{"id":47706,"date":"2018-08-14T09:49:40","date_gmt":"2018-08-14T12:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/?p=47706"},"modified":"2018-08-14T09:49:40","modified_gmt":"2018-08-14T12:49:40","slug":"hospital-agamenon-magalhaes-reduz-em-54-mortalidade-materna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.simepe.com.br\/novo\/hospital-agamenon-magalhaes-reduz-em-54-mortalidade-materna\/","title":{"rendered":"Hospital Agamenon Magalh\u00e3es reduz em 54% mortalidade materna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A redu\u00e7\u00e3o na mortalidade foi resultado de um projeto que j\u00e1 dura um ano. A iniciativa pode servir, futuramente, de refer\u00eancia para outros hospitais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma proposta de Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna conseguiu diminuir em 54,23% o n\u00famero de \u00f3bitos de m\u00e3es, durante a gravidez ou at\u00e9 42 dias ap\u00f3s o parto, no Hospital Agamenon Magalh\u00e3es (HAM), na Zona Norte do Recife. Superando a meta inicial que era de redu\u00e7\u00e3o de 30%, o projeto \u00e9 piloto e pode, futuramente, servir de modelo para outras unidades de sa\u00fade. Atualmente, o HAM est\u00e1 h\u00e1 89 dias sem \u00f3bitos maternos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice leva em considera\u00e7\u00e3o as mortes de maio de 2016 a abril de 2017 e de maio de 2017 a maio deste ano. Nestes dois per\u00edodos, foram registradas 11 e 6 mortes, respectivamente, na unidade. A redu\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel a partir de uma parceria com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a empresa farmac\u00eautica MSD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto n\u00e3o atuou com investimentos ou melhorias f\u00edsicas, mas com a capacita\u00e7\u00e3o e humaniza\u00e7\u00e3o dos multiprofissionais que atuam na assist\u00eancia obst\u00e9trica e neonatal. \u201cIsso foi poss\u00edvel em um projeto grande que uniu todo o redesenho do processo assistencial no servi\u00e7o, a revis\u00e3o de protocolos, a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais e tamb\u00e9m um olhar para a rede com a capacita\u00e7\u00e3o de Pernambuco todo, incluindo os v\u00e1rios munic\u00edpios que encaminham mulheres para o nosso hospital\u201d, comenta a diretora do HAM, Cl\u00e1udia Miranda. Para ela, a prepara\u00e7\u00e3o das equipes que atuam nos munic\u00edpios \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a detec\u00e7\u00e3o de anormalidades e o encaminhamento imediato das gestantes para os centros de refer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio de 2017, mais de 250 profissionais do HAM e de outras unidades puderam passar por qualifica\u00e7\u00f5es. De acordo com Cl\u00e1udia Garcia, Diretora Executiva da Pr\u00e1tica Assistencial, Qualidade, Seguran\u00e7a e Meio Ambiente do Albert Einstein, essas capacita\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, que foram realizadas em S\u00e3o Paulo, s\u00e3o importantes para os resultados no dia a dia. \u201c\u00c9 esse tipo de treinamento que a gente, por meio de experi\u00eancias pr\u00e1ticas, exp\u00f5e os m\u00e9dicos e a enfermagem (\u00e0 situa\u00e7\u00f5es) para que eles tenham uma coordena\u00e7\u00e3o correta, no tempo certo, seguindo um protocolo e um algoritmo que leve ao sucesso do procedimento\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entram nas estat\u00edsticas os \u00f3bitos com causa relacionada ou agravada pela gesta\u00e7\u00e3o ou pelo acompanhamento feito nas unidades hospitalares. As principais causas da mortalidade durante a gravidez e no per\u00edodo p\u00f3s-parto s\u00e3o hemorragias, infec\u00e7\u00f5es, quadros de hipertens\u00e3o, tromboembolismo venoso e abortamento. Ainda segundo Miranda, os partos cesariana tamb\u00e9m s\u00e3o um agravante para a mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Guilherme Leser, diretor de rela\u00e7\u00f5es governamentais da MSD Brasil, projetos como este s\u00e3o importantes para toda a sociedade e devem servir de exemplo. \u201cPara nossa surpresa, conseguimos mais de 54% de redu\u00e7\u00e3o na mortalidade. Vamos conseguir dar continuidade ao projeto e assim dar a possibilidade de, quem sabe, replicar esse modelo em outras institui\u00e7\u00f5es. Essa \u00e9 uma possibilidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas e a qualidade da sa\u00fade no pa\u00eds\u201d, pontua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Pernambuco, segundo a Secretaria de