{"id":45440,"date":"2018-04-12T12:42:42","date_gmt":"2018-04-12T15:42:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=45440"},"modified":"2018-04-12T12:42:42","modified_gmt":"2018-04-12T15:42:42","slug":"febre-amarela-sociedade-brasileira-de-imunizacoes-diz-que-reforco-de-dose-da-vacina-pode-ser-considerado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/febre-amarela-sociedade-brasileira-de-imunizacoes-diz-que-reforco-de-dose-da-vacina-pode-ser-considerado\/","title":{"rendered":"Febre amarela: Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es diz que refor\u00e7o de dose da vacina pode ser considerado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entidade considera que decis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre dose \u00fanica foi adequada para o momento, mas que n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre dura\u00e7\u00e3o prolongada da vacina &#8212; principalmente em crian\u00e7as vacinadas antes dos dois anos de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm) chegou ao consenso de que um segundo refor\u00e7o da dose da vacina contra a febre amarela pode ser considerado, principalmente nas crian\u00e7as vacinadas antes dos dois anos de idade. O entendimento foi proferido na atualiza\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio vacinal para o segundo semestre de 2018 e come\u00e7o de 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atualiza\u00e7\u00e3o da entidade \u00e9 divulgada ap\u00f3s reportagem do G1 mostrar que os Estados Unidos tamb\u00e9m consideram o refor\u00e7o da dose em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A SBIm re\u00fane especialistas periodicamente para definir diretrizes sobre vacinas em todas as idades. Trata-se de um entendimento de m\u00e9dicos &#8212; e n\u00e3o do governo. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade toma suas pr\u00f3prias decis\u00f5es com seu pr\u00f3prio corpo t\u00e9cnico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, a pasta e a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estabelecem que basta uma \u00fanica dose para a prote\u00e7\u00e3o para a vida inteira. A diretriz da OMS foi estabelecida em 2013 e, durante muito tempo, o Brasil foi o \u00fanico pa\u00eds do mundo a recomendar duas doses &#8212; situa\u00e7\u00e3o que mudou em abril de 2017, quando a demanda sobre a vacina aumentou exponencialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es, Isabella Ballalai, considera que a posi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foi adequada para o momento, mas explica que a SBIm chegou a conclus\u00e3o sobre a possibilidade de um refor\u00e7o por entender que n\u00e3o h\u00e1 estudos suficientes para dizer com absoluta certeza que a vacina proteja pela vida inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nH\u00e1 evid\u00eancias, por\u00e9m, de que o imunizante tenha resultados muito duradouros &#8212; e, por isso, n\u00e3o h\u00e1 comprometimento para a prote\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal preocupa\u00e7\u00e3o da entidade s\u00e3o os estudos que atestam que 20% das crian\u00e7as vacinadas com menos de dois anos de idade n\u00e3o respondem adequadamente \u00e0 vacina. Isso significa que, no futuro, poderia ser considerado um refor\u00e7o para crian\u00e7as que est\u00e3o sendo vacinadas agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nossa principal preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem o adulto nesse momento, mas a crian\u00e7a vacinada com menos de dois anos porque j\u00e1 temos dados e estudos sobre a efic\u00e1cia da vacina nesse grupo&#8221;, explica Isabella.<br \/>\nAnualmente, a SBIm re\u00fane uma comiss\u00e3o de especialistas e atualiza diretrizes sobre vacina\u00e7\u00e3o, com os \u00faltimos consensos cient\u00edficos sobre o assunto. A comiss\u00e3o tem 25 membros. Em \u00faltima reuni\u00e3o, realizada no final de mar\u00e7o, a entidade tamb\u00e9m considerou que um segundo refor\u00e7o da dose pode se indicado em situa\u00e7\u00f5es de risco epidemiol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 consenso sobre a dura\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o conferida pela vacina. De acordo com o risco epidemiol\u00f3gico, uma segunda dose pode ser considerada, em especial para aqueles vacinados antes dos 2 anos de idade, pela maior possibilidade de falha vacinal prim\u00e1ria&#8221;, pontua atualiza\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio vacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como risco epidemiol\u00f3gico, a SBim considera regi\u00f5es com transmiss\u00e3o ativa da doen\u00e7a. &#8220;Isso significa dizer, por exemplo, que moradores da cidade do Rio de Janeiro n\u00e3o precisariam de refor\u00e7o, mas em Teres\u00f3polis, onde h\u00e1 casos e mortes, isso pode ser pensado&#8221;, explica Isabella.