{"id":45683,"date":"2018-04-23T10:04:42","date_gmt":"2018-04-23T13:04:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=45683"},"modified":"2018-04-23T10:04:42","modified_gmt":"2018-04-23T13:04:42","slug":"como-o-estimulo-de-areas-do-cerebro-pode-silenciar-compulsao-por-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/como-o-estimulo-de-areas-do-cerebro-pode-silenciar-compulsao-por-comida\/","title":{"rendered":"Como o est\u00edmulo de \u00e1reas do c\u00e9rebro pode silenciar compuls\u00e3o por comida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em tratamento de \u00faltimo recurso, m\u00e9dicos implantaram eletrodos no c\u00e9rebro de uma paciente extremamente deprimida \u2013 e os efeitos foram positivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anna viveu deprimida durante boa parte de sua vida adulta, sempre buscando tratamentos que pudessem ajud\u00e1-la. Ela tomou antidepressivos, frequentou psicoterapia e at\u00e9 tentou terapia eletroconvulsiva &#8211; o uso da eletricidade pelo c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tratamentos como esses s\u00f3 eram eficazes por per\u00edodos curtos de tempo e sua depress\u00e3o logo voltava. Outro problema que ela enfrentava era sua obesidade m\u00f3rbida: pesava 183 kg e chegou a ter \u00edndice de massa corporal (IMC) de 63. Isso limitava muito sua mobilidade, o que, naturalmente, intensificava ainda mais sua depress\u00e3o, em um ciclo vicioso de preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cirurgia bari\u00e1trica a ajudou a perder peso, mas n\u00e3o tanto quanto ela esperava e teve pouco impacto na sa\u00fade mental. Como \u00faltima alternativa, psiquiatras tomaram a decis\u00e3o dr\u00e1stica de implantar um dispositivo el\u00e9trico em seu c\u00e9rebro, uma terapia invasiva conhecida como estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda. \u00c9 um tratamento que j\u00e1 \u00e9 frequentemente usado para diminuir os sintomas da doen\u00e7a de Parkinson e da epilepsia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo n\u00e3o apenas ajudou a conter a depress\u00e3o significativamente como teve outro impressionante resultado: ela perdeu quase 50% a mais de peso por m\u00eas (2,8 kg) do que ela havia perdido logo ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica. Thomas Munte, neurologista da Universidade de Lubeck, na Alemanha, respons\u00e1vel pelo caso, diz que o objetivo inicial era tratar a depress\u00e3o e que a perda de peso seria o &#8220;objetivo n\u00famero dois&#8221; da cirurgia. No seu caso, ambos pareciam interligados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso de Anna est\u00e1 abrindo caminho para novas discuss\u00f5es sobre uma epidemia global. Tamb\u00e9m \u00e9 revelador que, em alguns raros casos, o c\u00e9rebro possa ser &#8220;dessintonizado&#8221; de comportamentos prejudiciais, como v\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda ainda \u00e9 controversa, mas n\u00e3o \u00e9 um tratamento novo. Ela data de 1930, quando neurocirurgi\u00f5es n\u00e3o eram t\u00e3o cuidadosos quanto hoje. Foi o neurocirurgi\u00e3o Wilder Penfield o primeiro a desenvolver uma t\u00e9cnica ousada para tratar a epilepsia. Ele estimulava diferentes partes do c\u00e9rebro com uma sonda el\u00e9tricas, mantendo os pacientes acordados durante o processo para que pudessem entender o efeito dela. A ideia era que a \u00e1rea do c\u00e9rebro causando o problema pudesse ser identificada e destru\u00edda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNa verdade, cientistas basicamente &#8220;cozinhavam peda\u00e7os do c\u00e9rebro&#8221;, diz Munte, para criar pequenas les\u00f5es. Isso era feito para tratar pacientes com dist\u00farbios de movimentos como a distonia, que causa tremores ou espasmos repetitivos. Esse procedimento era chamado de &#8220;cirurgia estereot\u00e1xica&#8221; e essa \u00e9poca foi chamada de &#8220;um momento \u00fanico de experimenta\u00e7\u00f5es humanas emp\u00edricas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais ou menos na mesma \u00e9poca, um neurologista chamado Antonio Egas Moniz estava ocupado retirando pequenas partes do lobo frontal do c\u00e9rebro de seus pacientes &#8211; uma \u00e1rea vital para o planejamento e a personalidade. O tratamento foi considerado bem-sucedido em v\u00e1rios casos &#8211; e as inevit\u00e1veis consequ\u00eancias e mudan\u00e7as de personalidade foram vistas como efeitos secund\u00e1rios. Para a surpresa de todos, esse trabalho lhe rendeu um Pr\u00eamio Nobel em 1949.