{"id":4529,"date":"2012-02-24T12:56:47","date_gmt":"2012-02-24T12:56:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=4529"},"modified":"2012-02-24T13:01:49","modified_gmt":"2012-02-24T13:01:49","slug":"anticancerigeno-reverte-sintomas-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/anticancerigeno-reverte-sintomas-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"Anticancer\u00edgeno reverte sintomas de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas  artigos rec\u00e9m-publicados em revistas cient\u00edficas renomadas mostram   poss\u00edveis caminhos para atacar a doen\u00e7a neurodegenerativa, hoje sem  cura. Um dos experimentos revela  que a subst\u00e2ncia bexaroteno recupera  fun\u00e7\u00f5es cerebrais perdidas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com 5,1 milh\u00f5es de norte-americanos  sofrendo do mal de Alzheimer, \u00e9 dos  Estados Unidos que t\u00eam sa\u00eddo as  pesquisas mais promissoras em rela\u00e7\u00e3o a  essa doen\u00e7a neurodegenerativa,  sem cura e cujo tratamento, at\u00e9 agora, s\u00f3  se concentra nos sintomas.  Tr\u00eas artigos publicados na semana passada  animaram a comunidade  cient\u00edfica \u2014 que, apesar de destacar a import\u00e2ncia  dos resultados,  alerta sobre a necessidade de mais estudos antes de se  desenvolver uma  terapia que consiga frear ou mesmo reverter os estragos  feitos no  c\u00e9rebro. Ainda assim, as conclus\u00f5es das pesquisas foram  consideradas  animadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma delas, publicada na revista especializada  Science, tem como vantagem  o fato de os cientistas descobrirem a  efic\u00e1cia de um medicamento j\u00e1  aprovado pela Food and Drugs  Administration (FDA), \u00f3rg\u00e3o de vigil\u00e2ncia  sanit\u00e1ria dos EUA, no  tratamento da doen\u00e7a. Os pesquisadores da  Faculdade de Medicina de Case  Western, em Cleveland, constataram que a  subst\u00e2ncia bexaroteno,  presente em rem\u00e9dios anticancer\u00edgenos, conseguiu  recuperar fun\u00e7\u00f5es  cerebrais em ratos que foram manipulados geneticamente  para desenvolver  o Alzheimer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em laborat\u00f3rio, os cientistas perceberam que as  placas beta-amiloides,  que se acumulam entre os neur\u00f4nios e come\u00e7am a  destruir as c\u00e9lulas,  foram afetadas diretamente pelo bexaroteno,  subst\u00e2ncia que existe no  mercado h\u00e1 13 anos e \u00e9 usada para o tratamento  de um tipo de linfoma T.  Ao receberem dosagens do rem\u00e9dio, os ratos  reagiram e at\u00e9 75% das placas  foram eliminadas. Segundo a pesquisa, foi  poss\u00edvel, inclusive, reverter  os sintomas; entre eles, o mais  dr\u00e1stico: a perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gary Landreth, principal autor do  estudo, conta que decidiu usar esse  medicamento porque a droga age em  c\u00e9lulas localizadas no n\u00facleo do  c\u00e9rebro, que induzem um processo  bioqu\u00edmico que afeta a produ\u00e7\u00e3o de  beta-amiloide. A equipe, ent\u00e3o,  administrou uma \u00fanica dose nos ratos e,  em seis horas, 25% das placas  haviam desaparecido, um efeito que durou  tr\u00eas dias. Nesse per\u00edodo, os  animais recuperaram as fun\u00e7\u00f5es cognitivas  afetadas pelo Alzheimer. Uma  das provas \u00e9 que come\u00e7aram a dobrar peda\u00e7os  de papel higi\u00eanico para  construir seus ninhos, algo que eram incapazes  de fazer quando tinham  uma concentra\u00e7\u00e3o alta do pept\u00eddeo no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rapidez<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para verificar o efeito do medicamento em longo prazo, os cientistas   continuaram a injetar o bexaroteno e observar como os ratos   responderiam. Em duas semanas, 75% das placas beta-amiloide haviam   sumido. \u201cEm modelos animais, nunca hav\u00edamos observado uma limpeza t\u00e3o   r\u00e1pida das placas beta-amiloides. Conseguimos reverter com muito sucesso   todas as caracter\u00edsticas patol\u00f3gicas e comportamentais t\u00edpicas de   roedores manipulados para desenvolver o Alzheimer\u201d, comemora Landreth.   \u201cAcredito que essa pesquisa \u00e9 extremamente promissora. Pelo menos no que   diz respeito aos animais, provamos que a droga afeta diretamente a   produ\u00e7\u00e3o das placas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da mem\u00f3ria, os ratinhos recuperaram  o olfato, cuja perda \u00e9 o  principal sinal de Alzheimer em humanos. \u201c\u00c9  um avan\u00e7o sem precedentes.  