{"id":45150,"date":"2018-04-02T10:08:48","date_gmt":"2018-04-02T13:08:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=45150"},"modified":"2018-04-02T10:08:48","modified_gmt":"2018-04-02T13:08:48","slug":"plano-de-saude-um-sonho-caro-para-o-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/plano-de-saude-um-sonho-caro-para-o-trabalhador\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade: um sonho caro para o trabalhador"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Apenas 23% da popula\u00e7\u00e3o brasileira t\u00eam acesso \u00e0 plano de sa\u00fade. Afinal, por que esse tipo de servi\u00e7o \u00e9 algo t\u00e3o caro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do caos na sa\u00fade p\u00fablica brasileira, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m como a atendente Gryslaide Queiroz, de 31 anos. Ela tem um \u00fanico desejo &#8211; voltar a ter um plano de sa\u00fade. No entanto, por n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com o custo mensal, est\u00e1 h\u00e1 sete anos sem a assist\u00eancia m\u00e9dica particular. Dentro dessa realidade, n\u00e3o \u00e9 surpresa que o terceiro maior desejo do povo brasileiro, atr\u00e1s apenas de sonhos como o de obter a casa pr\u00f3pria e uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, seja ter um plano de sa\u00fade, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS), realizada pelo Ibope. Por\u00e9m, quando se fala em plano de sa\u00fade, o mercado parece ganhar mais para atender de menos, afinal, s\u00f3 o ano passado, o setor faturou R$ 161 bilh\u00f5es para atender 23% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, 47,4 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios, segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). Para os 77% restantes, apesar de almejar o servi\u00e7o, n\u00e3o resta alternativa a n\u00e3o ser ficar \u00e0 merc\u00ea do superlotado SUS. Mas por que \u00e9 t\u00e3o cara a sa\u00fade suplementar no Brasil?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o do superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, o valor dos planos de sa\u00fade \u00e9 pressionado pelo aumento dos custos em sa\u00fade, que \u00e9 um fen\u00f4meno mundial, mas que se agrava no caso brasileiro por problemas do nosso sistema de sa\u00fade. \u201cH\u00e1 alguns fen\u00f4menos que levam a esse aumento, dentre os quais, destacam-se a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, sempre aditivas (e n\u00e3o substitutivas) \u00e0s existentes e o processo de mudan\u00e7a demogr\u00e1fica e maior longevidade das pessoas: uma popula\u00e7\u00e3o mais envelhecida necessita de mais servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, argumenta o superintendente. Ele ainda destaca a import\u00e2ncia do modelo de pagamento adotado no Brasil, o conta aberta, ou fee for service (FFS), em que h\u00e1 incentivos para que as contas hospitalares sejam maximizadas ao maior custo poss\u00edvel. \u201cHoje, os hospitais t\u00eam um cheque em branco para cada interna\u00e7\u00e3o. De uma forma bastante crua, mas para facilitar a compreens\u00e3o: o desperd\u00edcio compensa. Quanto mais dias, exames e insumos forem consumidos, maior o lucro do prestador de servi\u00e7o\u201d, explica. \u201cIsso n\u00e3o significa, claro, que os hospitais s\u00e3o vil\u00f5es interessados apenas no dinheiro. Significa que o modelo est\u00e1 errado\u201d, revela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade (Abramge), al\u00e9m desse sistema de remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser o ideal, o grande vil\u00e3o para o pre\u00e7o elevado est\u00e1 no impacto de novos procedimentos, medicamentos e terapias nas coberturas, que faz press\u00e3o no j\u00e1 delicado equil\u00edbrio financeiro da sa\u00fade suplementar no Pa\u00eds. No entendimento da Abramge, seria importante que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ou a pr\u00f3pria Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) realizassem estudos pr\u00e9vios de avalia\u00e7\u00e3o do custo-efic\u00e1cia e do impacto econ\u00f4mico para a incorpora\u00e7\u00e3o de novos procedimentos. \u201cA Abramge entende que a sociedade deve participar mais ativamente desta discuss\u00e3o com questionamentos como: \u201c\u00c9 realmente necess\u00e1rio determinado procedimento, sendo que existe outro similar mais barato? Estou disposto a arcar com os aumentos em virtude dessas novas tecnologias?\u201d, afinal, o custo final sempre recai sobre o cliente\u201d, afirma a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, a ANS argumenta que a revis\u00e3o do Rol de Procedimentos e Eventos em Sa\u00fade \u00e9 realizada a cada dois anos, no \u00e2mbito do Comit\u00ea Permanente de Regula\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade (COSA\u00daDE), formado por representantes de \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor, prestadores de servi\u00e7os, operadoras de planos de sa\u00fade (inclusive a Abramge), conselhos e associa\u00e7\u00f5es profissionais, representantes de benefici\u00e1rios, entre outras entidades. Depois de discutida, a proposta final de revis\u00e3o \u00e9 submetida \u00e0 consulta p\u00fablica, sendo disponibilizada na p\u00e1gina eletr\u00f4nica da Ag\u00eancia para o recebimento de coment\u00e1rios, cr\u00edticas e sugest\u00f5es. Ap\u00f3s a an\u00e1lise da consulta p\u00fablica, a diretoria colegiada da ANS delibera sobre as novas incorpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00e9dico com valores baixos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSe por um lado os usu\u00e1rios reclamam do pre\u00e7o alto cobrado para ter o servi\u00e7o, do outro lado os m\u00e9dicos consideram que o valor repassado pelas operadoras \u00e9 muito abaixo do mercado. Por conta disso, muitos t\u00eam optado por n\u00e3o atender mais pelas operadoras. De acordo com relat\u00f3rio que revela a demografia m\u00e9dica no Brasil, desenvolvido pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em 2015, 75% dos m\u00e9dicos que aceitam plano de sa\u00fade tem diminu\u00eddo as consultas para atender de forma particular, enquanto 25% nem prestam o servi\u00e7o \u00e0s operadoras de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos conseguido alguns avan\u00e7os importantes para equilibrar e mostrar \u00e0s operadoras que o valor de alguns procedimentos est\u00e1 muito abaixo do praticado na Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira Hierarquizada de Procedimentos M\u00e9dicos (CBHPM), que \u00e9 a nossa refer\u00eancia aqui em Pernambuco\u201d, explica o presidente da comiss\u00e3o estadual de honor\u00e1rios do Sindicato dos M\u00e9dicos de Pernambuco (Simepe), M\u00e1rio Lins, que ressalta que \u00e9 preciso haver um entendimento que o m\u00e9dico tem custos e que medicina n\u00e3o \u00e9 somente sacerd\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 23% da popula\u00e7\u00e3o brasileira t\u00eam acesso \u00e0 plano de sa\u00fade. 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