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Retirar partes do c\u00e9rebro e observar os resultados lhe foi \u00fatil para o estudo e a pr\u00e1tica da estimula\u00e7\u00e3o cerebral &#8211; que permitiu que neurologistas compreendessem que \u00e1reas do c\u00e9rebro podem ser beneficiadas com os eletrodos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando rem\u00e9dios antipsic\u00f3ticos e antidepressivos se tornaram mais comuns nas receitas m\u00e9dicas, a predomin\u00e2ncia dessas t\u00e9cnicas invasivas e irrevers\u00edveis foi reduzida, mas as li\u00e7\u00f5es aprendidas nas \u00e1reas cerebrais envolvidas foram imporantes para a estimula\u00e7\u00e3o cerebral como a conhecemos hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2002, a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda foi aprovada para o tratamento do mal de Parkinson e j\u00e1 foi aplicada em mais de 40 mil pacientes. Apesar de ser usada majoritariamente para tremores, abriu-se caminho para que ela fosse utilizada em outros dist\u00farbios, como depress\u00e3o severa &#8211; caso de pacientes como Anna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realizar a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda, os cientistas precisam de uma esp\u00e9cie de furadeira para abrir um buraco no cr\u00e2nio do paciente. Depois disso, eles colocam eletrodos no pr\u00f3prio c\u00e9rebro. Em muitas vezes, o paciente est\u00e1 acordado, o que permite que os pesquisadores testem a \u00e1rea do c\u00e9rebro enquanto este \u00e9 estimulado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nNo caso de Anna, a \u00e1rea alvo da estimula\u00e7\u00e3o era o n\u00facleo accumbens, que faz parte da regi\u00e3o de recompensa do c\u00e9rebro que \u00e9 muito importante para processar o prazer. A \u00e1rea est\u00e1 ligada \u00e0 depress\u00e3o &#8211; j\u00e1 que pessoas depressivas demonstram um interesse reduzido no prazer. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel observar uma resposta emocional de um paciente ao estimular (essa \u00e1rea)&#8221;, explica Munte sobre sua paciente, que prefere se manter an\u00f4nima. Sua an\u00e1lise sobre o caso foi publicada no jornal cient\u00edfico Neurocase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tratando a obesidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAlgumas pessoas podem sofrer de obesidade por causa de uma altera\u00e7\u00e3o no sistema de recompensa no c\u00e9rebro, diz Munte. H\u00e1 obesos que demonstram at\u00e9 diferentes padr\u00f5es cerebrais em rela\u00e7\u00e3o a pessoas magras quando expostos a fotos de comidas gostosas. A teoria \u00e9 a de que o n\u00facleo accumbens \u00e9 a \u00e1rea que leva pessoas viciadas ao seu objeto de desejo &#8211; seja comida, \u00e1lcool ou drogas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geralmente, a \u00e1rea do c\u00e9rebro que nos ajuda a agir racionalmente evita que a parte impulsiva, faminta e imediatista em rela\u00e7\u00e3o a recompensas nos domine. Mas o sistema de recompensas pode \u00e0s vezes &#8220;se sobrepor a nossos bons modos&#8221;, diz o neurocirurgi\u00e3o Piotr Zielinski, da Universidade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esportes em Gdansk, na Pol\u00f4nia. A ind\u00fastria das dietas prospera gra\u00e7as aos nossos n\u00facleos accumbens, diz ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poder viciante do sistema de recompensas do nosso c\u00e9rebro foi demonstrado em um famoso estudo de 1950 com ratos, que apresentaram inclina\u00e7\u00e3o maior a estimular essa regi\u00e3o do c\u00e9rebro do que a beber ou comer. Se essa \u00e1rea do c\u00e9rebro fosse &#8220;perturbada&#8221; ou talvez at\u00e9 inibida por estimula\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas, ent\u00e3o