{"id":46611,"date":"2018-06-05T09:52:41","date_gmt":"2018-06-05T12:52:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=46611"},"modified":"2018-06-05T09:52:41","modified_gmt":"2018-06-05T12:52:41","slug":"e-uma-perda-em-vida-os-desafios-diante-do-alzheimer-doenca-que-poe-em-xeque-a-racionalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/e-uma-perda-em-vida-os-desafios-diante-do-alzheimer-doenca-que-poe-em-xeque-a-racionalidade\/","title":{"rendered":"&#8216;\u00c9 uma perda em vida&#8217;: Os desafios diante do Alzheimer, doen\u00e7a que p\u00f5e em xeque a racionalidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&#8216;O maior sofrimento da fam\u00edlia \u00e9 tentar conscientizar o paciente, traz\u00ea-lo para a realidade&#8217;, explica a psic\u00f3loga e geront\u00f3loga Rose Souza Lima; doen\u00e7a n\u00e3o tem cura e atinge 30% dos idosos acima de 80 anos no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 havia algum tempo que a m\u00e3e de Jorge* estava tendo lapsos de mem\u00f3ria. At\u00e9 que, um dia, ela ficou em casa sozinha por cerca de uma hora quando o filho foi levar o pai ao m\u00e9dico. Quando ele voltou, n\u00e3o a encontrou mais no apartamento. Ela retornou para casa com a roupa rasgada e as pernas raladas &#8211; havia ca\u00eddo no caminho. O filho, ent\u00e3o, n\u00e3o se conteve e chorou de desespero na frente da m\u00e3e. &#8220;Eu realmente n\u00e3o sabia mais o que fazer&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcela* viveu situa\u00e7\u00e3o semelhante. Sua m\u00e3e tamb\u00e9m tinha problemas de mem\u00f3ria, mas estava perfeitamente saud\u00e1vel, enquanto o pai estava com outros problemas cl\u00ednicos que precisavam de cuidados. Para ir ao m\u00e9dico com ele, a t\u00e1tica foi levar os dois juntos para o hospital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hora do exame, Marcela disse \u00e0 m\u00e3e: &#8220;fica a\u00ed rapidinho enquanto eu entro para o exame com o papai&#8221;. Quando voltou, a m\u00e3e n\u00e3o estava mais l\u00e1. Ela foi encontrada tr\u00eas dias depois, do outro lado da cidade, com as roupas sujas e rasgadas, sem dinheiro nenhum. Foram tr\u00eas dias de agonia para Marcela, sem saber o que poderia ter acontecido com a m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois casos acima se referem a pessoas que sofrem da doen\u00e7a de Alzheimer, o tipo mais comum de dem\u00eancia que existe no mundo, que atinge 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira acima de 80 anos, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela age matando os neur\u00f4nios e interfere na capacidade cognitiva. &#8220;As pessoas acham sempre que n\u00e3o vai acontecer, porque como o paciente tem muitas fun\u00e7\u00f5es preservadas, est\u00e1 &#8216;bem&#8217;, a fam\u00edlia pensa: vou deixar ele aqui e j\u00e1 volto. Mas isso \u00e9 suficiente para o paciente se encontrar num ambiente que ele n\u00e3o sabe onde \u00e9 e sair andando. N\u00e3o precisa de muito tempo, precisa de um minuto. Ent\u00e3o, quando o familiar pergunta: mas ele ainda pode ficar sozinho? Eu digo: nunca, depois que tem dem\u00eancia&#8221;, explicou \u00e0 BBC Brasil Rose Souza Lima, psic\u00f3loga e geront\u00f3loga que atua h\u00e1 mais de 25 anos no tratamento de pessoas com dem\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, estima-se que existam cerca de 1,2 milh\u00e3o de pessoas com Alzheimer &#8211; s\u00e3o cerca de 100 mil novos casos por ano. N\u00e3o se sabe a causa da doen\u00e7a, mas o modo de a\u00e7\u00e3o dela vem normalmente de uma prote\u00edna chamada betamiloide, que se deposita no c\u00e9rebro em algumas \u00e1reas espec\u00edficas, vai formando placas e causando danos na comunica\u00e7\u00e3o dos neur\u00f4nios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira caracter\u00edstica mais forte desse problema \u00e9 a perda da mem\u00f3ria recente. Basicamente, voc\u00ea diz algo para uma pessoa com Alzheimer e, em quest\u00e3o de minutos, ela pode n\u00e3o mais se lembrar do que foi dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A pessoa perde a capacidade de fixar a informa\u00e7\u00e3o nova. \u00c9 como se ele tivesse um caderno cheio de informa\u00e7\u00f5es s\u00f3 do passado, que tamb\u00e9m v\u00e3o se deteriorar com o passar do tempo&#8221;, explicou Rose.