{"id":46183,"date":"2018-05-15T09:22:43","date_gmt":"2018-05-15T12:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=46183"},"modified":"2018-05-15T09:22:43","modified_gmt":"2018-05-15T12:22:43","slug":"obesidade-e-segunda-principal-causa-de-morte-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/obesidade-e-segunda-principal-causa-de-morte-no-mundo\/","title":{"rendered":"Obesidade \u00e9 segunda principal causa de morte no mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">OMS declarou guerra \u00e0 gordura saturada, enquanto cientistas tamb\u00e9m apostam na redu\u00e7\u00e3o do tamanho das por\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo em que avan\u00e7am os tratamentos contra doen\u00e7as desafiadoras, como c\u00e2ncer e Aids, o homem moderno se v\u00ea amea\u00e7ado por um elemento sem o qual n\u00e3o se vive: a comida. A epidemia de sobrepeso\/obesidade j\u00e1 afeta 39% da popula\u00e7\u00e3o adulta e 18% das crian\u00e7as e adolescentes entre 5 e 18 anos, com consequ\u00eancias consideradas devastadoras para a sa\u00fade. Algumas estimativas indicam que o excesso de peso \u00e9 a segunda causa de morte no mundo, perdendo apenas para as doen\u00e7as associadas ao tabagismo. Com a maioria das estrat\u00e9gias de conten\u00e7\u00e3o do problema at\u00e9 agora infrut\u00edferas, especialistas, governos e associa\u00e7\u00f5es buscam novas solu\u00e7\u00f5es capazes de, ao menos, reduzir parte dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que desde 2004 tem a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de combate \u00e0 obesidade, agora declarou guerra \u00e0 gordura saturada, aquela presente em alimentos de origem animal. Na semana passada, o \u00f3rg\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas abriu consulta p\u00fablica para debater novas recomenda\u00e7\u00f5es sobre o consumo desse ingrediente. Em uma teleconfer\u00eancia de imprensa, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o para a Sa\u00fade e Desenvolvimento da OMS, afirmou que, com base em 15 anos de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a ingest\u00e3o de gordura por crian\u00e7as e adultos por dia deveria representar, no m\u00e1ximo, 10% das necessidades di\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, um homem saud\u00e1vel com recomenda\u00e7\u00e3o de 2,5 mil calorias por dia consumiria 250 calorias na forma de gordura saturada, o que daria um pouco menos de 30g. Essa \u00e9 a quantidade de gordura presente em 50g de manteiga, em 130-150 gramas de queijo ou em um litro de leite integral. \u201cGorduras saturadas e gorduras trans s\u00e3o de particular preocupa\u00e7\u00e3o devido \u00e0 correla\u00e7\u00e3o entre alta ingest\u00e3o e risco aumentado de doen\u00e7as cardiovasculares\u201d, afirmou Branca. Setenta e dois por cento das 54,7 milh\u00f5es de mortes anuais de pessoas com menos de 70 anos s\u00e3o provocadas por essas enfermidades. At\u00e9 1\u00ba de junho, qualquer pessoa poder\u00e1 opinar sobre o assunto na p\u00e1gina internacional da OMS (www.who.int). Ao mesmo tempo, a organiza\u00e7\u00e3o alerta que menos de 1% das calorias deve vir das gorduras trans, respons\u00e1veis, sozinhas, por 500 mil \u00f3bitos por ano.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3dio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAltos n\u00edveis de ingest\u00e3o de \u00e1cidos graxos saturados e trans est\u00e3o correlacionados com o aumento do risco de doen\u00e7as cardiovasculares, principal causa de mortalidade entre as doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis (DCNT), que, atualmente, representam 74% do total de mortes no Brasil\u201d, afirma a nutricionista Luiza Torquato, da Unidade T\u00e9cnica do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN). \u201cDesse modo, medidas que incentivem a redu\u00e7\u00e3o no consumo de gorduras saturadas e trans, associadas a recomenda\u00e7\u00f5es de ingest\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e incentivo \u00e0 atividade f\u00edsica, s\u00e3o estrat\u00e9gias que podem ter impactos positivos na sa\u00fade p\u00fablica\u201d, opina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reduzir a quantidade de ingredientes do card\u00e1pio di\u00e1rio e do preparo de industrializados tem sido uma das estrat\u00e9gias adotadas por pa\u00edses como o Brasil, que assinou, em 2011, um acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias da Alimenta\u00e7\u00e3o (Abia) para reduzir o teor de s\u00f3dio dos produtos aliment\u00edcios. Desde ent\u00e3o, foram retiradas 17 mil toneladas do elemento qu\u00edmico da dieta