, dor muscular, erup\u00e7\u00f5es na pele, conjuntivite e dor nas articula\u00e7\u00f5es, que podem se manter por um longo per\u00edodo. A orienta\u00e7\u00e3o das autoridades de sa\u00fade para quem apresentar manifesta\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a virose \u00e9 procurar a unidade b\u00e1sica de sa\u00fade mais pr\u00f3xima e n\u00e3o usar medicamentos sem indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dengue Nos primeiros 15 dias deste ano j\u00e1 foram registrados 476 notifica\u00e7\u00f5es de dengue. No ano passado, foram 29.107 casos prov\u00e1veis da doen\u00e7a, sendo 15 mortes confirmadas em decorr\u00eancia da mol\u00e9stia. Os \u00f3bitos eram de residentes de Araguari, Arinos, Bocai\u00fava, Capim Branco, Curvelo, Ibirit\u00e9, Leopoldina, Medina, Monsenhor Paulo, Patos de Minas, Pedro Leopoldo, Ribeir\u00e3o das Neves, S\u00e3o Jos\u00e9 do Divino, Uberaba e Uberl\u00e2ndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informa\u00e7\u00f5es sobre vacina\u00e7\u00e3o continuam desatualizadas e levam a desentendimento No momento em que a febre amarela volta a assombrar Minas Gerais, o poder p\u00fablico bate cabe\u00e7a. Seis meses depois de finalizado o maior surto da hist\u00f3ria, dados sobre a cobertura vacinal ainda est\u00e3o desatualizados. 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