{"id":43757,"date":"2018-02-01T10:20:48","date_gmt":"2018-02-01T13:20:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43757"},"modified":"2018-02-01T10:20:48","modified_gmt":"2018-02-01T13:20:48","slug":"sem-maternidade-seis-cidades-do-grande-recife-nao-registraram-nascimentos-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/sem-maternidade-seis-cidades-do-grande-recife-nao-registraram-nascimentos-em-2017\/","title":{"rendered":"Sem maternidade, seis cidades do Grande Recife n\u00e3o registraram nascimentos em 2017"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">N\u00fameros do Datasus v\u00e3o at\u00e9 novembro. Nos \u00faltimos cinco anos, sete munic\u00edpios da Regi\u00e3o Metropolitana fecharam maternidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhum beb\u00ea nasceu em hospitais das redes p\u00fablicas municipais de Paulista, Igarassu, Itamarac\u00e1, Itapissuma, Ara\u00e7oiaba e Moreno, em 2017. O n\u00famero do Departamento de Inform\u00e1tica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Datasus) revela um problema no setor de obstetr\u00edcia no Grande Recife. Um levantamento feito pela TV Globo revela que, dos 15 munic\u00edpios da Regi\u00e3o Metropolitana, sete fecharam maternidades nos \u00faltimos cinco anos. (Veja v\u00eddeo acima)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado disso \u00e9 que as maternidades do Recife sofrem com a superlota\u00e7\u00e3o e as unidades de sa\u00fade que deveriam atender apenas casos de alto risco acabam recebendo a demanda de outras cidades. Uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que, em cinco anos, Pernambuco perdeu 136 leitos de obstetr\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dona de casa Jaqueline Ferreira est\u00e1 gr\u00e1vida de oito meses e mora em Paulista, bem perto do Hospital Central. O filho dela, no entanto, vai ter que nascer no Recife.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 que o Hospital Central, que \u00e9 privado e atendia a pacientes do SUS, n\u00e3o est\u00e1 atualmente conveniado com a rede p\u00fablica e o munic\u00edpio de mais de 300 mil habitantes n\u00e3o tem nenhuma maternidade funcionando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstou entrando para os nove meses. Infelizmente, a gente est\u00e1 sem maternidade e eu n\u00e3o posso ter meu beb\u00ea perto de casa. Tive que ir para a maternidade da Encruzilhada. Ainda bem que consegui um encaminhamento para l\u00e1\u201d, diz, se referindo ao Centro Integrado de Sa\u00fade Amaury de Medeiros (Cisam), na capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Itapissuma e Igarassu, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. A Unidade Mista de Igarassu fechou a maternidade h\u00e1 cinco anos. Desde ent\u00e3o, as gestantes s\u00e3o obrigadas a ver seus filhos nascerem em outras cidades, como no Hospital e Maternidade de Abreu e Lima, Hospital Tricenten\u00e1rio, em Olinda, ou nas unidades de sa\u00fade recifenses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 o drama que enfrenta a gestante Eliz\u00e2ngela Vicente, que mora em Igarassu e est\u00e1 quase com nove meses de gesta\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 errado, n\u00e9? A gente chega sentindo dor e nem pode parir no hospital daqui. Transferem logo para outros hospitais\u201d, reclama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dona de casa Rosimery da Silva fez o pr\u00e9-natal no posto de sa\u00fade perto de casa, em Igarassu, mas o parto foi em Abreu e Lima. \u201cN\u00e3o tinha obstetra\u201d, lamenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Itamarac\u00e1, a reportagem da TV Globo entrou no Hospital e Maternidade Alzira Figueiredo e encontrou a enfermaria obst\u00e9trica vazia, abandonada, com os leitos todos desocupados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Louren\u00e7o da Mata ainda realizou 234 partos no ano passado, mas, por causa da crise pol\u00edtica, o Hospital Petronila Campos fechou a maternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Superlota\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO cen\u00e1rio dos munic\u00edpios perif\u00e9ricos do Grande Recife contrasta com a superlota\u00e7\u00e3o constante enfrentada pelas maternidades da capital. No dia 13 de janeiro, o setor de pr\u00e9-parto do Cisam estava com 16 gestantes, num espa\u00e7o projetado para atender 10. At\u00e9 casos de infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, que poderiam ser resolvidos em outras unidades de sa\u00fade, estavam sendo encaminhados para l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dona de casa Joseilma Florentino, com apenas cinco semanas de gravidez, teve uma infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria. Mora em Jaboat\u00e3o dos Guararapes e procurou o Hospital da Mulher, descrito pela Prefeitura do Recife como \u201ca primeira unidade de sa\u00fade de grande porte constru\u00edda numa gest\u00e3o municipal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente escuta falar