<br \/>\nN\u00e3o existe uma cura para o Alzheimer, mas h\u00e1 medicamentos que conseguem retardar o avan\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 uma coisa complicada de entender como \u00e9 essa limita\u00e7\u00e3o. \u00c9 um grande aprendizado, at\u00e9 lidar com essa perda, porque \u00e9 uma perda em vida, na verdade&#8221;, contou Jorge.<br \/>\nDiagn\u00f3stico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO diagn\u00f3stico de Alzheimer n\u00e3o \u00e9 preciso e pode causar muita confus\u00e3o no in\u00edcio. N\u00e3o existe um exame espec\u00edfico que traga um resultado positivo ou negativo para a doen\u00e7a. O que se faz \u00e9 uma an\u00e1lise completa com exames f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos para o que se chama de &#8220;diagn\u00f3stico diferencial&#8221; &#8211; nele, eliminam-se outras possibilidades de doen\u00e7as para a\u00ed ent\u00e3o concluir que \u00e9 Alzheimer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O diagn\u00f3stico de certeza \u00e9 s\u00f3 p\u00f3s-morte. Em vida, a gente tem crit\u00e9rios de probabilidade: muito prov\u00e1vel, prov\u00e1vel, poss\u00edvel ou n\u00e3o prov\u00e1vel. Ent\u00e3o voc\u00ea pede exames para descartar outros problemas e ver se tem ind\u00edcios de que \u00e9 Alzheimer&#8221;, afirmou \u00e0 BBC Brasil Renata Areza-Fegyveres, neurologista e pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Cl\u00ednicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Existe um consenso mundial que d\u00e1 diretrizes para os m\u00e9dicos investigarem. Voc\u00ea analisa o hist\u00f3rico da pessoa, o exame cl\u00ednico, neurol\u00f3gico, avalia\u00e7\u00e3o cognitiva breve, testes de rastreamento. Quando voc\u00ea faz toda a avalia\u00e7\u00e3o e \u00e9 um m\u00e9dico com experi\u00eancia, voc\u00ea consegue atingir um grau de certeza de 95%.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros sinais para se atentar segundo as especialistas s\u00e3o a perda de mem\u00f3ria recente e a mudan\u00e7a repentina no comportamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Muitas vezes, o diagn\u00f3stico inicial vem como depress\u00e3o, mas era Alzheimer, porque os sintomas s\u00e3o semelhantes na quest\u00e3o do dist\u00farbio de comportamento&#8221;, explicou Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUma vez confirmado o quadro de dem\u00eancia, \u00e9 importante iniciar de imediato dois tratamentos: o medicamentoso e o n\u00e3o medicamentoso. &#8220;\u00c9 importante estimular essa pessoa sempre, a pessoa tem que continuar fazendo tudo enquanto puder, s\u00f3 que com supervis\u00e3o&#8221;, disse Renata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desafio dos cuidadores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs especialistas costumam dizer que o Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a que afeta mais quem cuida do que quem efetivamente sofre dela. &#8220;O problema do paciente com Alzheimer normalmente n\u00e3o \u00e9 dele, \u00e9 um problema do outro&#8221;, pontuou Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode come\u00e7ar com simples perguntas repetitivas durante um jogo de futebol na TV. No caso de Eduarda*, ela n\u00e3o hesitava em responder pacientemente quantas vezes fosse necess\u00e1rio o placar do jogo e quem estava em campo quando o av\u00f4 perguntava ao ver o futebol na televis\u00e3o. Mas n\u00e3o sabia o que dizer na hora que ele a questionava onde estava a av\u00f3, rec\u00e9m-falecida. &#8220;A vov\u00f3 n\u00e3o est\u00e1 mais aqui, lembra?&#8221;, ela dizia. S\u00f3 que o av\u00f4 n\u00e3o lembrava &#8211; e desatava a chorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Essas quest\u00f5es s\u00e3o as mais dif\u00edceis. \u00c9 muito voltada pra cada situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 para generalizar. Tem pacientes que n\u00e3o sofrem quando voc\u00ea responde que a pessoa n\u00e3o est\u00e1 mais aqui, mas tem outros que entram em sofrimento, porque eles vivem o minuto ali. Ent\u00e3o voc\u00ea pode falar: &#8216;ah, ela foi ao m\u00e9dico, j\u00e1 volta&#8217;. E assim seguir, para evitar esse sofrimento toda hora&#8221;, sugere Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carga emocional nesses casos pode ser t\u00e3o grande para o cuidador a ponto de envolver at\u00e9 mesmo revela\u00e7\u00f5es familiares inesperadas. Foi o que aconteceu com Joana* e a irm\u00e3 L\u00facia*, casada com Francisco*. Os tr\u00eas j\u00e1 estavam na faixa dos 70 ou 80 anos, quando Joana come\u00e7ou a apresentar sinais de