o &#8220;\u00edm\u00e3 motivacional deixa de estar l\u00e1 e voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais atra\u00eddo a esse objeto&#8221;, diz Munte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso da estimula\u00e7\u00e3o cerebral para impedir uma \u00e1rea do c\u00e9rebro a realizar sua fun\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 uma teoria n\u00e3o comprovada, mas refor\u00e7ada pela pesquisa em animais. Como o impacto desse tipo de tratamento ainda n\u00e3o \u00e9 plenamente conhecido, ele continua controverso. &#8220;\u00c0s vezes, na medicina, voc\u00ea come\u00e7a a fazer (tratamentos cl\u00ednicos) antes de sequer saber exatamente como funciona&#8221;, diz Munte. No caso do mal de Parkinson, a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda provou ter um impacto positivo muito maior na qualidade de vida do que outros tratamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm breve, talvez poderemos ver impactos positivos no tratamento da depress\u00e3o e at\u00e9 obesidade, agora que emergem casos mais promissores, como o de Anna. Por exemplo, Zielinski viu a pr\u00e1tica expandir do tratamento para mal de Parkinson &#8211; seu departamento realizou mais de 2,5 mil procedimentos do tipo desde os anos 1990 &#8211; para o tratamento de agress\u00f5es patol\u00f3gicas, s\u00edndrome de Tourette e transtorno obsessivo compulsivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m tratou tr\u00eas pessoas com obesidade com estimula\u00e7\u00e3o cerebral durante o sono, todas como \u00faltima alternativa quando nenhuma outra t\u00e9cnica se mostrava eficaz a longo prazo. Assim como no caso de Anna, a obesidade foi tratada como uma desordem compulsiva. A obesidade de uma paciente foi atribu\u00edda a um tumor que ela teve durante a inf\u00e2ncia que prejudicou uma \u00e1rea importante do seu c\u00e9rebro para a regula\u00e7\u00e3o de fome e saciedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pensamentos dessa paciente eram completamente ligados a comida. &#8220;Ent\u00e3o presumimos que uma cirurgia bari\u00e1trica n\u00e3o seria uma solu\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Zielinski. Apesar de sua perda de peso n\u00e3o ter sido t\u00e3o grande, o impacto em sua vida foi transformador. A estimula\u00e7\u00e3o cerebral lhe trouxe independ\u00eancia. Agora ela pode estudar e &#8220;pensar em qualquer outra coisa al\u00e9m de comida&#8221;, diz ele. &#8220;Ela parou de roubar comida da geladeira lacrada dos seus pais&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C\u00e9rebro viciado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAinda assim, Munte ressalta que a estimula\u00e7\u00e3o cerebral n\u00e3o deve ser encarada como um tratamento generalizado para a obesidade, especialmente porque deve continuar sendo visto como um \u00faltimo recurso. Pode ser uma t\u00e9cnica cara e invasiva, ent\u00e3o obviamente n\u00e3o \u00e9 adequada para a maioria das pessoas com obesidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela \u00e9 mais apropriada para o grupo de pacientes obesos com tend\u00eancias aditivas (v\u00edcio) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida. Sonja Yokum, neurocientista que estuda obesidade no Instituto de Pesquisa de Oregon, tem estudado exatamente isso. Ela demonstrou que a comida pode desencadear um processo viciante no c\u00e9rebro que t\u00eam os mesmos sintomas neurais que outros v\u00edcios mais comuns, como em drogas ou \u00e1lcool. Algumas pessoas est\u00e3o mais em risco que outras, em parte pela forma como est\u00e3o &#8220;programadas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPor exemplo, Yokum revelou que adolescentes que tiveram \u00e1reas do c\u00e9rebro mais atentas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida tinham um risco maior de acumular uma quantidade n\u00e3o saud\u00e1vel de peso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que algumas pessoas t\u00eam uma respoosta mais elevada da regi\u00e3o de recompensa (o que pode ter uma base biol\u00f3gica) e isso pode deix\u00e1-las mais vulner\u00e1veis a desejos por comida, o que resulta em um uma maior