{"id":47048,"date":"2018-06-26T09:20:27","date_gmt":"2018-06-26T12:20:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=47048"},"modified":"2018-06-26T09:20:27","modified_gmt":"2018-06-26T12:20:27","slug":"estudo-usa-amostra-de-sangue-para-detectar-autismo-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/estudo-usa-amostra-de-sangue-para-detectar-autismo-em-criancas\/","title":{"rendered":"Estudo usa amostra de sangue para detectar autismo em crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores nos EUA querem desenvolver exame de sangue a partir da t\u00e9cnica. Cientista brasileiro acredita que mais testes precisam ser feitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo confimou o sucesso em detectar com precis\u00e3o se uma crian\u00e7a tem transtorno do espectro autista (TEA) usando uma amostra de sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realizado pelo Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer, em Nova York, o estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de junho da revista cient\u00edfica &#8220;Bioengineering &amp; Translational Medicine&#8221;. O estudo foi feito um ano depois de os pesquisadores publicarem seu trabalho em um estudo similar anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao G1, Juergen Hahn, principal autor do estudo, professor e chefe do Departamento de Engenharia Biom\u00e9dica do Instituto Polit\u00e9cnico de Rensselaer disse que o sucesso desta nova tentativa \u00e9 um passo muito importante e necess\u00e1rio para o desenvolvimento de um exame de sangue que possa apoiar o diagn\u00f3stico do transtorno de espectro autista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Claramente, mais trabalho precisa ser feito antes que um teste comercial esteja dispon\u00edvel, mas esse trabalho \u00e9 um marco importante&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o diagn\u00f3stico de crian\u00e7as com autismo n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, j\u00e1 que depende apenas de observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 geralmente reconhecido por m\u00e9dicos e pesquisadores que o diagn\u00f3stico precoce leva a melhores resultados \u00e0 medida que as crian\u00e7as se envolvem em atividades de desenvolvimento precocemente, e um diagn\u00f3stico \u00e9 poss\u00edvel aos 18-24 meses de idade. No entanto, sem exames que possam apontar com precis\u00e3o o diagn\u00f3stico, a maioria das crian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 diagnosticada at\u00e9 os 4 anos de idade nos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quanto mais cedo o transtorno do espectro autista for diagnosticado, mais cedo \u00e9 poss\u00edvel iniciar interven\u00e7\u00f5es precoces, tais como servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o especial, terapia ocupacional, terapia da fala, etc. \u00c9 geralmente reconhecido que a interven\u00e7\u00e3o precoce nestes casos leva a melhores resultados a longo prazo&#8221;, explica Hahn.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>O estudo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO primeiro estudo desenvolveu um algoritmo que faz uso de concentra\u00e7\u00f5es de componentes no sangue para prever se ele veio de uma crian\u00e7a com transtorno do espectro austista (TEA) ou de uma crian\u00e7a em desenvolvimento t\u00edpico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nJ\u00e1 o segundo usou este algoritmo em 154 crian\u00e7as com autismo. O objetivo era verificar se o que foi desenvolvido no primeiro estudo funcionaria com outras crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os resultados s\u00e3o muito promissores, j\u00e1 que conseguimos fazer previs\u00f5es precisas em 88% dos casos deste segundo estudo&#8221;, diz Hahn.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO pr\u00f3ximo passo \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de novos teste cl\u00ednicos e levar um teste ao mercado, mas para que um exame de sangue esteja dispon\u00edvel para os pacientes ainda leva tempo: &#8220;\u00c9 dif\u00edcil estimar quanto tempo isso levaria, mas meu melhor palpite \u00e9 que isso poderia acontecer em cinco anos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cautela<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nPara Alysson Muotri, pesquisador brasileiro da Universidade da Calif\u00f3rnia, ainda \u00e9 preciso cautela em rela\u00e7\u00e3o a este novo estudo. Alysson acredita que o n\u00famero de crian\u00e7as testadas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente. &#8220;O maior problema est\u00e1 no n\u00famero de pessoas testadas. Para atingir um poder estat\u00edstico nesse caso, o estudo teria que ser feito com mais de 100 mil crian\u00e7as e n\u00e3o com pouco mais de uma centena como no artigo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele, que tamb\u00e9m estuda o autismo, acha que o desenvolvimento de um exame de sangue para o diagn\u00f3stico do autismo seria um grande avan\u00e7o. &#8220;O impacto seria enorme, pois um tratamento precoce para o TEA est\u00e1 associado a uma melhor trajet\u00f3ria cl\u00ednica. Quanto mais cedo a interven\u00e7\u00e3o, melhor a independ\u00eancia do autista&#8221;, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/4nXD8lnaOd5SKFikUgoHvb2wj4I=\/0x0:762x762\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/09\/26\/img-2691.jpg\" alt=\"Minic\u00c3\u00a9rebros s\u00c3\u00a3o usados para testar novos tratamentos no laborat\u00c3\u00b3rio (Foto: Tismoo\/Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o)\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu laborat\u00f3rio, Muotri e sua equipe buscam entender as causas do autismo e buscar formas de reverter as altera\u00e7\u00f5es causadas pelo TEA, sejam gen\u00e9ticas ou neuronais. Para isso, um dos estudos realizados por eles envolve o desenvolvimento de minic\u00e9rebros autistas para o teste de poss\u00edveis tratamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os minic\u00e9rebros s\u00e3o estruturas celulares miniaturizadas criadas a partir de c\u00e9lulas-tronco que reproduzem, em parte, a estrutura e funcionalidade do c\u00e9rebro humano em desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos criando uma cole\u00e7\u00e3o de minic\u00e9rebros autistas, carregando diversas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. Usamos esses minic\u00e9rebros para testar novos tratamentos. Esperamos descobrir vias comuns e tambem \u00fanicas que possam ser passiveis de revers\u00e3o farmacol\u00f3gica&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEm seu trabalho mais recente, Muotri desenvolveu minic\u00e9rebros contendo material gen\u00e9tico de Neandertais. A ideia \u00e9 tentar descobrir como surgiu a capacidade de racioc\u00ednio de nossa esp\u00e9cie. O novo estudo tamb\u00e9m pode contribuir para os estudos sobre autismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das linhas de pesquisa de Muotri busca entender as origens evolucion\u00e1rias do c\u00e9rebro social humano, que s\u00e3o as redes nervosas respons\u00e1veis pela socializa\u00e7\u00e3o, fala, etc. \u00c1reas que apresentam altera\u00e7\u00f5es em crian\u00e7as dentro do espectro autista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao estudar o c\u00e9rebro neandertal, queremos saber quais foram as for\u00e7as seletivas que modificaram o DNA do homem moderno para que se tornasse mais social. Esse tipo de pesquisa busca entender quais as vias moleculares que atuam no c\u00e9rebro social, podendo eventualmente ser \u00fatil para o desenvolvimento de medicamentos que auxiliam os autistas nessa parte&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores nos EUA querem desenvolver exame de sangue a partir da t\u00e9cnica. Cientista brasileiro acredita que mais testes precisam ser feitos. Um estudo confimou o sucesso em detectar com precis\u00e3o se uma crian\u00e7a tem transtorno do espectro autista (TEA) usando uma amostra de sangue. 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