{"id":43719,"date":"2018-01-30T09:31:00","date_gmt":"2018-01-30T12:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43719"},"modified":"2018-01-30T09:31:00","modified_gmt":"2018-01-30T12:31:00","slug":"mulheres-enfrentam-dificuldade-para-ter-filho-na-cidade-em-que-moram-no-grande-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/mulheres-enfrentam-dificuldade-para-ter-filho-na-cidade-em-que-moram-no-grande-recife\/","title":{"rendered":"Mulheres enfrentam dificuldade para ter filho na cidade em que moram no Grande Recife"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com obras paradas, maternidades sofrem com a a\u00e7\u00e3o do tempo em Olinda e Jaboat\u00e3o dos Guararapes. Nos locais, h\u00e1 lixo e focos de Aedes aegypti tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">om maternidades fechadas ou com obras abandonadas, gr\u00e1vidas est\u00e3o tendo dificuldade de ter seus filhos perto de casa em Olinda e em Jaboat\u00e3o dos Guararapes. Em alguns casos, elas precisam se deslocar para outra cidade da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife para que o parto seja feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nH\u00e1 cinco anos, a Maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, fechou as portas para uma reforma e amplia\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o reabriu. As paredes est\u00e3o pintadas, mas a vegeta\u00e7\u00e3o que cresce no local revela o abandono. O tapume que cercava a obra caiu e a placa, com datas e valores do projeto, est\u00e1 apagada depois de tanto tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO novo pr\u00e9dio, que faz parte da amplia\u00e7\u00e3o da maternidade, est\u00e1 inacabado. No local, h\u00e1 ainda \u00e1gua acumulada, falta de acabamento, materiais e equipamentos jogados. No terreno, muito entulho. Nenhum trabalhador foi visto na obra em quatro horas que a reportagem esteve no lugar. O projeto teve o investimento de R$ 9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e1vidas est\u00e3o percorrendo mais de cinco quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia para dar \u00e0 luz no Hospital Tricenten\u00e1rio, em Olinda. \u201cPrecisamos da maternidade e, para quem mora perto dela, n\u00e3o tem. Minha menina podia ter nascido nela [Brites de Albuquerque], mas estava fechada\u201d, contou a dona de casa Eliz\u00e2ngela Oliveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Jaboat\u00e3o dos Guararapes, cidade com cerca de 700 mil habitantes, outra obra parada. O edital da obra da Maternidade Maria Rita Barradas, localizada no bairro de Sucupira, foi lan\u00e7ado em 2010. Um investimento de quase R$ 23 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAtualmente, o custo da constru\u00e7\u00e3o saltou para R$ 38 milh\u00f5es e a obra parou. O pr\u00e9dio chegou a ser levantado, mas a constru\u00e7\u00e3o estancou. N\u00e3o h\u00e1 acabamento e a parte el\u00e9trica tamb\u00e9m n\u00e3o foi feita. Em meio \u00e0 escurid\u00e3o, a maternidade est\u00e1 repleta de morcegos. Em parte da unidade, o teto n\u00e3o foi constru\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abandonada, a obra virou foco de reprodu\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti. \u00c9 poss\u00edvel ver larvas do mosquito se mexendo na \u00e1gua parada. H\u00e1, ainda, material de constru\u00e7\u00e3o e entulhos largados no local. \u201cN\u00e3o tem vigilante, n\u00e3o tem nada. Est\u00e1 abandonada\u201d, lamentou o serralheiro Vicente Leonardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSem ter onde realizar o parto, as gr\u00e1vidas que moram em Jaboat\u00e3o dos Guararapes t\u00eam que recorrer \u00e0s unidades localizadas no Recife. \u201cEu moro em Dois Carneiros, mas meu filho vai nascer na Policl\u00ednica do Ibura [Zona Sul do Recife] porque a maternidade daqui n\u00e3o est\u00e1 funcionando. Isso \u00e9 um descaso\u201d, reclamou Tatiana Dias, gr\u00e1vida de oito meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA equipe de reportagem retornou \u00e0 maternidade Maria Rita Barradas um dia depois. A chuva exp\u00f4s infiltra\u00e7\u00f5es no teto da unidade. \u201cMinha filha tem nove meses. N\u00f3s moramos na Vila Dois Carneiros, mas eu fiz o pr\u00e9-natal no Bandeira Filho porque quem faz isso l\u00e1 tem o encaminhamento para a maternidade. Aqui, o posto n\u00e3o encaminha para maternidade porque n\u00e3o tem unidade no munic\u00edpio\u201d, explicou a professora Geisiane Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Respostas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm nota, a Prefeitura de Olinda afirmou que um dos um dos compromissos assumidos na nova gest\u00e3o \u00e9 retomar as obras nas unidades de sa\u00fade como a Maternidade Brites de Albuquerque. O governo ainda disse que o servi\u00e7o de requalifica\u00e7\u00e3o foi retomado em abril de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201cA Prefeitura de Olinda esclarece ainda que das tr\u00eas etapas da reforma, uma j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00edda, a qual se refere \u00e0 \u00e1rea de recep\u00e7\u00e3o, emerg\u00eancia, atendimento pr\u00e9-parto e triagem. A etapa de alojamento conjunto est\u00e1 em andamento. A pr\u00f3xima etapa da reforma ser\u00e1 o setor de bloco cir\u00fargico. A Prefeitura de Olinda informa tamb\u00e9m que a secretaria de sa\u00fade do munic\u00edpio j\u00e1 entrou em negocia\u00e7\u00e3o com o Governo do Estado para conseguir parceria a fim de concluir a reforma da Maternidade. A expectativa \u00e9 que at\u00e9 o in\u00edcio de 2019 a obra esteja finalizada\u201d, falou em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO secret\u00e1rio de Sa\u00fade de Jaboat\u00e3o dos Guararapes, Alberto Lima, garantiu que h\u00e1 crian\u00e7as nascendo no munic\u00edpio. De acordo com ele, a cidade conta com duas maternidades, que realizam 391 partos por m\u00eas. Quanto a obra da Maria Rita Barradas, ele alegou falta de recursos como um dos respons\u00e1veis pela paraliza\u00e7\u00e3o da unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u201cN\u00e3o havia recurso suficiente para terminar. Tamb\u00e9m encontramos, quando assumimos a gest\u00e3o, um parecer do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que mostrava que o projeto n\u00e3o estava adequado para atender \u00e0 necessidade. Ent\u00e3o, a gente teve que reavaliar o projeto como um todo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAinda segundo ele, o munic\u00edpio vai gastar cerca de R$ 1,6 milh\u00e3o para fazer o centro de parto normal. \u201cEstamos viabilizando recursos para essa constru\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, estamos atr\u00e1s de emendas parlamentares, trabalhar para garantir recursos pr\u00f3prios do munic\u00edpio. Vamos fazer todo esfor\u00e7o para ter uma boa not\u00edcia at\u00e9 o fim do ano\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assista ao v\u00eddeo e veja as imagens no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pe\/pernambuco\/noticia\/mulheres-enfrentam-dificuldade-para-ter-filho-na-cidade-em-que-moram-no-grande-recife.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/pe\/pernambuco\/noticia\/mulheres-enfrentam-dificuldade-para-ter-filho-na-cidade-em-que-moram-no-grande-recife.ghtml<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com obras paradas, maternidades sofrem com a a\u00e7\u00e3o do tempo em Olinda e Jaboat\u00e3o dos Guararapes. Nos locais, h\u00e1 lixo e focos de Aedes aegypti tamb\u00e9m. om maternidades fechadas ou com obras abandonadas, gr\u00e1vidas est\u00e3o tendo dificuldade de ter seus filhos perto de casa em Olinda e em Jaboat\u00e3o dos Guararapes. 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