{"id":43885,"date":"2018-02-07T09:35:46","date_gmt":"2018-02-07T12:35:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=43885"},"modified":"2018-02-07T09:35:46","modified_gmt":"2018-02-07T12:35:46","slug":"reforma-e-custo-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/reforma-e-custo-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Reforma e custo do trabalho?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um dos grandes argumentos elencados para impulsionar a nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista foi o custo do trabalho e burocracias advindas deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante disto, criou-se nova norma que passa a nortear as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, tornando incerto, inseguro e duvidoso o texto legislativo porque acaba por mitigar, muitas vezes direta, outras indiretamente, direitos conquistados por meio de muito suor e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nosso ponto de vista, para que o funcionamento das institui\u00e7\u00f5es e dos processos sociais sejam relevantes, a ci\u00eancia ensina que \u00e9 poss\u00edvel reduzir o custo do trabalho sem qualquer redu\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de redu\u00e7\u00e3o de custo do trabalho a partir da modifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, como se pretende com a respectiva reforma \u00e9 absolutamente irracional e injustific\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dio prazo as propostas refletir\u00e3o na economia e enfraquecer\u00e3o o mercado interno, solapando as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento. Em longo prazo, as medidas refletir\u00e3o no bem-estar social, o que certamente ter\u00e1 consequ\u00eancias no aumento do custo do Estado como na sa\u00fade, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 real necessidade da reforma com o objetivo de minimizar os custos empresariais advindos das rela\u00e7\u00f5es de emprego. Ent\u00e3o, como se reduzir o custo do trabalho?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o t\u00e9cnica para que o trabalho humano seja o centro de tributa\u00e7\u00e3o como \u00e9 no Brasil. Em nosso pa\u00eds, por uma escolha do legislador ao longo dos anos 30 at\u00e9 os anos 50, depois passando pelas d\u00e9cadas seguintes, tornou-se mais pr\u00e1tico para o Estado realizar a constru\u00e7\u00e3o do seu sistema tribut\u00e1rio nos entornos das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, pela facilidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o uma vez que as empresas devem realizar v\u00e1rios informes cuja transpar\u00eancia \u00e9 requisito essencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As contrata\u00e7\u00f5es trabalhistas envolvem uma din\u00e2mica administrativa muito complexa. Por conta disto, o processo de enfrentamento dos tributos e das rela\u00e7\u00f5es de emprego pelos empres\u00e1rios os obrigam a montar uma estrutura para atender a esse objetivo arrecadat\u00f3rio. No final das constas chega-se \u00e0 conclus\u00e3o de que cada trabalhador, al\u00e9m do que ele ganha, gera uma carga tribut\u00e1ria elevad\u00edssima e que vai, naturalmente, onerar o custo da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que h\u00e1 consenso de que o Estado tenha um n\u00famero menor de tributos (o custo do trabalho), ou seja, h\u00e1 um clamor geral de que permane\u00e7a uma desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sem qualquer redu\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas em uma tratativa entre o Estado e o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns pa\u00edses tomaram esta medida, como a Inglaterra, com a cria\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra, de um estado de bem-estar social, em que n\u00e3o existe tributos sobre o trabalho. Logicamente h\u00e1 uma compensa\u00e7\u00e3o desta carga tribut\u00e1ria sem a retirada de direitos trabalhistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que conclu\u00edmos que n\u00e3o \u00e9 o trabalhador que recebe muito, mas o que muitas vezes torna invi\u00e1vel as rela\u00e7\u00f5es de emprego \u00e9 o \u00edmpeto governamental de processar resultados financeiros para si, (o que por sinal n\u00e3o sofreu qualquer reforma), desembarcando em inseguran\u00e7a jur\u00eddica a qual, por sua vez, at\u00e9 que tudo seja novamente pacificado pelos tribunais, muitos bons padecer\u00e3o nesta incerteza criada, sem que efetivamente se tenha retirado o custo efetivo do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Sindicato dos M\u00e9dicos do Estado de Santa Catarina (Simesc)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos grandes argumentos elencados para impulsionar a nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista foi o custo do trabalho e burocracias advindas deles. 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