{"id":46691,"date":"2018-06-08T09:30:01","date_gmt":"2018-06-08T12:30:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=46691"},"modified":"2018-06-08T09:30:01","modified_gmt":"2018-06-08T12:30:01","slug":"10-dos-casos-de-tuberculose-sao-de-pessoas-que-abandonaram-tratamento-anterior-diz-ministerio-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/10-dos-casos-de-tuberculose-sao-de-pessoas-que-abandonaram-tratamento-anterior-diz-ministerio-da-saude\/","title":{"rendered":"10% dos casos de tuberculose s\u00e3o de pessoas que abandonaram tratamento anterior, diz Minist\u00e9rio da Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Terapia para a doen\u00e7a leva seis meses, com medicamentos di\u00e1rios. Pa\u00eds registrou 69,5 mil novos casos em 2017. S\u00e3o 33 notifica\u00e7\u00f5es a cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 10% das pessoas que foram ao hospital por tuberculose j\u00e1 haviam tido a doen\u00e7a, mas abandonaram o tratamento anterior, mostram dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. A terapia para a tuberculose \u00e9 longa para se certificar da elimina\u00e7\u00e3o do bacilo de Koch (bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a). Pacientes precisam tomar medicamentos di\u00e1rios por seis meses &#8212; o que poderia explicar a elevada taxa de retratamento por abandono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da maior mortalidade e do retorno dos casos, o abandono ao tratamento traz dois impactos: maiores custos ao sistema de sa\u00fade e maior possibilidade de bact\u00e9rias resistentes, indica J\u00falio Croda, infectologista, vice-presidente da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose e pesquisador da Fiocruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Normalmente, a taxa de cura com a terapia completa \u00e9 de 95%. Quando a pessoa abandona o tratamento e a bact\u00e9ria se torna resistente, esse \u00edndice cai para 50%, com perspectiva de maior mortalidade e maiores custos para o sistema de sa\u00fade&#8221; &#8212; J\u00falio Croda.<br \/>\nUma das possibilidades para melhorar a ades\u00e3o \u00e0 terapia, diz Croda, \u00e9 o investimento em uma maior cobertura do tratamento supervisionado &#8212; quando agentes de sa\u00fade se certificam que o paciente est\u00e1 tomando o medicamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Temos uma taxa importante de abandono, mesmo com o advento da droga quatro em um. Investimentos precisam ser feitos para diminuir esse \u00edndice &#8212; um deles \u00e9 a ingest\u00e3o supervisionada de medicamento&#8221; &#8212; J\u00falio Croda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA a\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o supervisionada, diz o pesquisador, \u00e9 feita por agentes de sa\u00fade no programa Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia no SUS, por exemplo. &#8220;Enquanto voc\u00ea n\u00e3o tem um tratamento em menor tempo, esse \u00e9 o fator que mais tem contribu\u00eddo para a ades\u00e3o&#8221;, explica Croda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No geral, o Brasil registrou 69,5 mil casos novos da doen\u00e7a em 2017. Desses, 13.347 s\u00e3o de pessoas que voltaram ao sistema de sa\u00fade ap\u00f3s deixarem o tratamento ou terem algum insucesso da terapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nHoje, o Brasil tem 33,5 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes &#8212; n\u00famero acima da meta preconizada pela Organiza\u00e7\u00e3o de Mundial de Sa\u00fade (de 10 casos\/100 mil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/G5-3l3uSx3rTkCq_mB8YmfFTnhM=\/0x0:2048x1361\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/04\/12\/as_celas_que_deveriam_funcionar_como_prisao_provisoria_estao_sendo_utilizadas_para_a_carceragem_de_detentos.jpg\" alt=\"Superlota\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o em pris\u00c3\u00b5es aumenta transmiss\u00c3\u00a3o da tuberculose, aponta pesquisador  (Foto: Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\/ Sindpol)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mortes e popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mortes, o pa\u00eds registrou 4.426 \u00f3bitos por tuberculose em 2016 &#8212; os dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram, no entanto, uma sutil baixa da mortalidade com o passar dos anos: h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 2% na