{"id":43820,"date":"2018-02-05T09:36:39","date_gmt":"2018-02-05T12:36:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43820"},"modified":"2018-02-05T09:36:39","modified_gmt":"2018-02-05T12:36:39","slug":"zika-malformacao-neurologica-tem-fundo-genetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/zika-malformacao-neurologica-tem-fundo-genetico\/","title":{"rendered":"Zika: malforma\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica tem fundo gen\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores brasileiros, coordenados pela USP, verificaram algumas gesta\u00e7\u00f5es gemelares em que apenas um dos beb\u00eas expostos ao v\u00edrus nascia com a microcefalia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe base gen\u00e9tica para explicar porque algumas crian\u00e7as expostas ao zika v\u00edrus no per\u00edodo gestacional nasceram com a s\u00edndrome cong\u00eanita do zika (SCZ) e outras n\u00e3o. A descoberta foi de um grupo de cientistas brasileiros sob a coordena\u00e7\u00e3o da professora doutora Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e de C\u00e9lulas-Tronco, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), mas com parcerias em todo o Pa\u00eds, inclusive a UFPE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas montaram, h\u00e1 cerca de dois anos, uma for\u00e7a-tarefa para investigar a ocorr\u00eancia de anomalias neurol\u00f3gicas em g\u00eameos. Os achados foram publicados, ontem, na revista Nature Communications e trazem uma perceptiva in\u00e9dita sobre a ocorr\u00eancia da SCZ. As c\u00e9lulas dos beb\u00eas afetados pela s\u00edndrome apresentam uma express\u00e3o gen\u00e9tica aumentada de mais de 60 genes, sendo que a maioria desses genes \u00e9 respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da regi\u00e3o lateral e cortical do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No levantamento nacional de crian\u00e7as, 91 beb\u00eas filhos de m\u00e3es expostas ao v\u00edrus foram triados em v\u00e1rios estados. Nove pares de g\u00eameos foram identificados. Dois pares eram de meninas monozig\u00f3ticas (id\u00eanticas) que nasceram com a s\u00edndrome. J\u00e1 os outros sete pares eram dizig\u00f3ticos (diferentes e oriundos de esperma e \u00f3vulos distintos), ou seja, n\u00e3o tinham o mesmo componente gen\u00e9tico. Entre estes fraternos, apenas em um par os irm\u00e3os haviam nascido juntos com a microcefalia; nos outros, apenas um dos beb\u00eas apresentava as malforma\u00e7\u00f5es. \u201cIsso s\u00f3 refor\u00e7ava a hip\u00f3tese de haver um componente gen\u00e9tico aumentando o risco nas crian\u00e7as que desenvolveram a s\u00edndrome\u201d, destacou a pesquisadora e coordenadora do estudo, a geneticista do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, Mayana Zatz, em entrevista ao Canal USP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uir\u00e1 Souto Melo, tamb\u00e9m pesquisador e geneticista da USP, comentou que o estudo pretendia identificar que fatores gen\u00e9ticos poderiam aumentar a suscetibilidade ou a prote\u00e7\u00e3o contra os danos do v\u00edrus. Para isso foi realizado o exoma (sequenciamento completo dos mais de 20 mil genes do homem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVisitamos v\u00e1rias cidades do Nordeste, como Jo\u00e3o Pessoa, Natal e Recife, e no Sudeste. Fizemos o exoma de 18 beb\u00eas afetados pela s\u00edndrome. A an\u00e1lise gen\u00e9tica verificou que n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico gene que poderia explicar toda essa susceptibilidade, mas temos pistas de alguns genes envolvidos, entre eles alguns de modula\u00e7\u00e3o tanto para o crescimento como morte celular, e outros relacionados ao desenvolvimento do c\u00e9rebro do beb\u00ea intra\u00fatero\u201d, explicou o geneticista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso foi confirmado tanto no sequenciamento do DNA, quanto nos experimentos de express\u00e3o desses genes. \u201cDessa forma, nossa hip\u00f3tese se confirma para a exist\u00eancia de um componente gen\u00e9tico. E vamos al\u00e9m, pois talvez haja um componente epigen\u00e9tico, ou seja, de influ\u00eancia do fator ambiental, contribuindo para essa suscetibilidade dos beb\u00eas\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador e o professor do Departamento de Neuropsiquiatria e do Laborat\u00f3rio de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), Jo\u00e3o Ricardo Mendes de Oliveira, comentou que ao que tudo indica o zika parece funcionar como um gatilho para a express\u00e3o desses genes em algumas crian\u00e7as. Possivelmente, os beb\u00eas n\u00e3o iriam apresentar a microcefalia se n\u00e3o tivessem sido infectados. Ele refor\u00e7ou que isso nada tem a ver com muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores brasileiros, coordenados pela USP, verificaram algumas gesta\u00e7\u00f5es gemelares em que apenas um dos beb\u00eas expostos ao v\u00edrus nascia com a microcefalia Existe base gen\u00e9tica para explicar porque algumas crian\u00e7as expostas ao zika v\u00edrus no per\u00edodo gestacional nasceram com a s\u00edndrome cong\u00eanita do zika (SCZ) e outras n\u00e3o. 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