{"id":43590,"date":"2018-01-24T09:17:54","date_gmt":"2018-01-24T12:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43590"},"modified":"2018-01-24T09:17:54","modified_gmt":"2018-01-24T12:17:54","slug":"chikungunya-foi-a-doenca-transmitida-pelo-aedes-que-mais-matou-em-2017-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/chikungunya-foi-a-doenca-transmitida-pelo-aedes-que-mais-matou-em-2017-no-pais\/","title":{"rendered":"Chikungunya foi a doen\u00e7a transmitida pelo Aedes que mais matou em 2017 no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Foram 173 \u00f3bitos por chikungunya, 141 por dengue e 2 por zika. N\u00fameros n\u00e3o contabilizam abortos ou natimortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de n\u00e3o ocupar o notici\u00e1rio com tanta frequ\u00eancia quanto seus v\u00edrus \u201cprimos\u201d, o chikungunya matou 173 pessoas em 2017, mais que dengue (141) e muito mais que zika (2), levando-se em conta que os dados n\u00e3o contabilizam beb\u00eas natimortos ou abortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs dados s\u00e3o do \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico divulgado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e se referem ao per\u00edodo entre janeiro e dezembro de 2017 (mais precisamente, at\u00e9 a 52\u00aa semana epidemiol\u00f3gica, que foi at\u00e9 o dia 30\/12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAinda que o n\u00famero mude &#8212; eles dizem respeito aos \u00f3bitos confirmados e h\u00e1 outros em investiga\u00e7\u00e3o &#8212; os dados chamam a aten\u00e7\u00e3o para um crescimento de mortes entre as v\u00edtimas do chikungunya, ainda mais quando se consideram anos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm 2015, por exemplo, foram confirmadas 14 mortes &#8212; com um salto de mais de 1000% para 2016, quando foram registradas 159 mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201cA principal quest\u00e3o \u00e9 a falta de testes que permitam o diagn\u00f3stico precoce, e, com isso, o tratamento mais adequado\u201d, diz Expedito Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Fiocruz possui um teste &#8220;tr\u00edplice&#8221;, que detecta dengue, zika e chikungunya, mas ele ainda n\u00e3o est\u00e1 amplamente dispon\u00edvel, diz o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO professor explica que pacientes que t\u00eam outras doen\u00e7as, como card\u00edacos, por exemplo, est\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o grave do v\u00edrus e, por isso, poderiam receber atendimento adequado, com menor chance de morte, se houvesse um diagn\u00f3stico mais espec\u00edfico com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;O n\u00famero de \u00f3bitos est\u00e1 relacionado \u00e0 qualidade da assist\u00eancia e o cuidado apropriado, que reduzem a letalidade&#8221;, explica Luna.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<strong>Sobre o chikungunya<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Transmitido pelo Aedes, o v\u00edrus chikungunya foi observado pela primeira vez no Brasil em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\nPacientes apresentam febre alta e dores de cabe\u00e7a, mas o sintoma diferencial s\u00e3o as fortes dores articulares que impedem a realiza\u00e7\u00e3o de atividades di\u00e1rias<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\nChikungunya significa &#8220;aqueles que se dobram&#8221; pela apar\u00eancia curvada dos primeiros atendidos em surto na Tanz\u00e2nia em 1952.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00famero de casos e letalidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nApesar de ter maior n\u00famero de \u00f3bitos, o n\u00famero de casos de chikungunya \u00e9 menor que a dengue&#8211; e isso significa que a doen\u00e7a tem maior letalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm sa\u00fade p\u00fablica, a letalidade \u00e9 um indicador usado para medir a gravidade de uma doen\u00e7a &#8212; e \u00e9 calculado pela propor\u00e7\u00e3o do n\u00famero de \u00f3bitos em rela\u00e7\u00e3o a quantidade de infectados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm 2017, a dengue teve 252.054 casos provav\u00e9is, contra 185.737 casos de chikungunya. Isso d\u00e1 um indicativo de que chikungunya teve maior letalidade, embora n\u00e3o seja poss\u00edvel, com esses n\u00fameros, calcular a taxa de letalidade com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso ocorre, segundo Luna, porque nem todos os casos de infec\u00e7\u00e3o s\u00e3o confirmados laboratorialmente, o que \u00e9 diferente dos \u00f3bitos. &#8220;Em casos mais graves, os munic\u00edpios t\u00eam uma tend\u00eancia de pedir uma confirma\u00e7\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUm outro ponto \u00e9 que mesmo os casos classificados como confirmados no boletim epidemiol\u00f3gico n\u00e3o passaram necessariamente por teste laboratorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Nas cidades que apresentavam 300 casos confirmados por 100 mil habitantes, o Minist\u00e9rio passou a determinar que todos os outros casos suspeitos sejam considerados automaticamente como confirmados&#8221;, explica Luna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Isso foi adotado na dengue e passou a ser estendido para zika e chikungunya&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/LzNrikjQrm3M7eVoD7R1xMwyv5Q=\/0x0:640x2183\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2017\/02\/06\/febre.jpg\" alt=\"Sintomas do zika, dengue e chikungunya (Foto: infografia\/ G1)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00famero de casos: zika, dengue e chikungunya<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo o boletim, foram registrados menos casos prov\u00e1veis de dengue em 2017. Foram 252.054 casos &#8212; contra 1.483.623 em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nJ\u00e1 o chikungunya, teve o seu pico em 2016: 38.499 casos em 2015, 277.882 casos em 2016; e 185.737 casos em 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs casos prov\u00e1veis de zika diminu\u00edram ao longo do tempo: em 2016 (in\u00edcio dos registros), foram registrados 216.07 casos prov\u00e1veis; em 2017, esse n\u00famero caiu para 17.452.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Febre amarela<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA febre amarela, cujo aumento de casos tamb\u00e9m tem ocupado o notici\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 transmitida pelo Aedes em seu ciclo silvestre &#8212; quando o risco de transmiss\u00e3o est\u00e1 constrito a regi\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 matas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA doen\u00e7a, no entanto, j\u00e1 foi transmitida pelo Aedes em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria do Brasil e a vacina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vai no sentido de tentar evitar o ciclo urbano &#8212; que n\u00e3o ocorre desde 1942.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo \u00faltimo boletim sobre a doen\u00e7a, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade confirmou 53 \u00f3bitos entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018. Nesse per\u00edodo, foram confirmados 130 casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/MG8l8FfoU3jL2Zn-6Ojj55EB0o8=\/0x0:1600x3183\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/R\/c\/FWR6EnQ8erSF7W02bdKA\/febre-amarela.png\" alt=\"Entenda como ocorre a infec\u00e7\u00e3o e quais s\u00e3o os sintomas da febre amarela (Foto: Alexandre Mauro\/Editoria de Arte G1)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 173 \u00f3bitos por chikungunya, 141 por dengue e 2 por zika. N\u00fameros n\u00e3o contabilizam abortos ou natimortos. 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