dos brasileiros, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. H\u00e1 um ano, a pasta fez uma nova parceria com a Abia para redu\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de n\u00edveis de s\u00f3dio de p\u00e3es, bisnaguinhas e massas instant\u00e2neas at\u00e9 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O endocrinologista e metabologista Fl\u00e1vio Cadegiani, membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para Estudos da Obesidade (Abeso) e especialista da The Obesity Society, ressalta que as pol\u00edticas p\u00fablicas de combate \u00e0 obesidade t\u00eam apresentado resultados conflitantes. \u201cNos Estados Unidos, a oferta de alimentos mais saud\u00e1veis nas escolas apresentou um desperd\u00edcio acima de 80%. A oferta de supermercados \u2018saud\u00e1veis\u2019 em bairros mais pobres dos EUA, na maior parte das vezes, n\u00e3o melhorou o comportamento alimentar daquela popula\u00e7\u00e3o. Por outro lado, no M\u00e9xico, a sobretaxa\u00e7\u00e3o de refrigerantes resultou em uma redu\u00e7\u00e3o importante do consumo desse produto\u201d, observa (leia artigo nesta p\u00e1gina).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Calibragem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que, de acordo com os especialistas, a obesidade n\u00e3o pode ser atacada em uma s\u00f3 frente, pois envolve m\u00faltiplos fatores \u2014 inclusive, gen\u00e9ticos. Luiza Torquato, do CFN, lembra que, por tr\u00e1s do excesso de peso, h\u00e1 causas biol\u00f3gicas, ecol\u00f3gicas, econ\u00f4micas e sociais. \u201cControlar e reverter a situa\u00e7\u00e3o exige atua\u00e7\u00e3o conjunta dos diferentes setores do governo e participa\u00e7\u00e3o social\u201d, defende. Como parte das solu\u00e7\u00f5es, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Liverpool sugere reduzir a quantidade de alimentos das embalagens, indo na contram\u00e3o da tend\u00eancia de agigantar as por\u00e7\u00f5es, como acontece, por exemplo, com refrigerantes e pipocas vendidos em cinemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um estudo conduzido no Instituto de Psicologia da Universidade, Eric Robinson procurou saber se a oferta de por\u00e7\u00f5es menores altera a percep\u00e7\u00e3o do consumidor sobre o tamanho \u201cnormal\u201d que um produto deve ter, fazendo com que, no futuro, ele passe a comprar e ingerir quantidades mais modestas que o habitual. A pesquisa foi feita em tr\u00eas partes, sendo que, na primeira delas, os participantes foram divididos aleatoriamente em grupos, servidos com quiche e salada nas vers\u00f5es grande ou pequena. Os volunt\u00e1rios n\u00e3o sabiam que o objetivo real do experimento tinha rela\u00e7\u00e3o com o tamanho dos alimentos. No segundo teste, eles deviam se servir o quanto quisessem dos mesmos pratos do dia anterior. No \u00faltimo, feito uma semana depois, os participantes eram questionados sobre o tamanho de por\u00e7\u00e3o que preferiam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados mostraram que, quando servidos inicialmente com por\u00e7\u00f5es menores, as pessoas associam aquela quantidade ao que seria um tamanho normal de comida. Assim, passam a escolher comer menos. \u201cIsso indica que, se o tamanho dos alimentos dispon\u00edveis comercialmente for reduzido, essas por\u00e7\u00f5es menores e mais apropriadas podem recalibrar a percep\u00e7\u00e3o do que \u00e9 uma quantidade normal de comida. J\u00e1 se sugeriu anteriormente que encolher o tamanho das por\u00e7\u00f5es de industrializados pode ser uma estrat\u00e9gia para reduzir o consumo excessivo de alimentos e, consequentemente, a obesidade em n\u00edvel populacional\u201d, afirma Robinson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Gorduras saturadas e gorduras trans s\u00e3o de particular preocupa\u00e7\u00e3o devido \u00e0 correla\u00e7\u00e3o entre alta ingest\u00e3o e risco aumentado de doen\u00e7as cardiovasculares&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nFrancesco Branca, diretor do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o para a Sa\u00fade e Desenvolvimento da OMS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Diario de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OMS declarou guerra \u00e0 gordura saturada, enquanto cientistas tamb\u00e9m apostam na redu\u00e7\u00e3o do tamanho das por\u00e7\u00f5es Ao mesmo tempo em que avan\u00e7am os tratamentos contra doen\u00e7as desafiadoras, como c\u00e2ncer e Aids, o homem moderno se v\u00ea amea\u00e7ado por um elemento sem o qual n\u00e3o se vive: a comida. 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