{"id":46278,"date":"2018-05-18T10:00:01","date_gmt":"2018-05-18T13:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=46278"},"modified":"2018-05-18T10:00:01","modified_gmt":"2018-05-18T13:00:01","slug":"sequelas-de-diabete-sao-contidas-por-terapia-com-celulas-tronco-e-quimio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/sequelas-de-diabete-sao-contidas-por-terapia-com-celulas-tronco-e-quimio\/","title":{"rendered":"Sequelas de diabete s\u00e3o contidas por terapia com c\u00e9lulas-tronco e quimio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas da USP desenvolveram um tratamento de diabetes tipo 1 sem insulina que reduz a zero complica\u00e7\u00f5es como cegueira, insufici\u00eancia renal e amputa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong> \u2013 Cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) que desenvolveram uma terapia pioneira para tratar diabete tipo 1 sem insulina demonstraram agora que a t\u00e9cnica tamb\u00e9m impede sequelas graves da doen\u00e7a por um tempo ainda indeterminado. O m\u00e9todo combina quimioterapia e o transplante de c\u00e9lulas-tronco e j\u00e1 era conhecido mundialmente por ter livrado grande parte dos pacientes das inje\u00e7\u00f5es por mais de dez anos \u2013 um feito sem precedentes.<\/p>\n<p>No novo estudo, os pesquisadores dizem que o tratamento tamb\u00e9m reduziu a zero complica\u00e7\u00f5es como cegueira, insufici\u00eancia renal e amputa\u00e7\u00e3o. O diabete tipo 1 \u00e9 uma doen\u00e7a autoimune que leva o sistema imunol\u00f3gico a atacar o p\u00e2ncreas do paciente, destruindo as c\u00e9lulas beta, que produzem insulina \u2013 horm\u00f4nio respons\u00e1vel pelo controle do glicose \u2013 um tipo de a\u00e7\u00facar \u2013 no sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo estudo, coordenado pelo endocrinologista Carlos Barra Couri, pesquisador da Unidade de Terapia Celular do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto, foi publicado na revista cient\u00edfica internacional Frontiers. \u201cCom esse tratamento, conseguimos suspender a insulina de pessoas com diabete tipo 1, algo que ningu\u00e9m imaginava ser poss\u00edvel. Mas ainda n\u00e3o havia sido feita uma compara\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o dos nossos pacientes com um grande n\u00famero de diab\u00e9ticos que fazem o tratamento convencional. Foi esse o objetivo do novo estudo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, recorreu-se ao Brazdiab1, um grande banco de dados nacional que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es detalhadas de mais de 5 mil pacientes brasileiros de diabete tipo 1 que recebem o tratamento convencional com inje\u00e7\u00f5es de insulina. Esses dados foram comparados aos dos pacientes realizaram o transplante de c\u00e9lulas-tronco na USP entre 2003 e 2011. Dos 25 pacientes tratados com c\u00e9lulas-tronco entre 2003 e 2011, 21 pararam de usar insulina por um per\u00edodo que variou de 6 meses a 11 anos. Dois deles permanecem at\u00e9 hoje sem precisar das inje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNesse per\u00edodo de oito anos, \u00e9 claro que nenhum dos pacientes que fazem tratamento convencional deixou de tomar insulina diariamente. Mas a compara\u00e7\u00e3o que realmente nos chamou a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que 25% dos pacientes que receberam o tratamento convencional tiveram sequelas que v\u00e3o da cegueira \u00e0 amputa\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorreu com nenhum dos pacientes que fizeram o transplante de c\u00e9lulas-tronco\u201d, afirmou Couri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o cientista, o resultado revela um enorme impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes submetidos ao transplante de c\u00e9lulas-tronco \u2013 mesmo entre os que voltaram a tomar insulina algum tempo depois do transplante. \u201cA maioria dos que voltaram a usar precisam de apenas uma inje\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, em vez das tr\u00eas ou quatro que precisariam tomar se n\u00e3o tivessem feito o tratamento \u2013 o que j\u00e1 \u00e9 importante na qualidade de vida. Mas o principal \u00e9 que todos os transplantados ficaram livres de sequelas graves \u2013 e \u00e9 isso o que queremos para o paciente. Eu diria que parar de usar insulina \u00e9 um b\u00f4nus.