muito bem. A\u00ed fomos l\u00e1. N\u00e3o \u00e9 que a gente foi mal atendido, mas alguns casos eles n\u00e3o tratam l\u00e1. \u00c9 um hospital muito bonito, bem organizado, mas n\u00e3o tratam muita coisa. S\u00f3 o superficial. \u00c9 frustrante\u201d, afirma o marido dela, o eletricista de autos Cl\u00e1udio Vieira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher foi encaminhada para o Hospital de Goiana e, em seguida, para o Cisam, no Recife. Havia dois dias que estava sentada numa cadeira, aguardando um leito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Unidade de Cuidados Intermedi\u00e1rios (UCI), com 15 leitos, estava com 27 rec\u00e9m-nascidos e uma s\u00e9rie de problemas. As incubadoras ficam coladas umas \u00e0s outras, contrariando resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que obriga uma dist\u00e2ncia m\u00ednima de meio metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por falta de incubadoras, alguns beb\u00eas estavam em ber\u00e7os normais, sem a estrutura de UCI. E o pior: o setor conta com apenas seis fontes de oxig\u00eanio, o que for\u00e7a os funcion\u00e1rios a fazer gambiarras para poder atender a todos os pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A UCI era dividida em tr\u00eas salas, mas, por falta de pessoal, foi reunida em um \u00fanico espa\u00e7o. E esse espa\u00e7o era onde deveria estar funcionando a UTI Materna, hoje desativada e com os leitos encostados em um corredor, sem uso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente deixa o beb\u00ea aqui e vai para casa um pouco preocupada\u201d, diz a m\u00e3e Roberta Crislaine, com a filha rec\u00e9m-nascida internada h\u00e1 dois meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>HC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Hospital das Cl\u00ednicas, na Zona Oeste do Recife, \u00e9 outro ref\u00e9m da superlota\u00e7\u00e3o. A UCI do HC, que deveria ter cinco pacientes, estava com 19 no dia em que a reportagem da TV Globo esteve por l\u00e1. O chefe de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Mulher do HC, Elias Melo, classifica a situa\u00e7\u00e3o como absurda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse fato \u00e9 um esc\u00e2ndalo. Num pa\u00eds s\u00e9rio, pessoas provavelmente teriam sido presas por esses fechamentos de maternidades. E eu nunca ouvi falar que algu\u00e9m respondeu um processo por isso. Muitos gestores acham melhor fechar as maternidades e encaminhar pacientes. Isso sobrecarrega algu\u00e9m. Essa situa\u00e7\u00e3o deveria ser coibida\u201d, denuncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Respostas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Secretaria de Sa\u00fade de Paulista informou que vai tentar fechar um novo conv\u00eanio com o Hospital Central, que foi vendido e est\u00e1 em obras. E que est\u00e1 estruturando um projeto para construir uma Central de Parto Normal (CPN), que ser\u00e1 potencial pra realizar cerca de 70 partos por m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, existe um acordo para encaminhar as gestantes para o Hospital Tricenten\u00e1rio, em Olinda, que \u00e9 particular e conveniado com o SUS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Prefeitura de Itamarac\u00e1 disse que, quando assumiu a gest\u00e3o, no ano passado, a maternidade j\u00e1 se encontrava fechada. De acordo com a Secretaria Municipal de Sa\u00fade, o hospital est\u00e1 passando por reforma e, ap\u00f3s ela ser conclu\u00edda, retomar\u00e1 as discuss\u00f5es para reabrir a maternidade. Os recursos para partos est\u00e3o sendo encaminhados para Abreu e Lima, que atende as gestantes do munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Secretaria de Sa\u00fade de Itapissuma afirmou que, pelo fato de a cidade ser pequena, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de manter uma maternidade. Por isso, faz encaminhamentos. A Prefeitura de Igarassu disse que tamb\u00e9m utiliza a maternidade de Abreu e Lima, mas negocia que o munic\u00edpio realize partos humanizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A assessoria de imprensa do Cisam informou, em nota, que \u201ca superlota\u00e7\u00e3o \u00e9 devida a uma demanda reprimida existente na rede. A unidade hospitalar afirma que prefere atender as pacientes, mesmo com a superlota\u00e7\u00e3o, do que mand\u00e1-las de volta para casa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A unidade admitiu que existe risco de infec\u00e7\u00e3o pela proximidade das incubadoras. \u201cMas o risco maior a esses rec\u00e9m nascidos \u00e9 n\u00e3o ter acesso a uma UCI\u201d, pontua a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros do Datasus v\u00e3o at\u00e9 novembro. Nos \u00faltimos cinco anos, sete munic\u00edpios da Regi\u00e3o Metropolitana fecharam maternidades. Nenhum beb\u00ea nasceu em hospitais das redes p\u00fablicas municipais de Paulista, Igarassu, Itamarac\u00e1, Itapissuma, Ara\u00e7oiaba e Moreno, em 2017. 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