Sa\u00fade, foram registrados 60 \u00f3bitos a cada 100 mil nascidos vivos em 2015 e 58,1 em 2016. No HAM, o intervalo m\u00e9dio entre os \u00f3bitos passou de 17,6 dias para 40,2. Desde o in\u00edcio do projeto j\u00e1 foram realizados 3.783 partos na unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Neglig\u00eancia<\/strong><br \/>\nA dona de casa Cremilda Barbosa de Souza, 37 anos, n\u00e3o teve as melhores experi\u00eancias em hospitais durante suas gesta\u00e7\u00f5es e chega a ser considerada uma sobrevivente dos servi\u00e7os de sa\u00fade das redes p\u00fablica e privada. Ap\u00f3s ter passado por apuros dando \u00e0 luz a sua segunda filha em casa, a ex-agente socioeducativa achou que sua terceira gravidez seria tranquila por estar fazendo todo o acompanhamento em hospitais particulares. Apesar do alto pre\u00e7o pago no plano de sa\u00fade, faltaram profissionais capacitados e humanizados no momento mais importante: o parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua terceira filha, Kiara Daiane Barbosa Amorim, hoje com cinco anos, nasceu em uma sala de triagem durante a madrugada enquanto, segundo a dona de casa, os m\u00e9dicos descansavam. No dia que a pequena nasceu, Cremilda chegou no hospital por volta das 20h. L\u00e1, contrariando os m\u00e9dicos, disse que n\u00e3o queria fazer ces\u00e1rea e que queria um parto mais humanizado. \u201cEu queria o mais natural poss\u00edvel e os m\u00e9dicos n\u00e3o gostaram. Fizeram de tudo para me convencer. Eles disseram que iam me deixar l\u00e1 [na sala de triagem] e que sabiam que eu ia terminar desistindo do parto normal pelas dores\u201d, explica. Perto das 2h da madrugada, ela entrou em trabalho de parto. \u201cEu s\u00f3 gritei para o meu marido chamar minha m\u00e3es e os m\u00e9dicos que estavam descansando. Quando minha m\u00e3e chegou, pedi que segurasse a crian\u00e7a, que na mesma hora nasceu\u201d, relata a dona de casa. Por ter nascido em local desapropriado, a beb\u00ea contraiu uma infec\u00e7\u00e3o nos olhos que demorou meses para ser curada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da pequena, a dona de casa tem outros tr\u00eas filhos, Edna Daiane Barbosa, 20 anos, Stacy Daiane Barbosa, 7 anos, e Angelo Souza, de um ano. Todas as gesta\u00e7\u00f5es, exceto a de Kiara, foram monitoradas em hospitais p\u00fablicos. Quando estava gr\u00e1vida de seu ca\u00e7ula, o pr\u00e9-natal na rede p\u00fablica foi interrompido por causa de uma simples mudan\u00e7a de endere\u00e7o. \u201cEu precisei me mudar e o pessoal do posto n\u00e3o quis mais fazer meu acompanhamento. Fiquei um tempo sem ter como fazer e s\u00f3 depois, quando j\u00e1 estava com sete meses, me mudei novamente e pude terminar o acompanhamento\u201d, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o nascimento de Angelo, a ex-agente socioeducativa decidiu recorrer \u00e0 ONG Cais do Parto, que h\u00e1 27 anos auxilia mulheres gr\u00e1vidas durante o pr\u00e9-natal e o p\u00f3s-parto em Recife e Regi\u00e3o Metropolitana. \u201cDessa vez, deu tudo certo. Tamb\u00e9m aconteceu em casa, mas com o aux\u00edlio delas. Tive uma doula, que n\u00e3o estava na hora, mas chegou em seguida e nos ajudou\u201d, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, Cremilda n\u00e3o teve complica\u00e7\u00f5es em seus partos n\u00e3o acompanhados, mas a dona de casa tem consci\u00eancia que o final poderia ter sido diferente. Pensando em evitar casos como este, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tem implementado estrat\u00e9gias para diminuir os riscos de \u00f3bito materno e promover a humaniza\u00e7\u00e3o no momento do parto. O objetivo do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 reduzir pela metade o \u00edndice de mortes nestas circunst\u00e2ncias no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O indicador da Raz\u00e3o de Mortalidade Materna (RMM), utilizado pelo Minist\u00e9rio, calcula os \u00f3bitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos. Em 2015, no pa\u00eds, o \u00edndice foi de 62 e 64,4 em 2016. Entre 1990 e 2015, o Brasil conseguiu reduzir em 57% a taxa de mortalidade materna e pretende, at\u00e9 2030, baixar 30. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, os anos de 2017 e 2018 ainda n\u00e3o tiveram os dados publicados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jornal do Commercio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o na mortalidade foi resultado de um projeto que j\u00e1 dura um ano. 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