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O transplante de c\u00e9lulas-tronco para o tratamento de diabete tipo 1 vem sendo desenvolvido pelos cientistas da USP, em Ribeir\u00e3o Preto, desde 2003. O m\u00e9todo foi idealizado pelo pesquisador J\u00falio Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto da USP. Ap\u00f3s a morte de Voltarelli, em 2012, Couri passou a liderar o projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, o tratamento come\u00e7a com a coleta de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea do paciente. Em seguida, uma agressiva quimioterapia \u00e9 usada para destruir completamente o sistema imunol\u00f3gico. As c\u00e9lulas-tronco s\u00e3o ent\u00e3o reintroduzidas no paciente, \u201creiniciando\u201d o sistema imunol\u00f3gico, que para ent\u00e3o de atacar o p\u00e2ncreas, eliminando a necessidade de inje\u00e7\u00f5es de insulina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A longo prazo, por\u00e9m, a maioria dos pacientes voltou a usar insulina. Segundo Couri, um dos estudos de acompanhamento dos pacientes concluiu que isso aconteceu porque a quimioterapia n\u00e3o havia sido forte o suficiente para destruir totalmente o sistema imunol\u00f3gico dos pacientes. \u201cPor isso iniciamos no ano passado um novo protocolo, que usar\u00e1 uma quimioterapia ainda mais agressiva\u201d, disse o cientista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qualidade de vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morador de Ribeir\u00e3o Preto, no interior paulista, Humberto Flauzino, de 28 anos foi diagnosticado com diabete tipo 1 em 2007. No mesmo ano, come\u00e7ou o tratamento na USP. J\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 10 anos e 9 meses sem precisar tomar insulina \u2013 s\u00f3 ele e mais um paciente permanecem sem as inje\u00e7\u00f5es. \u201cFicar sem tomar insulina por todos esses anos j\u00e1 \u00e9 um ganho de qualidade de vida importante. Mas o principal \u00e9 que com isso n\u00f3s postergamos poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele conta que, por um curto per\u00edodo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, passou a tomar de quatro a oito inje\u00e7\u00f5es diariamente. \u201c\u00c9 bastante desagrad\u00e1vel e era desesperador saber que ia ter de fazer isso pelo restante da vida\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flauzino destaca que leva vida normal e segue \u00e0 risca as recomenda\u00e7\u00f5es dos m\u00e9dicos: alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, sem a\u00e7\u00facar e muita atividade f\u00edsica. \u201cHoje, se eu n\u00e3o comentar, ningu\u00e9m percebe que sou diab\u00e9tico. Mesmo se precisar voltar a tomar insulina, n\u00e3o me vou me arrepender de ter feito o tratamento. Faria tudo novamente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Volunt\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores da USP est\u00e3o recrutando pacientes para participar do novo protocolo de terapia com c\u00e9lulas-tronco. Para participar \u00e9 preciso ter entre 18 e 35 anos e ter diagnosticado o diabete tipo 1 h\u00e1 menos de 6 semanas. \u201cO paciente precisa ter diabete h\u00e1 pouco tempo, porque para fazer o tratamento \u00e9 preciso que o p\u00e2ncreas ainda tenha capacidade de produzir insulina\u201d, explicou Carlos Couri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso o paciente se encaixe nesses crit\u00e9rios b\u00e1sicos, deve procurar o Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto para marcar uma entrevista com o grupo de Couri. O paciente ent\u00e3o ser\u00e1 avaliado e, caso se ajuste a uma s\u00e9rie de outros crit\u00e9rios, estar\u00e1 apto a seguir o protocolo. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Exame.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da USP desenvolveram um tratamento de diabetes tipo 1 sem insulina que reduz a zero complica\u00e7\u00f5es como cegueira, insufici\u00eancia renal e amputa\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo \u2013 Cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) que desenvolveram uma terapia pioneira para tratar diabete tipo 1 sem insulina demonstraram agora que a t\u00e9cnica tamb\u00e9m impede sequelas graves da 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