{"id":45575,"date":"2018-04-18T09:21:38","date_gmt":"2018-04-18T12:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=45575"},"modified":"2018-04-18T09:21:38","modified_gmt":"2018-04-18T12:21:38","slug":"de-vacina-contra-cancer-de-pele-a-melhor-tratamento-para-cancer-na-prostata-veja-avancos-em-5-pesquisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/de-vacina-contra-cancer-de-pele-a-melhor-tratamento-para-cancer-na-prostata-veja-avancos-em-5-pesquisas\/","title":{"rendered":"De vacina contra c\u00e2ncer de pele a melhor tratamento para c\u00e2ncer na pr\u00f3stata: veja avan\u00e7os em 5 pesquisas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores de diversos lugares do mundo tentam entender o funcionamento da doen\u00e7a. G1 reuniu estudos que prometem melhorar tratamentos e aumentar as chances de cura .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/xZBW6S4RvyuQJsfgiYZUQjVOsDA=\/0x0:939x626\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/b\/O\/jWsQCbTz2Q6ALYXl4VVA\/pesquisador-marcio-chaim-bajgelman-do-lnbio-trabalha-no-desenvolvimento-de-vacina-contra-o-cancer.jpg\" alt=\"Pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, do LNBio, trabalha no desenvolvimento de vacina contra o c\u00c3\u00a2ncer. (Foto: CNPEM\/Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descobertas recentes feitas por pesquisadores no Brasil e no mundo prometem melhorar tratamentos de combate ao c\u00e2ncer e aumentar as chances de cura dos pacientes. O G1 reuniu alguns estudos publicados recentemente que mostram o avan\u00e7o nas pesquisas e que v\u00e3o desde uma vacina que pode acabar com tumores at\u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o dos efeitos colaterais da quimioterapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veja abaixo alguns estudos publicados recentemente:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>1. Vacina contra o c\u00e2ncer<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vacina desenvolvida no Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), estimula o sistema imunol\u00f3gico a combater o c\u00e2ncer. Os primeiros resultados em camundongos foram surpreendentes e em alguns animais o tumor foi eliminado completamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo: A vacina usa c\u00e9lulas tumorais do pr\u00f3prio indiv\u00edduo que receber\u00e1 o tratamento e secreta citocina GM-CSF, que estimula a prolifera\u00e7\u00e3o e a matura\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de c\u00e9lulas de defesa, para evitar que as c\u00e9lulas tumorais se multipliquem descontroladamente no organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica: A vacina foi testada em camundongos e na pr\u00f3xima etapa ser\u00e1 testada em amostras provenientes de cirurgias com pacientes para analisar o desempenho in vitro. Se tudo der certo, a vacina pode chegar ao mercado dentro de alguns anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nossos estudos demonstraram a possibilidade de curar o c\u00e2ncer em experimentos com animais. Al\u00e9m disso, uma observa\u00e7\u00e3o interessante foi que animais curados e redesafiados com novos tumores apresentaram uma resposta duradoura, sugerindo-se o desenvolvimento de uma mem\u00f3ria imunol\u00f3gica antitumoral&#8221;, disse o pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, que coordena o estudo no Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que tem sede em Campinas (SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>2. Atlas da origem do c\u00e2ncer<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas da Universidade de Santa Cruz, na Calif\u00f3rnia, descobriram que c\u00e2nceres que come\u00e7am em diferentes \u00f3rg\u00e3os podem ter a mesma origem celular e criaram um \u201catlas\u201d da origem do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO estudo: Foram analisados 33 diferentes tipos de tumor em 10 mil pacientes. Todos os 33 tipos foram reclassificados em 28 tipos moleculares. Dois ter\u00e7os destes foram considerados heterog\u00eaneos porque continham at\u00e9 25 tipos histol\u00f3gicos, que tradicionalmente seriam tratados de maneira diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica: Sabendo da origem molecular do tipo de c\u00e2ncer, tratamentos para um tipo de c\u00e2ncer poder\u00e3o ser estudados para beneficiar pessoas que t\u00eam outros tipos, por\u00e9m de mesma origem molecular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/mprNhRYwdtSHoz9X_zH8GC1kFx8=\/0x0:930x743\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/F\/m\/1STRqiTZSPxDwH1jlgmw\/167104.jpg\" alt=\"O 'mapa dos tumores' ajuda os cientistas a visualizar a origem celular de diferentes tipos de c\u00c3\u00a2ncer (Foto: UC Santa Cruz Genomics Institute)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>3. Quimioterapia sem dor<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com frequ\u00eancia, pacientes que fazem quimioterapia sofrem com efeitos colaterais como dores musculares, formigamento nos p\u00e9s e nas m\u00e3os e queima\u00e7\u00e3o. Em mar\u00e7o, pesquisadores da Universidade de Saint Louis, nos EUA, divulgaram que conseguiram com sucesso eliminar a dor