ingest\u00e3o cal\u00f3rica e um aumento de peso&#8221;, diz ela. Pode ser uma explica\u00e7\u00e3o para o motivo pelo qual programas de perda de peso raramente t\u00eam resultados muito duradouros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, Anna era um caso ideal para testar a estimula\u00e7\u00e3o cerebral profunda, tanto por sua depress\u00e3o quanto por suas tend\u00eancias aditivas em rela\u00e7\u00e3o a comida, diagnosticadas a partir de v\u00e1rios question\u00e1rios. Ela representa um grupo de pessoas obesas que entram na categoria de transtorno aditivo em rela\u00e7\u00e3o a comida. Tipicamente, elas acham muito dif\u00edcil n\u00e3o aceitar comida quando lhes \u00e9 oferecida, de uma maneira parecida como um alc\u00f3olatra talvez n\u00e3o consiga passar na frente de um bar sem entrar e beber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, enquanto essas pessoas demonstram uma ativa\u00e7\u00e3o cerebral maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida do que indiv\u00edduos com um peso saud\u00e1vel, quando elas finalmente conseguem sua recompensa (comida), a ativa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro diminui. Isso demonstra, diz Yokum, outro fator parecido com aquele encontrado no abuso de subst\u00e2ncias &#8211; o de que pessoas viciadas ficam empolgadas com a probabilidade de ter o que desejam, mas, assim que o conseguem, a ativa\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea na verdade diminui. Isso pode significar, portanto, que &#8220;eles precisam comer muito mais para conseguir os mesmos n\u00edveis de empolga\u00e7\u00e3o que antes&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso \u00e9 obviamente problem\u00e1tico quando se trata de comida &#8211; algo indispens\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia. Pessoas obesas que demonstram comportamentos aditivos em rela\u00e7\u00e3o a comida podem achar muito dif\u00edcil controlar o consumo do que desejam porque \u00e9 imposs\u00edvel evit\u00e1-lo completamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\u00c9 por isso que Yokum e sua equipe est\u00e3o desenvolvendo tarefas com o objetivo de ajudar pessoas obesas a &#8220;reiniciar&#8221; a forma como o c\u00e9rebro responde a comida. Eles fazem isso mostrando imagens digitais de comidas saud\u00e1veis a um paciente e depois pedir a eles para dar um &#8220;curtir&#8221; nelas e pedindo para fazer o oposto com comidas n\u00e3o saud\u00e1veis. &#8220;Estamos tentando treinar o c\u00e9rebro dessa forma&#8221;, diz a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e9cnicas menos invasivas e mais baratas como essas podem ser vitais para tratar essa epidemia global &#8211; h\u00e1 650 milh\u00f5es de adultos e 340 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes atualmente considerados obesos. A obesidade contribui para estimadas 2,8 milh\u00f5es de mortes por ano no mundo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a estimula\u00e7\u00e3o cerebral possa n\u00e3o ser a resposta para a maioria, ela mostra como resultados positivos iniciais demonstram que, nos casos mais s\u00e9rios, tratamentos experimentais podem salvar vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favidas n\u00e3o h\u00e1 uma estrat\u00e9gia que sirva a todos, e o complexo caso de Anna ressalta que h\u00e1 mais do que uma quest\u00e3o contribuindo para o h\u00e1bito de comer demais. Se entendermos isso, uma estrat\u00e9gia focada como a estimula\u00e7\u00e3o cerebral pode ser um passo importante para ajudar algumas pessoas a se livrar do peso que elas querem &#8211; ou at\u00e9 precisam &#8211; desesperadamente perder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tratamento de \u00faltimo recurso, m\u00e9dicos implantaram eletrodos no c\u00e9rebro de uma paciente extremamente deprimida \u2013 e os efeitos foram positivos. Anna viveu deprimida durante boa parte de sua vida adulta, sempre buscando tratamentos que pudessem ajud\u00e1-la. Ela tomou antidepressivos, frequentou psicoterapia e at\u00e9 tentou terapia eletroconvulsiva &#8211; o uso da eletricidade pelo c\u00e9rebro. 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