{"id":45132,"date":"2018-03-29T08:50:14","date_gmt":"2018-03-29T11:50:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=45132"},"modified":"2018-03-29T08:50:14","modified_gmt":"2018-03-29T11:50:14","slug":"intersticio-o-novo-orgao-do-corpo-humano-que-a-ciencia-acaba-de-descobrir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/intersticio-o-novo-orgao-do-corpo-humano-que-a-ciencia-acaba-de-descobrir\/","title":{"rendered":"Interst\u00edcio, o &#8216;novo \u00f3rg\u00e3o&#8217; do corpo humano que a ci\u00eancia acaba de descobrir"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um grupo de pesquisadores descobriu uma estrutura at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida da anatomia humana, que pode mudar a forma como entendemos o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os, tecidos e doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele sempre esteve ali, mas foi apenas por meio de uma tecnologia mais avan\u00e7ada que os cientistas finalmente puderam identific\u00e1-lo: um espa\u00e7o repleto de cavidades preenchidas por l\u00edquido, presente entre os tecidos do nosso corpo \u2013 por isso, chamado de intersticial (entre tecidos). Um grupo de especialistas o classifica como um novo \u00f3rg\u00e3o do corpo humano, &#8220;uma nova expans\u00e3o e especifica\u00e7\u00e3o do conceito de interst\u00edcio humano&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paradoxalmente, apesar de ter sido descoberto apenas agora, o interst\u00edcio pode ser nada menos do que um dos maiores \u00f3rg\u00e3os do corpo humano, assim como a pele. Os cientistas afirmam que essa rede de cavidades de col\u00e1geno e elastina, cheia de l\u00edquido, reuniria mais de um quinto de todo o flu\u00eddo do organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta foi feita por uma equipe de patologistas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (NYU), Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista &#8220;Scientific Reports&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes, se acreditava que essas camadas intersticiais do corpo humano fossem formadas por um tecido conjuntivo denso e s\u00f3lido. Mas, na realidade, elas est\u00e3o interconectadas entre si, atrav\u00e9s de compartimentos cheios de l\u00edquidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes tecidos ficam localizados debaixo da pele, recobrem o tubo digestivo, os pulm\u00f5es e o sistema urin\u00e1rio, rodeiam as art\u00e9rias, veias e f\u00e1scia (estrutura fibrosa onde se fixam m\u00fasculos). Ou seja, s\u00e3o uma estrutura que se extende por todo o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores acreditam que esta estrutura anat\u00f4mica pode ser importante para explicar a met\u00e1stase do c\u00e2ncer, o edema, a fibrose e o funcionamento mec\u00e2nico de tecidos e \u00f3rg\u00e3os do corpo humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como n\u00e3o havia sido descoberto at\u00e9 agora?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEssas estruturas n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis com nenhum dos m\u00e9todos padr\u00f5es de visualiza\u00e7\u00e3o da anatomia humana. Agora, os cientistas puderam identificar esse novo &#8220;\u00f3rg\u00e3o&#8221; gra\u00e7as aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos da endomicroscopia ao vivo, que mostra em tempo real a histologia e estrutura dos tecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, a descoberta foi uma surpresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe de investigadores fez, em 2015, uma opera\u00e7\u00e3o com endomicroscopia a laser \u2013 uma tecnologia chamada Confocal Laser Endomicroscopy (pCLE) \u2013 para examinar o conduto biliar de um paciente com c\u00e2ncer. Depois de uma inje\u00e7\u00e3o de uma subst\u00e2ncia corante chamada fluoresce\u00edna, foi poss\u00edvel ver &#8220;um padr\u00e3o reticular com seios (ocos) cheios de fluoresce\u00edna, que n\u00e3o tinham nenhuma correla\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, os cientistas tentaram examinar mais detalhadamente essa estrutura. Para isso, usaram placas microsc\u00f3picas de bi\u00f3psia habitual. Por\u00e9m, as estruturas haviam desaparecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de fazer v\u00e1rios testes, Neil Theise, coautor do estudo, se deu conta de que o processo convencional de fixa\u00e7\u00e3o de amostras de tecidos em placas drenava o flu\u00eddo presente na estrutura. Normalmente, os cientistas tratam as amostras com produtos qu\u00edmicos, as cortam em uma camada muito fina e aplicam tinta para real\u00e7ar suas caracter\u00edsticas chave. Por\u00e9m, esse procedimento faz colapsar a rede de compartimentos, antes cheios de l\u00edquidos. \u00c9 como se os pisos de um edif\u00edcio desmoronassem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, &#8220;durante d\u00e9cadas, (a estrutura) pareceu como algo s\u00f3lido nas placas de bi\u00f3psia&#8221;, disse Theise, que faz parte do departamento de patologia da Universidade de Nova York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mudar a t\u00e9cnica de fazer a bi\u00f3psia, sua equipe conseguiu preservar a anatomia da estrutura, &#8220;demonstrando que ela forma parte da submucosa e que \u00e9 um espa\u00e7o interticial cheio de flu\u00eddo n\u00e3o observado anteriormente&#8221;. Assim, foram identificadas &#8220;tiras largas e escuras ramificadas, rodeadas de espa\u00e7os grandes e poligonais cheios de fluoresce\u00edna&#8221;, descreve o estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs cientistas confirmaram a exist\u00eancia dessa estrutura em outros 12 pacientes operados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 sua fun\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAt\u00e9 agora a ci\u00eancia n\u00e3o estudou profundamente nem o fluxo nem o volume do flu\u00eddo intersticial do corpo humano. Por enquanto, a identifica\u00e7\u00e3o desse &#8220;espa\u00e7o intersticial&#8221; levanta v\u00e1rias hip\u00f3teses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os especialistas acreditam que essa rede de espa\u00e7os interconectados, forte e el\u00e1stica, pode atuar como um amortecedor para evitar que os tecidos do corpo se rasguem com o funcionamento di\u00e1rio \u2013 que faz com que os \u00f3rg\u00e3os, m\u00fasculos e vasos sangu\u00edneos se contraiam e se expandam constantemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, acreditam que essa rede de cavidades \u00e9 como uma pista expressa para os flu\u00eddos. Isso poderia embasar a hip\u00f3tese de que o c\u00e2ncer, ao atingir o espa\u00e7o intersticial, possa se expandir pelo corpo muito rapidamente. \u00c9 a chamada met\u00e1stase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, os autores do estudo acreditam que as c\u00e9lulas que formam o interst\u00edcio mudam com a idade, podendo contribuir com o enrugamento da pele e com o endurecimento das extremidades, assim como a progress\u00e3o de doen\u00e7as fibr\u00f3ticas, escler\u00f3ides e inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de pesquisadores descobriu uma estrutura at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida da anatomia humana, que pode mudar a forma como entendemos o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os, tecidos e doen\u00e7as. 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