do tratamento de quimioterapia para c\u00e2ncer colorretal em um modelo animal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo: Os pesquisadores analisaram o rem\u00e9dio oxaliplatina, comumente usado no tratamento de c\u00e2ncer colorretal, e descobriram como o rem\u00e9dio pode causar dor at\u00e9 mesmo anos depois do fim do tratamento. A dor est\u00e1 associada \u00e0 enzima adenosina quinase em astr\u00f3citos (um tipo de c\u00e9lula do sistema nervoso central) e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da sinaliza\u00e7\u00e3o de adenosina em um receptor chave, A3AR. Os pesquisadores conseguiram bloquear o desenvolvimento dos efeitos colaterais do rem\u00e9dio sem interferir nas propriedades anticancer\u00edgenas do medicamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica: O estudo mostra que pode ser poss\u00edvel combinar o uso da oxaliplatina com outros rem\u00e9dios durante o tratamento. Atualmente, j\u00e1 existe um estudo em andamento para analisar os agonistas (drogas que atuam em receptores e causam um aumento ou uma diminui\u00e7\u00e3o na sua atividade) do A3AR como novo agente anticancer\u00edgeno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>4. Tratamento melhor para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00e2ncer de pr\u00f3stata \u00e9 o segundo c\u00e2ncer mais comum em homens e a quinta causa de morte mais comum entre eles no mundo, segundo dados de 2012 da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de diversos tratamentos estarem dispon\u00edveis para os pacientes, alguns homens n\u00e3o respondem \u00e0s principais op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Pensando neste grupo, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canad\u00e1, desenvolveram uma bi\u00f3psia atrav\u00e9s de uma amostra de sangue que revela, antes mesmo de o tratamento come\u00e7ar, quem n\u00e3o responder\u00e1 a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo: A partir da amostra de sangue, os cientistas identificaram as c\u00e9lulas tumorais e analisavam se elas tinham algum marcador indicativo de que seriam resistentes a tratamentos espec\u00edficos. Foram analisados pacientes com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata em met\u00e1stase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica: Segundo os pesquisadores, a bi\u00f3psia feita com a amostra de sangue n\u00e3o tem custo, \u00e9 r\u00e1pida e precisa. Agora, eles ir\u00e3o replicar o estudo com mais pacientes e j\u00e1 pensam em testar a aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia em outros tipos de c\u00e2ncer e at\u00e9 em outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o m\u00e9dico urologista Cl\u00e1udio Murta, coordenador do Centro de Refer\u00eancia da Sa\u00fade do Homem do Estado de S\u00e3o Paulo, o impacto do estudo ser\u00e1 grande pois permitir\u00e1 aos m\u00e9dicos &#8220;a utiliza\u00e7\u00e3o de meios menos invasivos para individualiza\u00e7\u00e3o do melhor tratamento ao paciente&#8221;. Al\u00e9m disso, o estudo demonstra que as bi\u00f3psias l\u00edquidas para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata podem ser aplicadas clinicamente em um futuro pr\u00f3ximo, afirma ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>5. C\u00e9lulas T combatem c\u00e2ncer de f\u00edgado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores da Universidade de Augusta, nos EUA, testaram camundongos criados em laborat\u00f3rio para responder a um ant\u00edgeno comumente encontrado em c\u00e2ncer de f\u00edgado em humanos. Algumas c\u00e9lulas T dos camundongos conseguiram identificar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas e mat\u00e1-las.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As c\u00e9lulas T s\u00e3o respons\u00e1veis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos (ant\u00edgenos) que tomam conta das c\u00e9lulas, como v\u00edrus, bact\u00e9rias e o c\u00e2ncer. S\u00e3o elas que regulam o funcionamento do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo: Depois do teste feito com camundongos, os cientistas testaram as c\u00e9lulas T em tecido humano in vitro. Eles usaram os genes de receptores de ant\u00edgeno mais eficazes nessas c\u00e9lulas T, as colocaram em c\u00e9lulas T humanas e tamb\u00e9m em c\u00e9lulas humanas o c\u00e2ncer foi erradicado sem alterar as c\u00e9lulas normais do f\u00edgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica: Os cientistas j\u00e1 firmaram parceria para testar o uso destas c\u00e9lulas T em tecidos humanos saud\u00e1veis e com c\u00e2ncer de f\u00edgado. Se as c\u00e9lulas produzirem uma boa resposta ao c\u00e2ncer e n\u00e3o atacarem tamb\u00e9m as c\u00e9lulas saud\u00e1veis, o estudo poder\u00e1 ser testado clinicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de diversos lugares do mundo tentam entender o funcionamento da doen\u00e7a. G1 reuniu estudos que prometem melhorar tratamentos e aumentar as chances de cura . Descobertas recentes feitas por pesquisadores no Brasil e no mundo prometem melhorar tratamentos de combate ao c\u00e2ncer e aumentar as chances de cura dos pacientes. 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