dem\u00eancia. E a partir da\u00ed, ela mudou seu comportamento com rela\u00e7\u00e3o ao marido da irm\u00e3. Dizia coisas como &#8220;por que voc\u00ea n\u00e3o passou l\u00e1 em casa ontem? Faz tempo que voc\u00ea n\u00e3o vai l\u00e1&#8221; \u2013 tudo na frente de L\u00facia, que come\u00e7ou a desconfiar da rela\u00e7\u00e3o dos dois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 que um dia, a pr\u00f3pria Joana, em um momento de consci\u00eancia, pediu perd\u00e3o \u00e0 irm\u00e3 pelo que havia feito. Foi quando L\u00facia descobriu que ela e seu marido haviam tido um caso por anos ao longo da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Foi bem dif\u00edcil. A generosidade de ela perdoar essa irm\u00e3 e esse marido em meio a uma doen\u00e7a s\u00e9ria e tudo \u00e9 um trabalho bem dif\u00edcil. Psicologicamente pra voc\u00ea trabalhar com essa pessoa, ela chega destru\u00edda no consult\u00f3rio. \u00c9 uma realidade dura e cruel, mas que \u00e9 assim&#8221;, relatou Rose, que ajudou a fam\u00edlia a lidar com o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estresse para quem cuida \u00e9 t\u00e3o grande que h\u00e1 pesquisas comprovando os danos \u00e0 sa\u00fade deles: um estudo da Faculdade de Medicina da USP em Ribeir\u00e3o Preto mostrou que cuidadores de pacientes com Alzheimer apresentam sintomas de ansiedade e t\u00eam cinco vezes mais chance de terem depress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A psic\u00f3loga Rose Souza Lima oferece reuni\u00f5es gratuitas para atender esses a cuidadores e orient\u00e1-los a respeito dos cuidados com pacientes de Alzheimer em S\u00e3o Paulo &#8211; os encontros ocorrem toda \u00faltima quinta-feira do m\u00eas na Igreja Dom Bosco (Alto da Lapa, zona oeste da capital).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estrat\u00e9gia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO principal alerta dos especialistas sobre como tratar um paciente com Alzheimer \u00e9 nunca recorrer \u00e0 racionalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O maior sofrimento que a fam\u00edlia tem \u00e9 porque ela quer conscientizar o paciente. Quer traz\u00ea-lo para a realidade. S\u00f3 que n\u00e3o adianta voc\u00ea tentar usar racionalidade. Voc\u00ea vai lidar com uma pessoa com Alzheimer usando de estrat\u00e9gias&#8221;, disse Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algo muito comum nesses casos, segundo os cuidadores ouvidos pela reportagem, \u00e9 as pessoas com Alzheimer pedirem para &#8220;voltar pra casa&#8221; mesmo quando j\u00e1 est\u00e3o em casa. E muitas vezes elas se tornam agressivas com isso: &#8220;Eu n\u00e3o moro aqui, quero ir embora. Essa n\u00e3o \u00e9 a minha casa&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nesses casos, a melhor coisa \u00e9 usar estrat\u00e9gia. Voc\u00ea diz: a gente j\u00e1 vai. Quando insistir muito, voc\u00ea d\u00e1 uma volta no quarteir\u00e3o com a pessoa e diz: pronto, chegamos em casa&#8221;, explicou Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nUm outro problema comum aos pacientes \u00e9 a rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de cuidadores profissionais. Jorge conta que teve muita dificuldade com isso ao tratar de sua m\u00e3e e s\u00f3 conseguiu &#8220;convenc\u00ea-la&#8221; quando deixou seu estresse explodir na frente dela. &#8220;Ela percebeu o qu\u00e3o desesperado eu estava, me abra\u00e7ou e disse: eu vou deixar voc\u00ea cuidar de mim&#8221;, contou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 poss\u00edvel driblar essa rejei\u00e7\u00e3o inicial tamb\u00e9m com estrat\u00e9gia. &#8220;Primeiro entendimento \u00e9 esse: o paciente n\u00e3o quer, nem vai querer. Ent\u00e3o, voc\u00ea vai usar de estrat\u00e9gia. Muitas vezes, a pessoa entra na casa como empregada dom\u00e9stica e, na verdade, \u00e9 um cuidador. Entra um motorista que voc\u00ea treinou como cuidador&#8230;&#8221;, diz Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos mais complicados, os cuidadores podem ser introduzidos aos poucos &#8211; a\u00ed eles v\u00e3o ficando at\u00e9 serem &#8220;aceitos&#8221; pelos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Houve um caso em que eu coloquei as cuidadoras na porta da casa da paciente. Quando ela sa\u00eda na rua, pra ela n\u00e3o ser atropelada e tal, as meninas iam atr\u00e1s dela. Conversavam com ela na rua, ficavam amigas. A gente passou 3 meses cuidando dela sem que ela soubesse. Ao fim do dia, a cuidadora pedia para dormir com ela. Mas diante da negativa, ela dizia: &#8216;a senhora n\u00e3o precisa mesmo de cuidado. Mas j\u00e1 est\u00e1 tarde, eu moro longe. Posso ficar aqui s\u00f3 por hoje?