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A posi\u00e7\u00e3o da entidade sobre o refor\u00e7o segue entendimento do Centro Controle de Doen\u00e7as dos Estados Unidos que tamb\u00e9m considera um refor\u00e7o da vacina em alguns casos, como em soropositivos para o HIV e viajantes para \u00e1reas com transmiss\u00e3o ativa da doen\u00e7a. Por esse motivo, os Estados Unidos tamb\u00e9m recomendaram que norte-americanos com previs\u00e3o de viagem a regi\u00f5es de risco no Brasil considerem um refor\u00e7o da dose (se passado o per\u00edodo de 10 anos, como era anteriormente por aqui).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Estados Unidos n\u00e3o exigem que brasileiros que viajem ao pa\u00eds tomem a vacina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Decis\u00e3o adequada do Brasil para o contexto e estudos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es considera que a decis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foi adequada para a situa\u00e7\u00e3o de risco, principalmente com a introdu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em regi\u00f5es muito populosas como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente tem que entender a situa\u00e7\u00e3o da febre amarela em um contexto. Uma coisa \u00e9 os Estados Unidos, que n\u00e3o tem circula\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, fazer essa indica\u00e7\u00e3o para viajantes. Outra bem diferente \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o brasileira, que teve uma demanda surpreendente sobre a vacina e tem mais de 200 milh\u00f5es de habitantes&#8221;, explica Isabella Ballalai.<br \/>\nA prioridade brasileira foi proteger o m\u00e1ximo de pessoas poss\u00edvel em um curto per\u00edodo de tempo, diz Isabella. Medidas como dispensar o refor\u00e7o e a ado\u00e7\u00e3o da dose fracionada, que \u00e9 segura e eficaz, foram corretas, completa a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da decis\u00e3o, entretanto, a presidente da SBIm pontua que nem os Estados Unidos, nem a OMS, nem o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade possuem estudos suficientes para dizer que a vacina protege para a vida inteira. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 esse dado, nem em adultos, nem em grupos espec\u00edficos. Os dados da litetatura s\u00e3o muito poucos&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade diz que a dose \u00fanica s\u00f3 foi adotada ap\u00f3s an\u00e1lise de estudos e da consulta a especialistas e entidades m\u00e9dicas, que inclu\u00edram a Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm). A pasta disse ainda que pesquisas, debates e aprimoramento fazem parte das pol\u00edticas de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ressalta-se que, na \u00e1rea da sa\u00fade, estudos cient\u00edficos s\u00e3o habituais e fazem parte do processo de aprimoramento das pol\u00edticas de sa\u00fade. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tem estudos pr\u00f3prios em andamento para certifica\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia da vacina de febre amarela para a vida toda&#8221;, afirmou a pasta, em nota.<br \/>\nDe fato, a pasta e a Fiocruz est\u00e3o fazendo um estudo independente para atestar a efic\u00e1cia da vacina a longu\u00edssimo prazo em \u00e1reas sem circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. O estudo est\u00e1 sendo feito na Para\u00edba, onde n\u00e3o h\u00e1 transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo na Para\u00edba \u00e9 particularmente importante porque uma quest\u00e3o que tem sido levantada nos estudos avaliados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade \u00e9 que muitas pesquisas que atestaram a efic\u00e1cia prolongada do imunizante foram feitas em regi\u00f5es com circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema com esse aspecto \u00e9 que muitos vacinados podem ter tido refor\u00e7o natural da imunidade; com isso, a prote\u00e7\u00e3o prolongada pode n\u00e3o ter sido provocada pela vacina tomada anteriormente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidade considera que decis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre dose \u00fanica foi adequada para o momento, mas que n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre dura\u00e7\u00e3o prolongada da vacina &#8212; principalmente em crian\u00e7as vacinadas antes dos dois anos de idade. 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