{"id":44682,"date":"2018-03-14T08:45:26","date_gmt":"2018-03-14T11:45:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=44682"},"modified":"2018-03-14T08:45:26","modified_gmt":"2018-03-14T11:45:26","slug":"medicos-da-usp-usam-smartphones-para-cirurgias-no-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/medicos-da-usp-usam-smartphones-para-cirurgias-no-cerebro\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos da USP usam smartphones para cirurgias no c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Mandel, com o m\u00e9todo convencional, o cirurgi\u00e3o introduz um neuroendosc\u00f3pio em uma pequena incis\u00e3o no cr\u00e2nio, no nariz ou no c\u00e9u da boca do paciente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma equipe de m\u00e9dicos brasileiros demonstrou que smartphones podem facilitar e baratear as neurocirurgias. Os pesquisadores, do Hospital das Cl\u00ednicas (HC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) adaptaram smartphones ao endosc\u00f3pio &#8211; o instrumento utilizado para observar o interior do organismo. O novo recurso foi descrito em um artigo publicado nesta ter\u00e7a-feira, 13 na principal revista cient\u00edfica internacional de neurocirurgia, Journal of Neurosurgery.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A neuroendoscopia \u00e9 um procedimento neurocir\u00fargico pouco invasivo utilizado em alguns casos para corrigir hidrocefalia, remover tumores, tratar doen\u00e7as vasculares e outros problemas no c\u00e9rebro. No novo estudo, os cientistas demonstraram a aplica\u00e7\u00e3o do novo recurso em neurocirurgias realizadas em 42 pacientes no HC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o autor principal do estudo, Maur\u00edcio Mandel, do HC-USP e do Hospital Israelita Albert Einstein, a ideia inicial era apenas baratear os procedimentos de neuroendoscopia, mas o recurso acabou mostrando diversas vantagens em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos convencionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, um sistema de neuroendoscopia custa de R$ 200 mil a R$ 300 mil. A nova op\u00e7\u00e3o os custos s\u00e3o reduzidos ao pre\u00e7o de um iPhone &#8211; a marca de smartphone utilizada no estudo &#8211; e do adaptador que integra o endosc\u00f3pio ao celular, que custa cerca de R$ 1 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Com essa redu\u00e7\u00e3o de custos, \u00e9 muito prov\u00e1vel que esse recurso possa ser utilizado no SUS, em v\u00e1rias escalas, com aplica\u00e7\u00e3o em outros tipos de cirurgia. Mas ao desenvolver o novo sistema, descobrimos que o trabalho do cirurgi\u00e3o tamb\u00e9m se torna mais seguro e mais simples&#8221;, disse Mandel ao jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Mandel, com o m\u00e9todo convencional, o cirurgi\u00e3o introduz um neuroendosc\u00f3pio em uma pequena incis\u00e3o no cr\u00e2nio, no nariz ou no c\u00e9u da boca do paciente. O neuroendosc\u00f3pio inclui uma fonte de luz para iluminar o campo de cirurgia, lentes de aumento e uma c\u00e2mera, que envia as imagens a um monitor na sala de opera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de canais para inser\u00e7\u00e3o de instrumentos cir\u00fargicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Com o smartphone, o cirurgi\u00e3o n\u00e3o precisa virar a cabe\u00e7a para olhar o monitor. Em vez disso, ele utiliza o celular como uma tela de alta defini\u00e7\u00e3o bem na frente do endosc\u00f3pio. Com isso, ganhamos a enorme vantagem de podermos olhar para o campo cir\u00fargico enquanto trabalhamos. Isso facilita a manobra do equipamento, porque a tela se move junto com o endosc\u00f3pio, tornando o procedimento muito mais intuitivo e seguro&#8221;, explicou Mandel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, segundo Mandel, o m\u00e9todo permite gravar e transmitir em tempo real &#8211; por wi-fi ou bluetooth &#8211; todas as imagens da neurocirurgia. Elas podem ser enviadas, por exemplo, a um monitor onde outros cirurgi\u00f5es podem acompanhar o procedimento. &#8220;Com o celular acoplado, temos a possibilidade de transmitir a cirurgia ao vivo para um colega em qualquer parte do mundo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O recurso abre portas para algumas possibilidades que nem imaginamos ainda. \u00c0s vezes, na medicina, h\u00e1 casos dif\u00edceis ou raros que mesmo um cirurgi\u00e3o muito experiente pode nunca ter encontrado em sua carreira. Se temos a oportunidade de compartilhar a cirurgia ao vivo com um colega mais experiente, isso pode ser muito bom para os pacientes&#8221;, disse Mandel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recurso pedag\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Mandel, o estudo descreve o uso do smartphone adaptado ao neuroendosc\u00f3pio em cirurgias realizadas em 42 pacientes, mas a equipe do HC j\u00e1 utilizou o recurso em mais de 150 casos &#8211; incluindo tratamento para hidrocefalia, aneurismas e a retirada de hematomas provocados por trauma. De acordo com ele, como todos os passos da cirurgia s\u00e3o gravados, o conte\u00fado est\u00e1 sendo utilizado tamb\u00e9m para fins pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mostramos tamb\u00e9m no estudo que a integra\u00e7\u00e3o de smartphone e neuroendosc\u00f3pio proporcionou que nossos residentes aprendessem muito mais r\u00e1pido a realizar neurocirurgias.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acoplador utilizado pelos pesquisadores para integrar smartphone e neuroendosc\u00f3pio j\u00e1 existia no mercado e era utilizado especialmente para facilitar a entuba\u00e7\u00e3o de pacientes. &#8220;Tivemos a ideia de utilizar o acoplador para a neurocirurgia. Foi preciso fazer algumas adapta\u00e7\u00f5es&#8221;, contou Mandel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante as cirurgias descritas no estudo, os pesquisadores utilizaram iPhones modelos 4, 5 e 6, combinados com diversos tipos de neuroendosc\u00f3pios. As imagens foram enviadas por Wi-Fi diretamente a um monitor de v\u00eddeo que permaneceu na sala de opera\u00e7\u00e3o, para o caso de ser necess\u00e1rio utilizar o procedimento convencional. Mas n\u00e3o foi preciso recorrer ao monitor externo nenhuma vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as cirurgias foram bem sucedidas e n\u00e3o houve nenhum tipo de complica\u00e7\u00e3o relacionada ao uso do smartphone, de acordo com o estudo. Uma das conclus\u00f5es do artigo \u00e9 que o baixo custo do novo recurso permite sua utiliza\u00e7\u00e3o em \u00e1reas onde a infraestrutura m\u00e9dica n\u00e3o \u00e9 suficiente para a aquisi\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos caros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Mandel, os demais autores do artigo s\u00e3o Carlo Emanuel Petito e Rafael Tutihashi, tamb\u00e9m do HC-USP e do Hospital Albert Einstein, Wellingson Paiva, Fernando Gomes Pinto, Almir Ferreira de Andrade, Manoel Jacobsen Teixeira e Eberval Gadelha Figueiredo &#8211; todos do HC-USP &#8211; e Suzana Abramovicz Mandel, do Hospital Albert Einstein.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com Mandel, com o m\u00e9todo convencional, o cirurgi\u00e3o introduz um neuroendosc\u00f3pio em uma pequena incis\u00e3o no cr\u00e2nio, no nariz ou no c\u00e9u da boca do paciente Uma equipe de m\u00e9dicos brasileiros demonstrou que smartphones podem facilitar e baratear as neurocirurgias. 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