At\u00e9 agora, o melhor tratamento existente  demorava v\u00e1rios meses para  eliminar as placas amiloides do c\u00e9rebro de  ratos. Nosso pr\u00f3ximo passo \u00e9  verificar se o bexaroteno tem o mesmo  efeito em seres humanos. Estamos  dando os passos iniciais para  transformar essa descoberta em um  tratamento e esperamos obter  resultados de um teste cl\u00ednico at\u00e9 o ano  que vem\u201d, disse \u00e0 ag\u00eancia  France Press Daniel Wesson, professor adjunto  de neuroci\u00eancia e segundo  autor do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bexaroteno n\u00e3o age diretamente na limpeza  das placas. Em vez disso,  ele ativa receptores retinoides nas c\u00e9lulas  cerebrais que produzem um  complexo proteico chamado apolipoprote\u00edna E,  que transporta o colesterol  at\u00e9 o sistema nervoso central. Altera\u00e7\u00f5es  gen\u00e9ticas nessa prote\u00edna  est\u00e3o associadas ao risco de desenvolver  Alzheimer. O problema \u00e9 que  essa subst\u00e2ncia tem efeitos colaterais,  como aumento das taxas de  colesterol e triglicer\u00eddeos, disfun\u00e7\u00f5es que  aumentam a probabilidade de  se ter doen\u00e7as cardiovasculares e diabetes.  \u201cUma forma de lidar com isso  seria administrar dosagens mais baixas.  N\u00e3o acho que os poss\u00edveis  efeitos colaterais coloquem essa excelente  pesquisa em amea\u00e7a. O  resultado da pesquisa \u00e9 que a droga diminiuiu  significativamente os  dep\u00f3sitos de placas beta-amiloides, e acredito  que, em humanos, os  testes ser\u00e3o promissores\u201d, opina David Holtzman,  pesquisador de  Alzheimer da Universidade de Washington, c\u00e2mpus de Saint  Louis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais descobertas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da  pesquisa publicada na Science, dois artigos independentes  divulgados na  semana passada chamaram a aten\u00e7\u00e3o da comunidade m\u00e9dica por  conseguirem  desvendar mais mecanismos por tr\u00e1s da doen\u00e7a, o primeiro  passo para o  desenvolvimento de uma terapia-alvo. Bradley T. Hyman, do  Hospital  Geral de Massachusetts, em Boston, e Karen Duff, da  Universidade de  Columbia, descobriram que uma prote\u00edna associada \u00e0  doen\u00e7a, chamada tau,  se espalha pelo c\u00e9rebro como se fosse um v\u00edrus,  saltando de um  neur\u00f4nio para o outro. Diferentemente das placas  amiloides, a tau,  quando alterada danifica o c\u00e9rebro, provocando  emaranhados  neurofibrilares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos em cad\u00e1veres e exames por imagem no  c\u00e9rebro de pacientes com  Alzheimer sugerem que a doen\u00e7a, principalmente  no que se refere \u00e0  patologia neurofibrilar, come\u00e7a no c\u00f3rtex  entorrinal, regi\u00e3o que  desempenha um papel importante na mem\u00f3ria. \u00c0  medida que o Alzheimer  progride, os emaranhados v\u00e3o se distribuindo por  outras regi\u00f5es  cerebrais, uma pista do padr\u00e3o de dissemina\u00e7\u00e3o do mal.  Para confirmar  esse fato, o Instituto Taub de Pesquisa sobre Alzheimer e  Envelhecimento  Cerebral da Universidade de Columbia manipulou ratos de  forma dque o  gene da prote\u00edna tau tivesse uma maior express\u00e3o no  c\u00f3rtex entorrinal.  Os c\u00e9rebros dos animais foram analizados durante 22  meses,  possibilitando aos cientistas fazer um mapa do desenvolvimento  do  Alzheimer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores descobriram que, \u00e0 medida que  os ratos envelheciam, a  prote\u00edna alterada se espalhava seguindo um rota  espec\u00edfica, do c\u00f3rtex  entorrinal at\u00e9 o hipocampo. \u201cEsse padr\u00e3o \u00e9 muito  semelhante ao que vemos  nos primeiros est\u00e1gios de Alzheimer humano\u201d,  comentou Karen Duff no  site da Universidade de Columbia. \u201cSe, como  nossos dados sugerem, a  patologia come\u00e7a no c\u00f3rtex entorrinal e emana  de l\u00e1, a abordagem mais  efetiva para tratar o Alzheimer talvez seja  semelhante \u00e0 forma como  lidamos com o c\u00e2ncer, por meio da detec\u00e7\u00e3o  precoce e do tratamento  localizado, de forma a evitar a progress\u00e3o\u201d,  acredita Bradley T. Hyman,  principal autor da pesquisa realizada pelo  Hospital Geral de  Massachusetts.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas artigos rec\u00e9m-publicados em revistas cient\u00edficas renomadas mostram poss\u00edveis caminhos para atacar a doen\u00e7a neurodegenerativa, hoje sem cura. Um dos experimentos revela que a subst\u00e2ncia bexaroteno recupera fun\u00e7\u00f5es cerebrais perdidas Com 5,1 milh\u00f5es de norte-americanos sofrendo do mal de Alzheimer, \u00e9 dos Estados Unidos que t\u00eam sa\u00eddo as pesquisas mais promissoras em rela\u00e7\u00e3o a essa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[9],"tags":[308,47],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4529"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4529"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4531,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4529\/revisions\/4531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}