&#8217; E ela deixava.&#8221; Assim, aos poucos, a paciente aceitou a ideia de ter algu\u00e9m em casa sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sistema p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs cuidados profissionais com um paciente que tenha Alzheimer podem trazer melhoras significativas na rotina dele e tamb\u00e9m dos familiares. O problema \u00e9 que esse tipo de servi\u00e7o costuma custar bem caro e n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel para pessoas de baixa renda. Em um dos casos ouvidos pela BBC Brasil, uma jovem de 35 anos precisou abandonar o emprego e a vida pessoal para cuidar da m\u00e3e, que ficou com Alzheimer aos 62. Ela n\u00e3o tinha com quem deix\u00e1-la, nem como pagar um cuidador, ent\u00e3o largou o emprego e foi viver com ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ela chegou a deixar o namorado, a vida pessoal, tudo. Vivia em fun\u00e7\u00e3o da m\u00e3e e isso acaba afetando muito a sa\u00fade da pr\u00f3pria pessoa&#8221;, contou Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema p\u00fablico de sa\u00fade oferece gratuitamente os caros rem\u00e9dios para o tratamento de Alzheimer. Mas quanto a cuidadores para os pacientes, o governo n\u00e3o oferece profissionais espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os casos diagnosticados na Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica podem ser levados para a Rede Estadual de Assist\u00eancia do Idoso, composta por hospitais gerais e centros especializados em reabilita\u00e7\u00e3o, com a presen\u00e7a de fonoaudi\u00f3logo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e suporte psicol\u00f3gico e familiar, buscando evitar e\/ou retardar a perda das funcionalidades e habilidades cognitivas. Nas unidades que comp\u00f5em esta rede de assist\u00eancia, os atendimentos s\u00e3o voltados para casos de dem\u00eancia de uma forma geral&#8221;, afirmou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Jorge, a principal li\u00e7\u00e3o que ficou ao longo dos 12 anos em que ele cuidou da m\u00e3e com Alzheimer foi que, mesmo com a doen\u00e7a, era poss\u00edvel manter a qualidade de vida dela dando aten\u00e7\u00e3o ao problema do jeito certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 preciso ter esclarecimento, buscar informa\u00e7\u00e3o e encarar a realidade o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Procurar logo profissionais que tenham condi\u00e7\u00e3o de lidar com a situa\u00e7\u00e3o para te orientar e para voc\u00ea poder dar conforto para o parente que est\u00e1 passando por isso&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAinda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conter a evolu\u00e7\u00e3o do Alzheimer &#8211; que, ao longo dos anos, pode causar esquecimento dos pr\u00f3prios familiares, dificuldades motoras e at\u00e9 de atividades b\u00e1sicas, como comer ou levantar da cama -, mas os especialistas defendem que um tratamento adequado pode ser definitivo para proporcionar um fim de vida digno a essas pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Com muito respeito, com muito jeito, d\u00e1 para usar a melhor estrat\u00e9gia para o paciente n\u00e3o se sentir diminu\u00eddo, n\u00e3o se sentir agredido&#8221;, concluiu Rose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;O maior sofrimento da fam\u00edlia \u00e9 tentar conscientizar o paciente, traz\u00ea-lo para a realidade&#8217;, explica a psic\u00f3loga e geront\u00f3loga Rose Souza Lima; doen\u00e7a n\u00e3o tem cura e atinge 30% dos idosos acima de 80 anos no Brasil. H\u00e1 havia algum tempo que a m\u00e3e de Jorge* estava tendo lapsos de mem\u00f3ria. At\u00e9 que, um dia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":46612,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[]},"categories":[1],"tags":[308,448,2892,82],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46611"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46611"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46611\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46613,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46611\/revisions\/46613"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}