mortes de 2007 a 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da diminui\u00e7\u00e3o, a pasta considera que a tuberculose ainda \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds; e, por isso, lan\u00e7ou em 2017, o &#8220;Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Sa\u00fade P\u00fablica&#8221;. O plano estabeleceu, por exemplo, os testes r\u00e1pidos para acelerar o diagn\u00f3stico da condi\u00e7\u00e3o e diversas estrat\u00e9gias para chegar \u00e0 meta de incid\u00eancia recomendada pela OMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil tem o compromisso de reduzir a mortalidade para menos de 1 \u00f3bito por 100 mil habitantes at\u00e9 2035.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis tamb\u00e9m apresentam maior incid\u00eancia e podem estar contribuindo para uma parcela do n\u00famero de casos. A popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade, por exemplo, responde por 10% dos casos; e, por isso, est\u00e1 sendo alvo de projeto espec\u00edfico lan\u00e7ado na quarta-feira (6) pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A pris\u00e3o funciona como uma institui\u00e7\u00e3o amplificadora. O preso adquire tuberculose dentro da pris\u00e3o e transmite para a comunidade. Calculamos que 20% dos casos hoje est\u00e3o relacionados ao sistema prisional, quando a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria representa s\u00f3 0,3% da popula\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; J\u00falio Croda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO pesquisador explica que a superlota\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es facilitam a transmiss\u00e3o &#8212; ele estima que a incid\u00eancia em pessoas privadas de liberdade chega a ser 30 vezes superior que na popula\u00e7\u00e3o em geral. Tamb\u00e9m h\u00e1 menos diagn\u00f3sticos e menor quantidade de m\u00e9dicos para a popula\u00e7\u00e3o encarcerada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na pris\u00e3o brasileira, a taxa de cura m\u00e9dia \u00e9 superior que na comunidade. A quest\u00e3o principal s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de encarceramento e a falta de diagn\u00f3stico precoce que favorece a uma maior transmiss\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Retratamentos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nOs estados com maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas que tiveram que voltar a se tratar foram Rio Grande do Sul (23,3%), Rond\u00f4nia (19,9%) e Para\u00edba (19,5%) em 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo ano, o percentual de cura de casos novos foi 73%, maior do que se comparado ao ano de 2015 (71.9%). Os estados do Acre (84,2%), S\u00e3o Paulo (81,6%) e Amap\u00e1 (81,7%) alcan\u00e7aram os maiores percentuais de cura no mesmo ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As capitais com maior n\u00famero de casos da tuberculose, em 2017, foram Manaus (104,7\/100 mil hab.), Rio de Janeiro (88,5 \/100 mil hab.) e Recife (85,5\/100 mil hab.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade considera que &#8220;a situa\u00e7\u00e3o da tuberculose nas capitais do pa\u00eds exige aten\u00e7\u00e3o, uma vez que 70,4% delas (n=19) apresentaram coeficiente de incid\u00eancia superior ao registrado no pa\u00eds&#8221;, avalia o boletim feito pela Secret\u00e1ria de Vigil\u00e2ncia do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/iYJfnh6wbH-6TLkV0R2K-UdLnn8=\/0x0:1600x1620\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/7\/I\/nWO3ZQT3iqvRhDIXMyFw\/sintomas-e-formas-de-transmissao-tuberculose.png\" alt=\"Tuberculose: sintomas e formas de transmiss\u00c3\u00a3o (Foto: Arte G1)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avan\u00e7os e HIV<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAp\u00f3s o lan\u00e7amento do Plano do Fim da Tuberculose, 71,4% dos casos fizeram diagn\u00f3stico por confirma\u00e7\u00e3o laboratorial em 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano, 73,4% dos casos foram testados para o HIV, diz o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A testagem para o HIV identificou que 9,2% dos casos novos de tuberculose eram de pessoas que tamb\u00e9m eram soropositivas para o HIV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terapia para a doen\u00e7a leva seis meses, com medicamentos di\u00e1rios. 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