{"id":44280,"date":"2018-02-27T08:27:28","date_gmt":"2018-02-27T11:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=44280"},"modified":"2018-02-27T08:27:28","modified_gmt":"2018-02-27T11:27:28","slug":"virus-mais-agressivo-da-dengue-passou-a-ser-mais-frequente-mostram-dados-do-ministerio-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/virus-mais-agressivo-da-dengue-passou-a-ser-mais-frequente-mostram-dados-do-ministerio-da-saude\/","title":{"rendered":"V\u00edrus mais agressivo da dengue passou a ser mais frequente, mostram dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2009, o sorotipo 1 costumava ser o mais comum no territ\u00f3rio. Agora, informa\u00e7\u00f5es preliminares apontam que o tipo 2 responde por 54,3% das infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00edrus tido como mais agressivo da dengue, o sorotipo 2, est\u00e1 circulando com mais frequ\u00eancia no pa\u00eds e dados at\u00e9 agora indicam que ele ultrapassou o sorotipo 1, considerado menos agressivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2009, o sorotipo 1 \u00e9 o que mais circula no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, dados apontam que o sorotipo 2 respondeu a 54,3% das infec\u00e7\u00f5es em 2017; contra 40,1% dos cont\u00e1gios com o sorotipo 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os resultados das amostras conclusivas mostram uma predomin\u00e2ncia do DENV2, sobre os outros sorotipos, especialmente o DENV1, que foi dominante desde 2009&#8221; , afirmou o minist\u00e9rio, no boletim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 uma tend\u00eancia que j\u00e1 vinha sendo observada. A gente j\u00e1 imaginava, principalmente no centro-oeste\u201d, diz Isabela Ballalai, infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm).<br \/>\nConfira a circula\u00e7\u00e3o em 2017 com base em 1453 amostras:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DENV 1 &#8211; 40,1%<br \/>\nDENV 2 &#8211; 54,3%<br \/>\nDENV 3 &#8211; 4,3%<br \/>\nDENV 4 &#8211; 1,3%)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Minist\u00e9rio da Sa\u00fade diz, no entanto, que s\u00e3o necess\u00e1rias mais amostras para confirmar certamente se ouve uma invers\u00e3o na frequ\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o dos sorotipos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das quest\u00f5es \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre os sorotipos circulantes nos estados de Roraima, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o, Rio Grande do Norte e Para\u00edba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 certo, no entanto, \u00e9 que a circula\u00e7\u00e3o do sorotipo 2 avan\u00e7a no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dado anterior sobre diferentes sorotipos da dengue foi publicado em julho de 2016 (semana epidemiol\u00f3gica 27); nele, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informava sobre a predomin\u00e2ncia do sorotipo 1 da dengue, com 89,7% das infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo per\u00edodo, o sorotipo 2 correspondia a 6% das infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O sorotipo 2<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nHistoricamente, a chegada do sorotipo 2 tem sido associado a mais casos de dengue hemorr\u00e1gica. No boletim atual do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, n\u00e3o h\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o para essa forma de dengue especificamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em estudo publicado na revista do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP em 2008, pesquisadores citam que a entrada do DENV-2 no inic\u00edo dos anos 1990 trouxe os primeiros diagn\u00f3sticos da febre hemorr\u00e1gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm um outro estudo publicado na PLOs em 2013, pesquisadores brasileiros associaram a circula\u00e7\u00e3o do sorotipo a um maior n\u00famero de surtos e de manifesta\u00e7\u00f5es graves da doen\u00e7a quando comparado aos outros tr\u00eas sorotipos da dengue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que o v\u00edrus possui maior variabilidade gen\u00e9tica, o que pode explicar a chegada de novos surtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gravidade dos sorotipos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSegundo a pasta, os quatro sorotipos da dengue (1,2,3 e 4) est\u00e3o circulando no pa\u00eds e todos podem provocar formas brandas e graves da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o com os sorotipos 2 e 3, no entanto, \u00e9 que eles costumam ser mais agressivos e foram associados ao aumento no n\u00famero de casos de dengues graves &#8212; como a hemorr\u00e1gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A infec\u00e7\u00e3o por dengue tem sintomas variados e diferentes n\u00edveis de gravidade: pode causar desde uma infec\u00e7\u00e3o indetect\u00e1vel at\u00e9 quadros de hemorragia e choque, com evolu\u00e7\u00e3o para \u00f3bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na dengue cl\u00e1ssica, a primeira manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 febre alta, seguida de cefal\u00e9ia, prostra\u00e7\u00e3o e dores nas articula\u00e7\u00f5es. H\u00e1 dor abdominal generalizada, principalmente nas crian\u00e7as. A doen\u00e7a tem uma dura\u00e7\u00e3o de 5 a 7 dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na hemorr\u00e1gica, os sintomas iniciais s\u00e3o semelhantes aos da cl\u00e1ssica, mas evoluem rapidamente para sintomas de insufici\u00eancia circulat\u00f3ria. Nessa forma, h\u00e1 a possibilidade de choque por dengue, quando a press\u00e3o arterial \u00e9 t\u00e3o baixa que leva, no limite, \u00e0 fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poss\u00edvel aumento nos casos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUma outra quest\u00e3o com a circula\u00e7\u00e3o do DENV 2 \u00e9 que a maioria da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 imunizada especificamente para esse sorotipo &#8212; o que pode levar a um aumento no n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando vemos essa mudan\u00e7a, a gente j\u00e1 se preocupa com um poss\u00edvel aumento nos casos. Em 2017, tivemos uma queda. A tend\u00eancia agora pode ser de aumento&#8221;, diz Ballalai.<br \/>\nA infectologista tamb\u00e9m aponta para o aumento de casos mais graves, por ocasi\u00e3o de segundas infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO v\u00edrus da dengue pode deflagrar casos mais graves em uma segunda infec\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 como em outras doen\u00e7as&#8221;, explica Ballalai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2009, o sorotipo 1 costumava ser o mais comum no territ\u00f3rio. Agora, informa\u00e7\u00f5es preliminares apontam que o tipo 2 responde por 54,3% das infec\u00e7\u00f5es. 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